terça-feira, 4 de setembro de 2012
LEVANTE PELA JUSTIÇA EM TRÊS PASSOS
Simultaneamente ao ato realizado em Porto Alegre no dia 28/08 o Comitê Popular Memória, Verdade, e Justiça, promoveu uma manifestação na cidade de Três Passos.
Representado por Calino Pacheco, Romario Rosseto e Anderson Barreto, o Comitê realizou duas manifestações em Três Passos, com a participação de ex-presos políticos e familiares, moradores da região e dezenas de militantes do Levante Popular da Juventude, MPA/Via Campesina, MST, Sindicato dos Metalúrgicos de Horizontina e Sindicato dos Comerciários.
Liderados por Anderson Barreto, também do Levante Popular da Juventude, militantes do movimento realizaram um escracho silencioso em frente ao Hospital de Caridade para denunciar que em maio de 1970 centenas de pessoas foram presas e torturadas no local. Anderson ressaltou que a manifestação pacifica que estava ocorrendo tinha o objetivo de inserir na história da ditadura do Brasil os tristes acontecimentos que ocorreram na cidade, e que envolveram, ainda, moradores de outros municípios.
A manifestação foi seguida de uma passeata até a Praça Reneu Geraldino Mertz, vereador da oposição e preso político e posteriormente prefeito da Cidade. Na abertura foi lido o Manifesto de Três Passos que propõe, entre outros compromissos, o empenho pela reinterpretação da Lei da Anistia e a punição dos torturadores que cometerem crimes de lesa-humanidade, como o tenente –coronel Paulo Malhães, do DOI – CODI, do Rio de Janeiro, que junto com o DOPS gaúcho comandou as perseguições, prisões e torturas de moradores da região.
O italiano Roberto de Fortini, comandante local do Var – Palmares, veio da Argentina especialmente para o ato, e destacou que Três Passos é uma terra de progresso, uma terra de sangue revolucionário, lembrando que perto dali também passou a Coluna Prestes, “a coluna que mais caminhou e marchou na história da humanidade”.
Com a descoberta do grupo, moradores não só de Três Passos, mas de toda a Região, foram presos e torturados selvagemente. Muitos apenas por serem amigos ou por cumprimentarem os revolucionários. Roberto de Fortini lamentou que ao contrário de outros países como Argentina e Uruguai, no Brasil os torturadores ainda estão soltos e impunes.
Ao encerrar as atividades Anderson Barreto enfatizou que o pedido de punição aos agentes da ditadura não visa o revanche, pois não há intenção de matar, torturar e retirar os direitos civis, a exemplo do que fizeram. ”O que queremos é a justiça para que os crimes de lesa-humanidade não fiquem impunes e para que os brasileiros reconheçam os seus heróis”.
Adaptado Carta Maior
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
A TORTURA MORA AO LADO
Ato denuncia a existência de tortura em Quartel do Exército que localizava-se no centro de Porto Alegre
Organizado pelo Comitê Popular Memória, Verdade e Justiça, em conjunto com o Levante Popular da Juventude, a manifestação ocorreu ontem na Praça Raul Pilla (próxima ao viaduto da Santa Casa). Neste local havia uma unidade do Exército Brasileiro, que se transformou em um centro de tortura durante os anos de repressão. Dezenas de pessoas seguravam cartazes com a foto de Lamarca, dissidente do Exército, que serviu à PE neste Quartel, e facilitou a fuga de presos políticos. O ato contou com a presença de deputados estaduais, do ex-governador Olívio Dutra, além de militantes que foram perseguidos e torturados neste período, e que deram depoimentos a partir da vivência dos anos de chumbo.
Esta ação fez parte de um conjunto de mobilizações ocorridas no dia de ontem em várias cidades do Rio Grande do Sul em virtude do aniversário da Lei da Anista, que até hoje impede a punição aos torturadores e aos responsáveis pelo Golpe de 64.
LEVANTE PELA JUSTIÇA!
terça-feira, 28 de agosto de 2012
LEVANTE PELA VERDADE: CAXIAS DO SUL
Como forma de protesto o Levante Popular da Juventude de Caxias do Sul fez essa ação/escracho em parceria com ManifestaSol integrando as atividades do dia 28 de agosto quando, em 1979, foi aprovada a LEI nº 6.683, que anistiou:
“a todos quantos, no período compreendido entre 02 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, que cometeram crimes políticos ou conexo com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da Administração Direta e Indireta, de fundações vinculadas ao poder público, aos Servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, aos Militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em Atos Institucionais e Complementares.”
