Somos um grupo de jovens que não baixam a cabeça para as injustiças e desigualdades. Entendemos que só com o povo unido, metendo a mão junto, é possível construir o novo mundo com que sonhamos.
O Levante atua junto aos movimentos da Via Campesina e movimentos urbanos como o Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), com a intenção de construir a organização popular em comunidades, vilas, escolas, assentamentos e acampamentos do Rio Grande do Sul.
A POESIA QUE ALIMENTA NOSSA LUTA
Cristina Nascimento
Vivemos numa mentira contada e repassada por nós mesmos Pelos nossos pais, avós, de geração em geração, até chegar aos nossos filhos. O que seria a verdadeira história do nosso querido Brasil. Quem descobriu o Brasil? O branco, o negro ou o índio. Até quando vamos aceitar os fatos históricos que nos contam O que seria a verdade para um Brasil tão rico e tão pobre ao mesmo tempo Deixamos que eles se apropriem de nossas almas e nossa indignação Do que valeu a morte de tantos negros e índios se já não lutamos mais... Sendo assim questionaremos a história contada e iremos atrás da verdadeira Não vamos mais deixar eles se apropriarem de nossas vidas. Estudaremos! Pensaremos com calma e a nossa maior motivação será mudar este futuro Onde crianças passam fome, onde não se tem uma visão de uma vida melhor. Até quando iremos aguentar viver só para comprar comida e se acomodar desta maneira Somos nós que sofremos na pele o racismo, a exclusão, a exploração. Então a história tem que ser contada de forma correta, pois cansamos do sistema falar por nós Por que estamos lutando e o nosso povo irá se libertar.
A incorporação dos princípios neoliberais no atual governo tem sido tão intensa que a contestação das organizações populares não têm conseguido acompanhar o ritmo da efetivação dessas políticas. No dia 29 de Outubro, mais um direito histórico dos servidores públicos foi suprimido, mas esta medida teve pouca repercussão na mídia e mesmo dentro do campo político de esquerda. Desta vez a tática do governo é criar mecanismos que cerceiem o direito a greve, principalmente a dos professores que já se anuncia no horizonte.
As medidas repressivas e neoliberais, assumidas pelo Governo Yeda se configuram cada vez mais como a versão gaúcha, ou o equivalente histórico do Governo Pinochet no Chile.
Leia o que saiu na zero hora: Rosiane de Oliveira
PARA INIBIR GREVES
Um decreto da governadora Yeda Crusius publicado ontem no Diário Oficial deve inibir as greves de servidores públicos e ampliar as divergências entre os sindicalistas e o governo. O decreto estabelece o corte automático do ponto dos funcionários públicos que fizerem greve, mesmo que a paralisação seja de apenas um dia.
Se fosse apenas o desconto automático dos dias parados, o decreto já seria polêmico, mas o que está por trás da decisão do governo tem um poder ainda mais inibidor das greves no setor público: quem aderir à paralisação não terá a efetividade registrada em sua ficha funcional. Trocando em miúdos, isso significa que a falta será considerada não-justificada, interrompendo a contagem do tempo para a obtenção da licença-prêmio de três meses a que o funcionário tem direito a cada cinco anos de trabalho. A condição para a obtenção do benefício é não ter, nesse período, nenhuma falta não-justificada. Na prática, o controle da presença é frouxo na maioria dos órgãos públicos e quase ninguém deixa de ganhar licença-prêmio por faltar uma que outra vez ao trabalho.
O secretário-geral de Governo, Erik Camarano, diz que o decreto foi editado para orientar os gestores de cada secretaria e dar tratamento igualitário aos servidores de cada área. Até então, o desconto ou não dos dias parados dependia da evolução das negociações. Como a greve no setor público ainda não foi regulamentada, o governo gaúcho se baseia numa decisão do Supremo Tribunal Federal que manda aplicar aos servidores as mesmas regras válidas para os trabalhadores do setor privado.
– O desconto no salário é o ônus de quem opta pela greve – alegou Camarano.
Líder da bancada do PT, o deputado Raul Pont criticou o decreto da governadora e acusou Yeda de “intimidar o exercício do direito de greve do funcionalismo estadual”.
