quarta-feira, 27 de agosto de 2008
AGITAÇÃO PROPAGANDA DO LEVANTE
terça-feira, 26 de agosto de 2008
INTERVENÇÃO POLITICO-ARTÍSTICA PERMANECE SOB AMEAÇA DE CENSURA
Abaixo reprodução da matéria publicada hoje no pasquim dos Sirotsky:
Parede pintada gera processo na UFRGS
Por: Zero Hora
Considerado dano ao patrimônio público por um aluno, o desenho feito por alunos – com os dizeres "Pra que(m) serve o teu conhecimento? " – foi avaliado pela UFRGS como "fundamental ao pensamento crítico".
Ao saber da pintura, o estudante de Ciências Contábeis Anderson Gonçalves, 35 anos, integrante do Movimento Estudantil Liberdade (MEL), abriu processo administrativo junto à universidade para saber se a parede havia sido cedida aos alunos. No documento, ele classificou o ato como vandalismo, identificou um dos responsáveis e pediu a punição do grupo.
Cerca de dois meses depois, o estudante ficou surpreso com a justificativa da universidade para arquivar o processo. Em um texto de 25 linhas, o secretário de Assuntos Estudantis, Ângelo Ronaldo Pereira da Silva, informou que a pintura, "antes de ser vandalismo, é um ato de extremo instigamento ao pensamento crítico, eivado de indagação filosófica que não desmerece o patrimônio".
Segundo Silva, a parede em que a inscrição foi feita é históricamente usada para manifestações dos alunos, como divulgação de atividades artísticas e avisos diversos, o que dispensaria a necessidade de autorização.
– Existe uma diferença grande entre grafitagem e pichação. Essa pintura, que deixou o local até em melhores condições, não é pichação – informou o secretário de Assuntos Estudantis.
Para o autor do processo, o episódio abre precedentes para que outros alunos se sintam livres para registrar suas opiniões nas paredes da UFRGS.
– Estão encobrindo um crime, que é o dano ao patrimônio. Existem outros espaços para os questionamentos dos estudantes – argumenta.
Hoje, Gonçalves deve entrar com ação no Ministério Público Federal, uma vez que a universidade arquivou o processo.
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O GRANDE NADA
No Partido Nadista, todas as correntes fraternalmente empunham as mesmas propostas: fazer um Porto mais Alegre, realizar o sonho de Porto Alegre, ou afirmar, intrepidamente e não sem um certo grau de temeridade, que amam o pôr-do-sol do Guaíba. E tome-lhe contraluzes do crepúsculo e jingles de uma pieguisse que alguém mal humorado diria que soqueiam violentamente o baixo ventre do eleitor.
Outro fenômeno é a ausência completa da política. A política, esta coisa chata que fermenta o nascimento de tantos conflitos foi ejetada ao ostracismo. Presume-se que, antes da deflagração da campanha, os coordenadores dos diversos Nadismos, sábiamente aconselhados pela marquetagem, reuniram-se e decidiram dar um basta nessa história de política. Chega! Onde já se viu aborrecer as pessoas, num momento de civismo e exaltação da cidadania, com discussões tão desconfortáveis como, por exemplo, saber quem e por que apóia o (a) candidato (a) X e como este mesmo (a) candidato (a) se posiciona claramente diante dos problemas concretos, presentes ou futuros da cidade?
Claro que sempre haverá aquele eleitor inconveniente querendo, por exemplo, saber do candidato qual é exatamente, sem papas na língua, sua posição a respeito do estupro imobiliário planejado da orla do Guaíba na zona sul. São aquelas chateações que acabam se refletindo lamentavelmente na redução do aporte tão necessário dos desinteressados recursos empresariais para a produção de campanhas bonitas na TV. É um tipo de extremismo que o Grande Nada não pode tolerar. Discrepâncias, sim, até poderão ser tratadas. Afinal, é preciso contentar a todos e a nenhum. Nada é exatamente igual ao outro. O Nada é Uno mas também é Múltiplo. Há que ter esta flexibilidade.
Para tanto, a TV, de modo tão absorvente, já está proporcionando à atenta cidadania um debate profícuo. Que, claro, está centrado naquilo que os candidatos e seus programas democraticamente nos oferecem: a imagem, a fachada, o lado externo de suas candidaturas.
Será, sem dúvida, impactante discutir se a candidata A tornou-se mais merecedora do sufrágio agora depois da chapinha ou se era melhor antes com os cabelos crespos. Debater, conceitualmente, se o semblante sonâmbulo do candidato B é compatível com sua auto-propalada audácia e se seu ar letárgico, de fato, fomenta a esperança. Ou se a blusinha da candidata C combina, republicanamente, com os seus olhos cor de anil. Avaliar se houve progresso na lavourinha laboriosamente cultivada no topo do crânio pelo candidato D -- eu diria que não, mas você, caro (e)leitor, pode dizer que sim, que ela é intensamente produtiva e viçosa, atingindo índices de produtividade enaltecidos até pela Farsul. É seu direito. Ou, por outra, pode concordar comigo, mas responsabilizar a avara resposta da natureza à falta de apoio do Pronaf. Pronto, assim do Nada eis aí o debate instalado. Tão civilizado, tão estimulante, tão cidadão.
