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LEVANTE | Levante Popular da Juventude
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Somos um grupo de jovens que não baixam a cabeça para as injustiças e desigualdades. Entendemos que só com o povo unido, metendo a mão junto, é possível construir o novo mundo com que sonhamos.

O Levante atua junto aos movimentos da Via Campesina e movimentos urbanos como o Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), com a intenção de construir a organização popular em comunidades, vilas, escolas, assentamentos e acampamentos do Rio Grande do Sul.


A POESIA QUE ALIMENTA NOSSA LUTA


Cristina Nascimento

Vivemos numa mentira contada e repassada por nós mesmos
Pelos nossos pais, avós, de geração em geração, até chegar aos nossos filhos.
O que seria a verdadeira história do nosso querido Brasil.
Quem descobriu o Brasil? O branco, o negro ou o índio.
Até quando vamos aceitar os fatos históricos que nos contam
O que seria a verdade para um Brasil tão rico e tão pobre ao mesmo tempo
Deixamos que eles se apropriem de nossas almas e nossa indignação
Do que valeu a morte de tantos negros e índios se já não lutamos mais...
Sendo assim questionaremos a história contada e iremos atrás da verdadeira
Não vamos mais deixar eles se apropriarem de nossas vidas. Estudaremos!
Pensaremos com calma e a nossa maior motivação será mudar este futuro
Onde crianças passam fome, onde não se tem uma visão de uma vida melhor.
Até quando iremos aguentar viver só para comprar comida e se acomodar desta maneira
Somos nós que sofremos na pele o racismo, a exclusão, a exploração.
Então a história tem que ser contada de forma correta, pois cansamos do sistema falar por nós
Por que estamos lutando e o nosso povo irá se libertar.
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segunda-feira, 15 de março de 2010

CAMPUS DO VALE - UFRGS

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Filtro: PRA QUE(M) SERVE O TEU CONHECIMENTO?

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Campus do Vale

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Filtro: AGITAÇÃO E PROPAGANDA, AGITPROP, ARTE MARGINAL, CAMPUS DO VALE, MURALISMO, NEUTRALIDADE ACADÊMICA, PELAS RUAS, PRA QUE(M) SERVE O TEU CONHECIMENTO?, UFRGS

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Santa Maria

PLENARIA DE APRESENTAÇÃO DO LEVANTE POPULAR DE SANTA MARIA
DOMINGO 27/09/09 as 14h NO TEATRO CAIXA PRETA - UFSM
PAUTA:
Mística e Batucada
Apresentação
do Levante
Organicidade, principios, projeto, metodo de trabalho, valores e luta e
nossa relação com os movimentos sociais
Pra que(m) serve nosso DCE?

Debate sobre universidade pública e popular


JUVENTUDE QUE OUSA LUTAR CONTROI O PODER POPULAR
Para Avançar
tem que Lutar
Criar Poder Popular

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Filtro: INFORMES, JUVENTUDE, PRA QUE(M) SERVE O TEU CONHECIMENTO?, SANTA MARIA, UFSM

terça-feira, 22 de setembro de 2009

ANIVERSÁRIO

Expressão popular comemora 10 anos de “batalha das idéias”