- ||| LEIA TUDO AQUI! ||| -
As pressões dos movimentos sociais começam a surtir efeito, ao menos no que diz respeito a um direito básico como o acesso ao Ensino Médio. Esta semana o Ministério da Educação encaminhou ao Palácio do Planalto uma proposta que torna o Ensino Médio obrigatório. Esta bandeira histórica das organizações sindicais dos professores, foi incorporada pelo Levante da Juventude, sendo tema de um abaixo-assinado que pretende materializar a pressão popular para efetivação dessa medida.
Apesar de ser uma boa notícia, ainda não há garantias de que essa demanda será aprovada pela Câmara e atendida pelos governos, para tanto é preciso manter a mobilização.
Leia notícia na íntegra:
Ministério da Educação propõe 14 anos de ensino obrigatório 31/10/2008
O ministro da Educação, Fernando Haddad, encaminhou ao Palácio do Planalto, na terça-feira 28, uma proposta de mudança no tempo mínimo de ensino obrigatório, dos atuais nove anos para 14 anos. De acordo com o documento, as crianças teriam de ser matriculadas na escola aos quatro anos de idade e permanecer até os 17, pelo menos. Esse período abrange a pré-escola (quatro e cinco anos), ensino fundamental (seis a 14) e ensino médio (15 a 17). Hoje, a obrigatoriedade é apenas para o ensino fundamental. "Estamos discutindo as regras de transição com o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) e a Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) para que isso se efetive em torno de cinco ou seis anos", afirmou Haddad. A mudança deve ser feita por proposta de emenda à Constituição, mas o projeto ainda não foi apresentado à Câmara dos Deputados ou ao Senado Federal. Haddad enviou ao Planalto apenas uma nota técnica com suas intenções. Segundo o ministro, esse movimento começou na América Latina. A intenção era que o ensino médio passasse a ser obrigatório no continente. O Brasil apresentou emenda a essa tese, afirmando que a medida seria ineficaz se não houvesse o complemento da pré-escola. Um estudo do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) comprova que uma criança com acesso à pré-escola tem 32% mais chances de concluir o ensino médio. Isso justifica, segundo Haddad, a ampliação da obrigatoriedade da matrícula entre quatro e 17 anos. "Se conseguimos, em um ano, aumentar de 67% para 70% as matrículas na educação infantil das crianças de quatro e cinco anos, com o Fundeb e o Proinfância agora é possível acelerar esse passo", diz o ministro, referindo-se à inclusão da educação infantil no repasse do fundo e ao programa de construção de creches e pré-escolas. Haddad acredita ser razoável aumentar em 5% ao ano o atendimento nessa etapa, que chegaria a 95% em cinco anos. Se a proposta for aprovada, a mudança será feita em sintonia com prefeitos e governadores. "Não adianta mudar, por lei, sem que Estados e municípios tenham a capacidade de receber essas crianças."
No mês de setembro, estudantes do Julinho abriram uma discussão ampla e reuniram-se para tomar uma posição (mesmo sendo de esclarescimento) sobre um projeto que ja fôra aprovado e estava por entrar em execução no final do mesmo mês.E este projeto vai além do Julinho, está em muitas outras escolas, principalmente, nas grandes como o Instituto de Educação. Este é o manifesto que os estudantes do Julinho circularam dentro do colégio:
"ALUGA-SE!" Projeto Unibanco: O inicio de uma privatização Educação não é Mercadoria! Vamos nos movimentar e não deixar que o Julinho seja "alugado"
Neste sábado (27/9/2008) haverá aqui na escola o lançamento do projeto Unibanco, e a direção esta convidando toda comunidade escolar para participar. Mas você sabe que projeto é esse???? Com certeza não, porque a comunidade Juliana não foi questionada sobre o projeto e nem ao menos este projeto foi apresentado, quem dirá discutido entre a comunidade escolar desta centenária escola, que sempre teve a democracia encravada em seu DNA.
O Conselho Escolar do Julinho aprovou esse projeto?Você conhece alguém do Conselho Escolar?