Templo do Grande Nada, a RBS ajudou sobremaneira na conversão dos candidatos que, um a um, vieram, genuflexos, queimar incenso no altar de Zero Hora. Um mergulho de profundidade cosmética no cotidiano dos concorrentes do qual emergimos enriquecidos pela informação de que um é papai coruja, que aquele sabe de cor as músicas da Disney, que outro adora cozinhar, que aquela foi obesa, que esta borda em ponto cruz, e que há ainda quem expresse sua rebeldia mesmo sem cachos e quem a faça através de brincos. Ufa!
Porém, agora, neste ano da graça de 2008, largada de campanha, os candidatos é que abdicaram de serem sujeitos da política. Sua nova condição é a de objetos. Estão na TV como se estivessem na gôndola dos supermercados. Não têm história. Não porque a perderam, mas porque optaram por sepultá-la. Escolheram serem coisas. São produtos práticos e versáteis, adaptáveis a qualquer gosto ou ambiente. Desconstróem-se num palco de ilusões de olho no teleprompter dizendo um texto em que só eles acreditam (Acreditam?). Não parecem de carne e osso. Aparentam hologramas cambiantes e fugidios, projetados desde um passado longínquo e impreciso, repetindo palavras ocas que se desmancham no ar.
Quem é de esquerda apresenta uma narrativa – que carrega tanto de Nadismo quanto de ambição -- sonhando cabalar o voto não apenas do eleitor de centro sempre oscilante, mas até da direita. Esta, por sua parte, lança, além do centro do tabuleiro, piscadelas para o eleitor de esquerda. A conseqüência deste discurso aguado do qual a política foi exilada só poderia ser a superfluidade. Parte de nenhum lugar para lugar algum. A diferença é que a direita está na sua: este é o mundo que pedra por pedra levanta a cada dia. É o que temos. E o que nos esmaga. À esquerda caberia questioná-lo, expor a sua estreiteza, as suas contradições, a sua insuficiência e as suas vastas iniqüidades. Mas isto só se faz fazendo campanha além da epiderme. E quem faz isso são homens e mulheres, pessoas com história, com partido, com política e com diversas e divergentes visões da vida e do mundo. Não é uma tarefa para espectros.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO À UNIVERSIDADE
SEMINÁRIO
Democratização do acesso à Universidade:
A Contribuição dos Cursinhos Populares
Data: 16 de agosto
Hora: 9h
Local: Faced - Faculdade de Educação/UFRGS
Endereço:Av. Paulo Gama, s/n, sala 101
Objetivos:
- Debater o acesso e a democratização da Universidade Pública.
- Pensar coletivamente o papel dos cursinhos populares no processo de democratização da Universidade, suas contribuições e seus limites.
- Possibilitar um espaço de integração entre os professores e alunos dos diferentes cursinhos populares de Porto Alegre e Região Metropolitana.
populares, alunos do ensino médio e demais interessados no debate
sobre a democratização da Universidade.
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quarta-feira, 16 de julho de 2008
III ACAMPAMENTO DO LEVANTE DA JUVENTUDE EM SANTA MARIA
Pelo terceiro ano consecutivo, o Levante da Juventude se fez presente na Feira do Cooperativismo em Santa Maria entre os dias 11 e 13 de Julho, consolidando o evento na agenda dos movimentos sociais. O acampamento que no primeiro ano começou com 60 jovens saltou neste ano para 250 participantes, oriundos de diversas regiões do estado (Sul, Metropolitana, Serra, Centro, Norte, Fronteira Oeste.)
O encontro reuniu jovens do campo e da cidade sejam eles vinculados a movimentos sociais, ou mesmo adolescentes que não participam de nenhum fórum de organização política. Desta mistura se constituiu um espaço auto-gestionário de formação e também de integração destas juventudes.
Na sexta-feira, dia 11 o Levante animou a Marcha de abertura da Feira que percorreu o centro de Santa Maria. O dia seguinte foi destinado ao estudo de temas como Projeto Popular, Papel da Juventude e Gênero. Por fim, o Domingo possibilitou um espaço de articulação interna das regionais para pensar os próximos passos da organização.
O acampamento além de oxigenar as forças dos(as) lutadores(as) participantes demonstrou que o processo de organização da juventude só tende a crescer no próximo período.