Neste ano, a editora Expressão Popular comemora 10 anos de existência. Lançada em julho de 1999, a editora nasceu com a proposta de se tornar um facilitador dos estudos da militância social brasileira, através da produção de livros voltados à formação política com preço baixo, qualidade editorial e gráfica.
Iniciativa de militantes sociais que acreditam ser necessário e possível transformar a realidade brasileira, a Expressão Popular busca circular livros voltados para a construção do projeto político da emancipação humana.
“Todos os livros que produzimos, na medida do possível, procuram alimentar o sonho da transformação social”, explica Carlos Bellé, diretor da editora.
Durante a trajetória da Expressão, foram integradas ao trabalho da editora mais de três centenas de colaboradores, para indicação e análise de textos, cessão de direitos autorais, trabalhos de revisão, tradução e diagramação.
“Articulamos uma rede alternativa de distribuição dos livros em mais de 200 locais pelo Brasil, chegando assim aos movimentos sociais, às universidades, à sociedade amante dos livros, aos que acreditam que podemos viver numa sociedade diferente, com pleno desenvolvimento das potencialidades humanas”, enfatiza Bellé.
Em comemoração ao seu 10º aniversário, a editora homenageia o filósofo e escritor Leandro Konder com a publicação dos títulos “A história das idéias socialistas no Brasil”, “A derrota da dialética”, “Introdução ao fascismo”, “Marxismo e alienação” e “O marxismo na batalha das idéias” – livros cujos direitos foram concedidos por Konder à editora.
““Ao comemorarmos 10 anos homenageando Konder, queremos prestar nossa deferência à militância que possibilitou chegarmos até aqui. Ele dispensa biografia. A melhor forma de conhecê-lo é pela leitura de seus livros. Do título do quinto livro (agora reeditado pela Expressão Popular), partilhamos nossa motivação: 10 anos na batalha das idéias”, afirma. “Como Leandro Konder, somos e seremos soldados da informação, da formação política, da batalha das idéias, construindo uma rede de colaboradores para o bom desenvolvimento de nossas atividades editoriais”, completa Bellé

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Filtro: E, INFORMES, LIVRO, MÍDIA, POESIA, PRA QUE(M) SERVE O TEU CONHECIMENTO?

terça-feira, 8 de setembro de 2009

PRA QUE(M) SERVE O TEU CONHECIMENTO?



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Filtro: INFORMES, JUVENTUDE, MST, PRA QUE(M) SERVE O TEU CONHECIMENTO?, SEMINÁRIO, UFRGS

sexta-feira, 22 de maio de 2009

MURO BRANCO POVO CALADO!!!

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Filtro: PELAS RUAS, PRA QUE(M) SERVE O TEU CONHECIMENTO?, UFRGS

quarta-feira, 8 de outubro de 2008





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Filtro: INFORMES, PRA QUE(M) SERVE O TEU CONHECIMENTO?

terça-feira, 30 de setembro de 2008

SEMINÁRIO COM AÇÃO DIRETA NA UFRGS

Nesta terça-feira, o Levante Popular da Juventude e o Coletivo Muralha Rubro Negra realizaram o seminário Pra que(m) serve o teu conhecimento? na sala Pantheon do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) - Campus do Vale, em Porto Alegre. O evento iniciou às 14h e teve a participação de José Carlos Gomes dos Anjos, representante do Movimento Negro; Raquel Monteiro, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); Leonardo Leitão, dos cursinhos populares e Vera Poty, professor de Guarani.

O objetivo do seminário era debater a finalidade do conhecimento acadêmico produzido nas universidades públicas, a partir de pontos de vista marginais a este espaço. Deste modo, Raquel Monteiro abordou as alternativas ao atual modelo de educação, com base nas experiências pedagógicas do Movimento Sem-Terra. Leonardo Leitão defendeu a idéia de que o conhecimento oriundo das universidades públicas é uma produção coletiva em todos os sentidos, e que deste modo deve necessariamente retornar aos segmentos marginalizados da sociedade, em contraposição ao contexto atual de apropriação privada deste saber. Vera Poty falou sobre a necessidade de dominar o conhecimento do branco como forma de “defesa” do seu povo. Por fim José Carlos dos Anjos argumentou que mais importante do que “levar” o conhecimento científico aos “outros”, é preciso fazer com que estes conhecimentos “outros” “implodam” o atual modelo de universidade.

Durante as intervenções foi apresentada uma proposta de continuidade deste questionamento ao caráter da universidade através da formação de frentes de organização que se mobilizarão em torno de bandeiras específicas, tais como a construção de estágios de vivências nos movimentos sociais, o suporte aos cursinhos populares, as ações afirmativas na graduação e na pós e a defesa da educação básica.

Ao término do seminário, os participantes foram convidados a fazer uma ação direta repintando o mural do prédio de letras que tinha sido alvo de sabotagem semanas atrás. Quase todos os participantes, incluindo os palestrantes participaram do ato de repintura do mural.