No ano passado 25 escolas distribuídas em Porto Alegre e grande Porto Alegre (destas 11 só em Porto Alegre) foram selecionadas para participar de um projeto da secretaria de educação do Rio Grande do Sul em conjunto com o instituto Unibanco. O projeto chama-se Jovem de futuro, projeto este que oferece para cada escola selecionada o valor de R$100 por estudante regularmente matriculado, anualmente.E, além disso nós ja pagamos imposto pra termos uma educação, sendo que a secretaria de educação do estado tem esse compromisso.E o Unibanco recebe financiamento público para tal projeto.
Mas infelizmente o preço que pagaremos por este projeto do instituto Unibanco pode ser caro de mais para a educação pública...
Acções do Projeto
Resultados
Controlar a evasão
Busca desenfreada pela assiduidade dos alunos sem pensar na estrutura pedagógica e econômica
Promover a participação professores e alunos - premiando-os em concursos, por assiduidade, ...
Cria no ambiente escolar o clima de competição e distinção entre as pessoas na comunidade escolar.
Oferecer custeio de projetos dos Grêmios estudantis
Movimento Estudantil engessado, pois torna a organização estudantil refém do dinheiro do banco
Somente 25 escolas receberão o projeto
Aumento da desigualdade entre as escolas públicas.
Melhorar o desempenho
Interferência no Calendário Letivo, com planos de metas que vão desmobilizar as lutas, e assim retirar a pressão que o Julinho sempre fez ao estado, e o estado assim retirar-se de sua obrigação Constitucional.Abrindo realmente o nosso Julinho a gestão de empreendedorismo assistencialista-neo-liberal.
Movimento Contra a Privatização do Julinho
As direções das escolas que se inscreveram neste projeto, o viram como uma salvação.O Julinho foi sorteado entre outras escolas, e foi aprovado este projeto de forma antidemocrática, sem passar pelo Conselho Escolar.
O Movimento Contra a Privatização do Julinho se reunirá em breve, e está aberto ao diálogo com outras escolas de uma forma democrática - o que não aconteceu quando o projeto foi aprovado no ano passado - levando este assunto à Comunidade Escolar e à população.
Além do fato de o Unibanco ser um banco!Um banco multinacional que explora seus bancários, e que esses trabalhadores bancários estão em greve... é só ir na agência do centro do Unibanco e ver o quanto o Unibanco preocupa-se com a questão social: "Estamos em Greve".
Leandro da Silva - Resistência Popuplar
Acréscimo de uma militante sindical da Resistência Popular Sobre o projeto UNIBANCO:
Para quem não sabe, este projeto do UNIBANCO está atuando em 25 escolas. Consiste em oferecer oficinas profissionalizantes no turno inverso de estudo para alguns alunos selecionados. Esses alunos ganham 100 reais por mês além do curso. O projeto também determina metas para a escola onde está atuando, em termos de aprovação e outras. Este projeto é uma PPP.
No início de 2008, o projeto foi apresentado às escolas de ensino médio e 50 delas se candidataram a participar, mas haveria um sorteio e apeas 25 seriam "contempladas". O CPERS-Sindicato chamou reunião com diretores de escola para discutir sobre o assunto. Porém, a reunião foi esvaziada. Corria em paralelo às (poucas) ações do sindicato um movimento, articulado por alguns diretores de escolas grandes e influentes (Instituto da Educação, Julinho, etc), que estava tentando tirar Mariza Abreu e fazer Fortunatti retornar ao cargo, e este movimento chegou a reagir fortemente contra as enturmações e fechamentos de bibliotecas, mas foi a favor do Projeto Unibanco.
Essa grana que o Instituto UNIBANCO está prometendo injetar nas escolas é pública, e foi liberada para o banco já no início de 2008. Pergunta: por que o UNIBANCO só liberou essa grana agora, quase no fim do ano? Acho que não precisa responder, né...essa grana rendeu muito de março pra cá, e quem vai ficar com os rendimentos? As escolas é que não são...
Das escolas que participaram do sorteio, 25 foram selecionadas. E o que o Leandro colocou é real: a equipe do UNIBANCO que coordena o projeto interfere em tudo na escola; participa de todas as reuniões pedagógicas, das reuniões do Conselho escolar, dá palpite no calendário, nos projetos dos professores, em tudo. Inclusive, constrange colegas que querem paralisar e/ou fazer projetos mais politizados com os alunos.
