terça-feira, 4 de setembro de 2012
TRANSFORMAÇÃO AGROECOLÓGICA COLABORATIVA: AJUDE A CAMPANHA!
A Campanha Permanente Contra Agrotóxicos e Pela Vida lançou um projeto para o seu financiamento coletivo no catarse.me. Lá, é possível cadastrar um projeto propondo um valor a ser arrecadado em troca de benefícios do próprio projeto e uma prazo para alcançá-lo através de colaborações. Nessa campanha, ainda falta arrecada 20% do dinheiro e o prazo acaba em 15 dias: se o total do valor pedido não for alcançado até essa data, o projeto perde tudo o que já arrecadou até agora e o dinheiro volta para os colaboradores.
Mas por que colaborar? Tocar uma campanha desse porte sempre gera muitos gastos: é preciso produzir cartilhas, vídeos, materiais explicativos, debates que esclareçam, sensibilizem e envolvam o público nesse tema tão importante que é a nossa própria saúde. Além de contar com o apoio das pessoas, é preciso mostrar força e conseguir apoio para derrubar no Congresso projetos como o que garante isenção fiscal para o uso dos agrotóxicos e permite que empresas multinacionais lucrem bilhões sobre a saúde do povo brasileiro. Enquanto eles não pagam impostos, nós somos obrigados a consumir 5 litros de agrotóxicos por ano. É muito veneno!
Por isso, toda ajuda é importante na luta contra as grandes empresas e em defesa dos alimentos orgânicos, da agroecologia e da nossa saúde.
Clica aqui para acessar o site do projeto ou vai em http://catr.se/NE3NxO. Assiste ao vídeo, divulga a campanha e te soma nessa luta colaborativa por uma transformação ecológica!
Juntos, podemos desenvenenar a nossa mesa!
Participe!
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quinta-feira, 7 de abril de 2011
CAMPANHA CONTRA O USO DE AGROTÓXICOS

Mais de 20 entidades da sociedade civil brasileira, movimentos sociais, entidades ambientalistas e grupos de pesquisadores lançaram uma campanha nacional, de caráter permanente, contra o uso dos agrotóxicos no Brasil.
A campanha pretende abrir um debate com a população sobre a falta de fiscalização, uso, consumo e venda de agrotóxicos, a contaminação dos solos e das águas e denunciar os impactos dos venenos na saúde dos trabalhadores, das comunidades rurais e dos consumidores nas cidades.
O secretário-executivo da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), Denis Monteiro, diz que além do caráter de denúncia, a campanha pretende também apresentar à sociedade o modelo proposto pelas entidades, mais saudável, baseado na pequena agricultura.
“[...]Outro campo de articulação é mostrar para a sociedade e avançar na construção de outro modelo de agricultura, baseado na agricultura familiar, camponesa, em toda sua diversidade, dos povos e comunidades tradicionais, assentamentos de reforma agrária, e que este modelo sim pode produzir alimentos com fartura, alimentos de qualidade, com diversidade e sem uso de agrotóxicos. Temos estudos que mostram que a agroecologia é viável, produz em quantidade e em qualidade, e o local para a agroecologia acontecer são as áreas da agricultura familiar. Então outro campo de articulação importante é avançar na construção destas experiências em agroecologia que a gente já vem construindo, multiplicá-las pelo país, mostrando que este é o futuro da agricultura, e não vai ter futuro para o planeta se a gente não construir este modelo alternativo ao modelo que está aí’’
João Pedro Stedile, integrante da Via Campesina Brasil e da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), avalia a natureza do uso dos agrotóxicos no Brasil e suas graves consequências.
“Nós estamos aplicando um bilhão de litros por ano, e isso representa, em média, cinco litros de veneno por pessoa. Não há parâmetro similar em qualquer outra sociedade do planeta, nem sequer nos Estados Unidos, que são a matriz indutora de toda a utilização de venenos na agricultura a partir da Segunda Guerra Mundial.”
O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Segundo dados do Sindicato Nacional para Produtos de Defesa Agrícola (Sindage), em 2010 o nosso país ultrapassou a marca de 1 bilhão de litros de agrotóxicos legalmente comercializados.
As informações são da Rádioagencia NP
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