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Filtro: CAMPANHA S.O.S EDUCAÇÃO, NOTÍCIAS, PRA QUE(M) SERVE O TEU CONHECIMENTO?, UFRGS, VÍDEOS

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

ENTREVISTA DO COLETIVO MURALHA RUBRO NEGRA CEDIDA À MTV BRASIL

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Filtro: PRA QUE(M) SERVE O TEU CONHECIMENTO?, UFRGS, VÍDEOS

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O QUE REALMENTE INTERESSA...

O ato muralista idealizado pelo Coletivo Muralha Rubro Negra em conjunto com o Levante Popular da Juventude foi mais uma vez publicado no periódico zerohora. No entanto o real propósito do ato, o de questionar o papel da universidade pública na sociedade, está sendo diluído pela mídia corporativa. A zerohora apenas tangencia o tema central e lança em suas matérias, questionamentos paralelos, secundários, evasivos e vazios como:
Na sua opinião, (...) é vandalismo ou uma forma de revitalização do espaço?

A tentativa de escamotear o debate é uma característica da mídia burguesa que batizou de Polêmica e de Discórdia o fato político gerado pela arte.
Nós do LEVANTE e os companheiros do MURALHA não queremos saber se é isso ou aquilo!
O que interessa saber é:

PRA QUE(M) SERVE O TEU CONHECIMENTO?!!

Confira a íntegra da última matéria publicada abaixo.

Multiplicação do muro da discórdia
Inscrição que gerou processo na UFRGS foi repetida em outras paredes.

Não bastou a lata de tinta aplicada sobre uma inscrição não-autorizada em uma parede da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para apagar a polêmica que sacudiu a instituição no mês passado.

Trinta dias após a frase "Para que(m) serve o teu conhecimento? " ser borrada por estudantes insatisfeitos com a utilização do espaço público, o enunciado se prolifera pelos campi da Capital com apoio do Diretório Central dos Estudantes (DCE).

Hoje, quem passa diante da parede do Instituto de Letras no Campus do Vale consegue vislumbrar o questionamento, a camada de tinta aplicada por um grupo de alunos para tentar esconder a pintura anterior e, por cima de tudo, um cartaz onde se lê "censurado" – uma referência ao ato que procurou borrar a frase desenhada pela estudante Juliane da Costa Furno.

Quem desejar conferir uma sósia da grafitagem pode encontrá-la na parede da sede do DCE, localizada no Campus da Saúde. Como o diretório conta com três sedes – no Centro, no Campus da Saúde e no Campus do Vale – os coordenadores da entidade decidiram perpetuar o questionamento nas paredes sob sua responsabilidade.

– Queremos levar o debate adiante – argumenta o coordenador- geral do DCE, Rodolfo Mohr.

Alunos que não concordaram com a utilização do patrimônio da UFRGS para a manifestação de colegas, além de tentarem apagar o grafite, encaminharam o assunto para análise do Ministério Público Federal.

Além do conflito político, a frase também desperta reações divergentes em quem a lê. Para o acadêmico de Letras Fernando Vieira, 25 anos, ela peca pela obviedade.

– Quem entra na universidade já deve saber para o que vai servir o seu conhecimento – observa.

Para a aluna do mestrado em Administração Flávia Pereira, 29 anos, a provocação vai além:

– Serve tanto para os alunos quanto para os gestores. Do conhecimento gerado aqui, uma instituição pública mantida pela sociedade, o que beneficia a comunidade?

Se o debate promete se prolongar, o diretor do Instituto de Letras, Arcanjo Pedro Briggmann, pretende ao menos dar fim à poluição visual na parede do Campus do Vale. Ele planeja destinar o local a uma obra de arte.