As escolas tinham a opção de aderir ou não ao projeto. Pela nossa legislação, o Conselho Escolar é quem deveria decidir isso (é composto por pais, alunos, professores e funcionários). Porém, a SEC e o UNIBANCO centralizaram tudo na pessoa dos diretores/as, e a opção de assinar o termo de adesão ficou na mão dos direitores/as, passando por cima do papel dos Conselhos Escolares. Como na maioria das escolas os Conselhos Escolares são esvaziados e/ou da panelinha dos diretores, ninguém chiou.
O PROJETO UNIBANCO não é a única PPP a entrar para as escolas no governo Yeda. Há também o "Projeto de alfabetização de crianças de 6 anos", gerenciado pelo Instituto Ayrton Senna, GEEMPA e Instituto Alfa e Beto , e ainda o "Projeto Acelera", gerenciado pelo Instituto Ayrton Senna. Eles captam grana pública com projetinhos, concorrem em licitações e administram projetos pedagógicos nas escolas. Com a grana, capacitam professores com suas teorias de qualidade total e aceleração, produzem material pedagógico, controlam as metas e objetivos, controlam a atuação dos professores, fazem lavagem cerebral nos mesmos, que ficam muito felizes por finalmente estarem ganhando alguma formação e algum material. São as OSCIPS em ação.
O PROJETO UNIBANCO por enquanto é o mais agressivo, porque realmente entrou nas escolas com tudo: com equipe onipresente e com simbologia pesada: tratam de espalhar faixas e símbolos do banco pela escola inteira. E ai do professor ou aluno participante das oficinas resolverem paralisar...
O sindicato está realmente calado e não conseguiu provocar a discussão em relação a esses projetos. Resta às escolas isoladamente tentarem resistir. Aí está a lista das escolas participantes: Escolas que receberão apoio técnico e financeiro e as que serão apenas monitoradas pelo projeto:
Grupo de Tratamento (que receberam a grana e as oficinas):
CE. Julio de Castilhos (Porto Alegre)
CE. Formação de Prof. General Flores da Cunha (Porto Alegre)
IE Dom Diogo de Souza (Porto Alegre)
IEE Paulo da Gama (Porto Alegre)
CE. Dom João Becker (Porto Alegre)
CE. Florinda Tubino Sampaio (Porto Alegre)
EEEM Santos Dumont (Porto Alegre)
EEEM Santa Rosa (Porto Alegre)
IE Professora Gema Angelina Belia (Porto Alegre)
CE. Ruben Berta (Porto Alegre)
CE. Prof. Elmano Lauffer Leal (Porto Alegre)
CE. Marechal Rondon (Canoas)
EEEM Guarani (Canoas)
EEEB Prof. Gentil Viegas Cardoso (Alvorada)
CE. Antonio de Castro Alves (Alvorada)
EEEB Julio Cesar Ribeiro de Souza (Alvorada)
EEEM Sen Salgado Filho (Alvorada)
CE. Barbosa Rodrigues (Gravataí)
EEEM. Carlos Bina (Gravataí)
EEEM Tuiti (Gravataí)
CE. Antonio Gomes Correa (Gravataí)
EEEM Açorianos (Viamão)
CE. Alcebiades Azeredo dos Santos (Viamão)
EEEM Ayrton Senna da Silva (Viamão)
EEEM Vale Verde (Alvorada)
Grupo de Controle (que o Projeto UNIBANCO está acompanhando, mas sem oficinas e grana ainda, pq não foram sorteadas):
CE. Inácio Montanha (Porto Alegre)
EEEB Almirante Bacelar (Porto Alegre)
Instituto Est. Rio Branco (Porto Alegre)
EEEM José do Patrocínio (Porto Alegre)
CE. Candido José de Godoi (Porto Alegre)
ETE Irmão Pedro (Porto Alegre)
CE. Piratini (Porto Alegre)
CE. Elpídio Ferreira Paes (Porto Alegre)
CE. Presidente Arthur da Costa e Silva (Porto Alegre)
CE. Coronel Afonso Emílio Massot (Porto Alegre)
EEEM Infante Dom Henrique (Porto Alegre)
EEEM Affonso Chalier (Canoas)
EEEM São Francisco de Assis (Canoas)
EEEM Nossa Senhora Aparecida (Alvorada)
CE. Érico Veríssimo (Alvorada)
EEEM Campos Verdes (Alvorada)
IE Nossa Senhora do Carmo (Alvorada)