Um grupo de pessoas, vestidas com diferentes partes de um fardamento militar e com máscaras, andou entre as pessoas que estavam na parada do ônibus em frente a Praça da Bandeira. Representamos a ausência de identidade e o silêncio da Anistia Política. Como pode ser visto no vídeo, questionamos algumas pessoas sobre o tema, e o que percebemos foi a falta de conhecimento sobre o assunto e a dificuldade das pessoas em definir o que foi a Anistia Política e o próprio Golpe de 64.
Essa “anistia: ampla, geral e irrestrita” acabou por cumprir seu objetivo, já que a palavra do grego amnestía significa "esquecimento". Dessa forma, esquecemos também quem foram os culpados, os torturadores, os assassinos.
Assista ao vídeo da intervenção.
“Sou de um tempo bem longe, que eu não vivi, mas que insiste em viver ardendo dentro de mim”.Queremos LEMBRAR.
Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça.
O Levante Popular da Juventude de Caxias do sul apoia a Comissão da Verdade e o Comitê Estadual Pela Memória Verdade e Justiça.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012
COMITÊ POPULAR ORGANIZA ATO PELA MEMÓRIA EM PORTO ALEGRE
No próximo dia 28 de agosto (terça-feira), às 17h, o Comitê Popular Memória, Verdade e Justiça do RS realiza um ato na Praça Raul Pilla, onde funcionou o antigo Quartel da 6ª Companhia de Polícia do Exército utilizado como centro de prisão e tortura durante a ditadura.
A Praça Raul Pilla se localiza na esquina da Rua Desembargador André da Rocha com a Av. João Pessoa, no centro de Porto Alegre. No quartel da PE passaram, entre outras, figuras históricas como o Capitão Carlos Lamarca, o Sargento Manoel Raimundo Soares e o Coronel da Força Aérea Brasileira, Alfredo Ribeiro Daudt, avô do atual ministro do Trabalho, Brizola Neto.Na ocasião do golpe de março de 1964, Carlos Lamarca esteve efetivo na PE, e posteriormente tornou-se dirigente da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), da Vanguarda Armada Revolucionária – Palmares (VAR-P) e militante do Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8), grupos que atuaram na resistência contra a ditadura no Brasil.
No quartel também foi prisioneiro e torturado o Sargento Manoel Raimundo Soares, que há 46 anos, no dia 24 de agosto, foi encontrado morto com as mãos e os pés amarrados, perto da Ilha das Flores, no rio Jacuí. Raimundo tinha fortes sinais das sevícias, sofridas durante o período em que também esteve detido no DOPS e na Ilha do Presídio. O caso das “Mãos Amarradas” – como ficou conhecido – até hoje suscita debates, publicações e denúncias, bem como motivou a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia/RS, em agosto de 1966, para averiguar as circunstâncias da morte de Soares e o tratamento dispensado aos demais presos políticos.
Outro preso político na PE foi o Coronel da Força Aérea Brasileira, Alfredo Ribeiro Daudt, que na Campanha da Legalidade, em 1961, iniciou uma trajetória que lhe renderia anos depois a prisão, torturas e um longo exílio no Uruguai. Para evitar o bombardeio do Palácio Piratini, onde se encontrava o então governador Leonel Brizola, Daudt liderou, entre outros, um grupo de oficiais para esvaziar os pneus das aeronaves que estavam prontas para decolar da Base Aérea de Canoas. No mês de dezembro de 1964, o Coronel Daudt teve a fuga deliberadamente facilitada pelo Capitão Lamarca que cumpria serviço escalado como oficial-de-dia na PE. As desconfianças e investigações sobre a “estranha fuga” levaram o Capitão a solicitar transferência para o quartel do 4º Regimento de Infantaria (4ºRI), em Quitaúna/SP. Em 1969, após desertar do Exército e ingressar na clandestinidade, Carlos Lamarca passou a ser perseguido pelos agentes da ditadura, até o seu assassinato, no dia 19 de setembro de 1971, no sertão da Bahia.
O ato no dia 28 de agosto deverá lembrar que há 33 anos João Batista Figueiredo sancionou a Lei da Anistia, ato inserido no processo de abertura política “lenta, gradual e segura”, iniciada no governo do general Ernesto Geisel. Em um novo manifesto, o Comitê ressalta que a luta da esquerda foi pela anistia “ampla, geral e irrestrita”, e que a Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979, atendeu uma pequena parte do apelo nacional, pois se apresenta como uma proposta de reconciliação e esquecimento das violações cometidas pelos agentes policiais e militares durante os 21 anos de ditadura no Brasil. O Comitê Popular destaca que em 2008 o Judiciário brasileiro reafirmou a validade da Lei da Anistia, ato considerado pelos seus membros como um reforço à impunidade dos agentes da ditadura e que mascara a verdade ao igualar torturados e torturadores. Neste sentido o Comitê Popular defende a necessidade da organização e pressão da sociedade para que a Lei da Anistia seja revista ou revogada.