MARCELO GONZATTO - ZEROHORA













Entenda o caso
A aluna Juliane Furno, integrante do DCE, pintou a frase "Para que(m) serve o teu conhecimento? " na parede externa de um prédio no Campus do Vale da UFRGS
O estudante Anderson Gonçalves, integrante do Movimento
Estudantil Liberdade, acreditando que o ato se tratou de dano ao patrimônio público por ter sido feito sem autorização da instituição, conforme reportagem de ZH publicada em 26 de agosto
A Secretaria de Assuntos Estudantis concluiu que a inscrição
não era pichação, mas um "ato de extremo instigamento ao pensamento crítico, eivado de indagação filosófica que não desmerece o patrimônio"
Ao vir à tona o caso, estudantes contrários à inscrição
utilizaram latas de tinta e pincéis para tentar apagá-la da parede, definindo tratar-se de uma pichação
Anderson Gonçalves ainda encaminhou o caso ao Ministério Público Federal, pedindo providências, mas ainda não recebeu resposta
O diretor do Instituto de Letras, Arcanjo Pedro Briggmann, que criticou o fato de não ter sido ouvido no processo, pretende substituir, em um mês, a sucessão de pinturas na parede por uma obra de arte, em parceria com o Instituto de Artes da UFRGS

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terça-feira, 23 de setembro de 2008

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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A PERGUNTA QUE NÃO QUER, MAS QUE "QUEREM" CALAR...

A indagação que provocou a ira do setor neo-conservador da UFRGS se alastrou para o Campus da Saúde.
A mesma estética
que havia chamado a atenção dos estudantes do Campus do Vale foi reproduzida hoje no corredor que leva ao R.U. da Saúde.




Desta vez a pintura foi feita em um ato muralista, no qual os estudantes foram convidados a graffitar juntamente com as organizações populares que haviam realizado a intervenção no Vale. Apesar de contar com a colaboração de vários estudantes, e de ser uma área pertencente aos mesmos, a atividade sofreu a intimidação da segurança da UFRGS. Mesmo com o constrangimento, os ativistas concluíram mais um mural, fazendo novamente a inquietação brotar das paredes da Universidade.

PS: Aos que pretendem presenciar o resultado final da obra recomenda-se que se apressem antes que o espectro fascista que ronda a UFRGS lhes impeça de fazê-lo.

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terça-feira, 2 de setembro de 2008

O COLETIVO MURALHA RUBRONEGRA E O
LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE
CONVIDAM TODOS A PARTICIPAR DA PINTURA DE UM NOVO MURAL NO CAMPUS SAÚDE DA UFRGS!

INSISTIMOS:

PRA QUE(M) SERVE O MURALISMO?

PRA QUE(M) SERVE O TEU CONHECIMENTO?

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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

AFINAL, QUEM SÃO OS VÂNDALOS?!

Na tarde desta quarta-feira, dia 27 de Agosto, o fascismo mostrou novamente a sua cara na UFRGS. Um grupo de estudantes identificados com os princípios do nazi-fascismo, sabotou a intervenção no prédio da Letras, jogando tinta sobre o graffiti que questionava o atual caráter da Universidade.

Embora grotesco, este ato deixa transparecer as reais motivações que levaram à abertura dos processos contra os nossos ativistas que realizaram a pintura. A contestação levantada contra o mural se baseava no argumento de que o graffiti seria um “ato de vandalismo”, e, portanto, deveria ser enquadrado como “dano ao patrimônio público”.

Após o arquivamento do processo, o mesmo grupo de estudantes que alegava zelar pelo patrimônio da Universidade jogou um balde de tinta sobre a parede do prédio da faculdade de Letras, destruindo o mural.

Diante disso, cabe indagar: quem são os vândalos? Os que provocam o diálogo através da arte ou os que silenciam o debate sabotando uma manifestação político-cultural?

Torna-se evidente que o que sempre esteve em jogo nesta polêmica não era o respeito às normatizações da UFRGS, mas sim o conteúdo político da intervenção. O comportamento fascista de uma parte dos estudantes desta universidade reafirma a pertinência da pergunta que motivou a intervenção. Afinal, é para isto que serve o conhecimento produzido pela UFRGS?



Coletivo Muralha Rubro Negra
www.muralharubronegrabrasil.blogspot.com

Levante Popular da Juventude
www.levantepopulardajuventude.blogspot.com

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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

PARA QUE(M) SERVE AS LEIS?