EEEM Morada do Vale I (Gravataí)
EEEM Dr. Luiz Bastos do Prado (Gravataí)
EEEM Adelaide Pinto de Lima Linck (Gravataí)
EEEM José Mauricio (Gravataí)
IEE Isabel de Espanha (Viamão)
EEEM Governador Walter Jobim (Viamão)
EEEM Orieta (Viamão)
EEEM Érico Veríssimo (Canoas)
- ||| LEIA TUDO AQUI! ||| -
Dez manifestantes e dois policiais ficaram feridos durante o encerramento da 13ª Marcha dos Sem, em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre (RS). A atividade, realizada anualmente por sindicatos e movimentos sociais, iniciou às 14h desta quinta-feira (16), no Parque da Redenção. De lá, os manifestantes seguiram em caminhada para o Centro Administrativo, onde servidores públicos e professores protestavam pelo piso salarial nacional para o magistério, e depois encerrariam o protesto em frente ao Palácio Piratini.
A marcha seguiu tranqüila até chegar na sede do governo gaúcho. Quando os manifestantes estavam se organizando em frente ao Palácio, a tropa de choque da Brigada Militar impediu, sem qualquer motivo, a passagem do carro de som. Lideranças sindicais tentaram negociar com o comando policial, que se mostrou irredutível. Em meio a uma discussão geral, a tropa de choque atirou com balas de borracha e lançou bombas de gás sobre os manifestantes.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) , Celso Woyciechowski, condena a ação truculenta da Brigada Militar. Ele diz que não havia motivo para a repressão pois a marcha seguia tranqüila.
"Nós atingimos o nosso objetivo de protestar. Lamentavelmente, nosso objetivo teria sido alcançado com maior êxito se não fosse a truculência da governadora e da Brigada Militar", afirma.
Deputados estaduais foram para a frente do Palácio a fim de acalmar os ânimos e negociar a liberação do carro de som. Os parlamentares abordaram o comandante-geral da Brigada Militar, Paulo Mendes, que foi vaiado por pessoas que estavam no local e foi chamado de "fascista" por manifestantes. Depois de muito diálogo, o comandante permitiu a passagem do veículo para frente do palácio.
O deputado estadual Dionilso Marcon (PT) participou da negociação e comparou a postura da polícia e do governo com períodos de repressão, como o da Ditadura Militar.
"Por costume, sempre teve manifestações em frente ao Palácio Piratini. Inclusive no tempo da Ditadura Militar, com o carro de som parando aqui. Isso mostra que ela [governadora] não quer enxergar os pobres do RS", afirmou.
Com a passagem do carro de som, os manifestantes encerraram a 13ª Marcha dos Sem cantando o hino do Rio Grande do Sul. Apesar da repressão, as organizações afirmam que não irão parar com os protestos. A presidente do Cpers Sindicato, Rejane de Oliveira, conta que os professores estudam a possibilidade de entrar em greve no próximo ano.
"Nós não vamos calar nossa boca. Os trabalhadores em educação têm uma campanha salarial pela frente. Nós estamos lutando pela manutenção do nosso plano de carreira, pela implementação do piso nacional como básico. Nós entendemos que o coronel Mendes não tem mais condições psicológicas para garantir a segurança do povo gaúcho. Nós queremos a demissão desse coronel porque ele representa um perigo para a população, reclama.
No início da noite, o comandante-geral Paulo Mendes concedeu entrevista coletiva à imprensa em que afirmou que a Brigada Militar teve que intervir para manter a ordem em frente ao Palácio Piratini. Como nas outras vezes, a governadora Yeda Crusius não se pronunciou sobre o acontecimento.