Diante da polêmica referente à pintura mural realizada no Campus do Vale da UFRGS, que culminou em processo de uma estudante e companheira de luta, o Coletivo Muralha Rubro Negra e o Levante Popular da Juventude se posicionam e reforçam o uso da arte como um fator de discussão social. Assumimos a autoria dessa manifestação artística que se solidariza com as lutas populares, e com a defesa da Universidade Pública e Popular. A reação criminalizante de setores da Universidade e a recente exposição midiática deste fato nos levam as seguintes indagações: como uma pintura pode gerar tanta polêmica? O que é que tanto incomoda nisso tudo?

Historicamente a Universidade sempre se posicionou nas disputas de saber/poder. A afirmação da "neutralidade" do conhecimento científico se caracteriza por ser um discurso que ignora o caráter social que condiciona determinadas noções de ciência e que determina as investigações científicas a serem feitas. O discurso da "neutralidade" científica confere legitimidade a um lugar de fala, ao omitir a sua condição de "ponto de vista", anunciando-se como conhecimento universal. Sob o manto sagrado da ciência, este conhecimento propaga os interesses bem específicos de determinada classe política e econômica, como verdade.

Apesar de se dizer um espaço de produção de conhecimento na prática a Universidade se fecha à discussão, e, nesse sentido, o muro se caracteriza como a nossa imprensa, a imprensa do povo! É nesse local de livre acesso de todos que se expressa nossa estética, nossa compreensão e crítica ao atual modelo de educação, nosso questionamento sobre a concepção de universidade pública, cada vez mais eurocentrada e distante das necessidades populares e da agregação de outros saberes.

Esta semana o debate sobre o mural foi inflado pelo destaque dado ao tema por Zero Hora. A abordagem do fato produzida por este periódico na edição desta quarta-feira, dia 27 de Agosto, distorceu de tal forma a declaração da militante, a ponto de destituir o caráter político da ação, e a definindo como um serviço de embelezamento da universidade.

O acionamento do Ministério Público Federal para punir os responsáveis pela intervenção configura-se novamente como uma tentativa de legitimar um posicionamento particular a partir da universalidade das leis. Esta ação objetiva cercear uma manifestação de natureza político-artística através do enquadramento na categoria de vandalismo. Caso esta ação seja acolhida pelo MPF, não será a primeira vez que o recurso ao Estado Democrático de Direito será usado para criminalizar a própria democracia.

Com nossa prática muralista de intenção revolucionária fica registrada a denúncia sobre o acesso, a produção e o uso do conhecimento, o comprometimento com a transformação da realidade, com a participação e com o direito a voz. Viemos romper o cerco e potencializar os conflitos. Defendemos o saber engajado com as lutas políticas e sociais dos oprimidos a partir de uma ação artística coletiva, solidária e como um instrumento artístico emancipatório.




Coletivo Muralha Rubro Negra
www.muralharubronegrabrasil.blogspot.com

Levante Popular da Juventude
www.levantepopulardajuventude.blogspot.com

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terça-feira, 26 de agosto de 2008

INTERVENÇÃO POLITICO-ARTÍSTICA PERMANECE SOB AMEAÇA DE CENSURA


O mural que questiona o caráter do conhecimento acadêmico atualmente produzido no Ensino Superior continua perturbando o sono da ultra-direita estudantil da UFRGS. Depois de abrir um processo administrativo contra uma militante que participou da pintura do mural, os conservadores anunciam que recorrerão ao Ministério Público Federal para impedir que este questionamento continue ecoando nas consciências dos estudantes. A tática permanece mesma: usar a lei conforme as suas conveniências, enquadram uma manifestação político-artística como ato de vandalismo. Tsc, Tsc, Tsc.
Abaixo reprodução da matéria publicada hoje no pasquim dos Sirotsky:

26/08/2008 10:25
Parede pintada gera processo na UFRGS
Por: Zero Hora

Por ter sido feita sem autorização e não ter motivado uma repreensão, a pintura de uma parede do Instituto de Letras ganhou status de polêmica na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Considerado dano ao patrimônio público por um aluno, o desenho feito por alunos – com os dizeres "Pra que(m) serve o teu conhecimento? " – foi avaliado pela UFRGS como "fundamental ao pensamento crítico".

Ao saber da pintura, o estudante de Ciências Contábeis Anderson Gonçalves, 35 anos, integrante do Movimento Estudantil Liberdade (MEL), abriu processo administrativo junto à universidade para saber se a parede havia sido cedida aos alunos. No documento, ele classificou o ato como vandalismo, identificou um dos responsáveis e pediu a punição do grupo.

Cerca de dois meses depois, o estudante ficou surpreso com a justificativa da universidade para arquivar o processo. Em um texto de 25 linhas, o secretário de Assuntos Estudantis, Ângelo Ronaldo Pereira da Silva, informou que a pintura, "antes de ser vandalismo, é um ato de extremo instigamento ao pensamento crítico, eivado de indagação filosófica que não desmerece o patrimônio".

Segundo Silva, a parede em que a inscrição foi feita é históricamente usada para manifestações dos alunos, como divulgação de atividades artísticas e avisos diversos, o que dispensaria a necessidade de autorização.

– Existe uma diferença grande entre grafitagem e pichação. Essa pintura, que deixou o local até em melhores condições, não é pichação – informou o secretário de Assuntos Estudantis.

Para o autor do processo, o episódio abre precedentes para que outros alunos se sintam livres para registrar suas opiniões nas paredes da UFRGS.

– Estão encobrindo um crime, que é o dano ao patrimônio. Existem outros espaços para os questionamentos dos estudantes – argumenta.

Hoje, Gonçalves deve entrar com ação no Ministério Público Federal, uma vez que a universidade arquivou o processo.

MURO BRANCO: POVO CALADO!!

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sexta-feira, 30 de maio de 2008

PARA QUE SERVE O MURALISMO?

O Coletivo de Ação e Propaganda Muralha Rubro Negra diante da polêmica referente a pintura mural realizada na Universidade Federal do Rio Grande do Sul/UFRGS, que culminou em processo de uma estudante e companheira de luta, se posiciona e reforça o uso da arte como um fator de discussão social, ou seja, trata-se de uma manifestação artística que se solidariza com as lutas populares, como a defesa da Universidade Pública e Popular. Mas, o que é que tanto incomoda nisso tudo? Será a frase “Para que(m) serve o teu conhecimento”, escrita e visível em local de grande circulação de pessoas, ou a utilização de uma estética não aceita por setores da nossa sociedade justamente porque ela tem um caráter informativo, é um elemento de formação de subjetividade, e, nesse sentido, um elemento de disputa ideológica?

Historicamente a Universidade sempre se posicionou nas disputas de saber/poder. A afirmação da “neutralidade” do conhecimento científico se caracteriza por ser um discurso que ignora o caráter social que condiciona determinadas noções de ciência e que determina as investigações científicas a serem feitas. Este discurso de “neutralidade” científica, que despolitiza o conhecimento, é uma grande “estratégia de marketing” que se propagou e que adapta o sistema educacional aos interesses bem específicos de determinada classe política e econômica.

Apesar de se dizer um espaço de produção de conhecimento na prática a Universidade se fecha à discussão, e, nesse sentido, o muro se caracteriza como a nossa imprensa, a imprensa do povo! É nesse local de livre acesso de todos que se expressa nossa estética, nossa compreensão e crítica ao atual modelo de educação sucateada já em seu nível escolar fundamental e médio que impossibilita o acesso da periferia à Universidade, nosso questionamento sobre a utilização da universidade pública, cada vez mais distante das necessidades populares e da agregação de outros tipos de saberes e experiências étnico-culturais.

Com nossa prática muralista de intenção revolucionária fica registrada a denúncia sobre o acesso, a produção e o uso do conhecimento, o comprometimento com a transformação da realidade, com a participação e com o direito a voz. Viemos romper o cerco, potencializar os conflitos, pois não fazemos apenas muralismo, e, sim, acreditamos que o muralismo serve para informar os problemas sofridos pelo nosso povo que resiste a opressão. Defendemos o saber engajado com as lutas políticas e sociais dos oprimidos a partir de uma ação artística coletiva, solidária e como um instrumento artístico emancipatório.

http://www.coletivomuralharubronegra.blogspot.com/


BAJAR ÁUDIO/BAIXAR ÁUDIO

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