Informação enviada pela jornalista Vânia Barbosa, do Comitê Popular Memória, Verdade e Justiça/RS.
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quinta-feira, 21 de junho de 2012
SE NÃO HÁ JUSTIÇA, HÁ ESCRACHO
Durante a Cúpula dos Povos, evento paralelo ao teatro burguês chamado Rio+20, a Articulação Nacional pela Memória, Verdade e Justiça, da qual o Levante faz parte, realizou mais um escracho a um torturador da ditadura civil-militar. Confira os vídeos.
Preparação e marcha do escracho
Cerca de 2 mil pessoas participaram do escracho a Dulene Aleixo Garcez dos Reis.
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terça-feira, 19 de junho de 2012
ESCRACHO NO RIO DE JANEIRO
Hoje pela manhã o Levante Popular da Juventude, em articulação com movimentos sociais da Via Campesina e outras entidades civis, mobilizaram cerca de 2000 pessoas para escrachar mais um torturador da ditadura civil militar: Dulene Aleixo Garcez dos Reis, na Rua Lauro Miller, 96 - Bairro do Botafogo no Rio de Janeiro.
Dulene serviu no Batalhão de Infantaria Blindada de Barra Mansa e participou da tortura de Mário Alves, secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário.
Leia a nota do escracho no sítio do Levante.
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terça-feira, 22 de maio de 2012
LEVANTE NA CARTA CAPITAL E NA DIPLO
A edição desta semana da revista Carta Capital traz uma matéria de 4 páginas sobre o Levante. A edição brasileira da Le Monde Diplomatique também faz referência aos escrachos do Levante.
Clique aqui e leia a reportagem da Carta Capital.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
COMISSÃO DA VERDADE: UMA CONQUISTA DA LUTA POPULAR
Nesta, quarta-feira, dia 16 de maio, a Presidenta Dilma empossou a Comissão Nacional da Verdade
Após posse da Comissão Nacional da Verdade, realizada pela Presidenta Dilma hoje, dia 16 de maio de 2012, o Levante Popular da Juventude vem a público manifestar seu reconhecimento a este ato. Entendemos que esta é uma medida fundamental para que o país comece a entender um período que foi ocultado de sua história.
Compreendemos também que a instalação desta Comissão é uma conquista da sociedade brasileira. O atraso do Brasil em relação aos demais países da América Latina no que tange a esta matéria é uma evidência de que a atuação das forças conservadores neste país foi extremamente eficaz.
Recentemente a manifestação de setores militares se opondo à Comissão, e desautorizando o governo, demonstrou que a mentalidade autoritária e fascista ainda persiste em determinados segmentos da nossa sociedade.
Contudo, desta vez o silêncio foi rompido. O Levante Popular da Juventude, juntamente com um conjunto de organizações do campo popular se insurgiram em defesa da verdade. Os torturadores já não puderam mais se esconder no anonimato. As ruas e avenidas deixaram de homenagear criminosos. As comemorações ao golpe, que até então contavam com a anuência da mídia, finalmente foram constrangidas.
Sabemos que esta conquista não se deve a uma organização, nem a um governo, mas a luta do povo brasileiro. Cabe agora seguir adiante. Ao mesmo tempo em que zelaremos para que o trabalho da Comissão não seja obstruído, seguiremos trazendo a público, da nossa maneira, com a irreverência e a força da juventude, os torturadores da ditadura militar. Acreditando que, com a emergência da Verdade, avançaremos para a Justiça.
Por Memória, Verdade e Justiça!
Pátria Livre, Venceremos!
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terça-feira, 15 de maio de 2012
SE NÃO HÁ JUSTIÇA, HÁ ESCRACHO!
Novo vídeo sobre os escrachos realizados ontem pelo Levante Popular da Juventude.
LEVANTE CONTRA A TORTURA!
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LEVANTE MOBILIZA 11 ESTADOS CONTRA TORTURADORES
Nesta segunda-feira (14), o Levante Popular da Juventude promoveu mais uma série de esculachos contra torturadores e agentes da repressão da ditadura militar por diversos estados do Brasil.
Os atos se basearam na denuncia de ex-agentes que participaram direta ou indiretamente de ações de tortura na época e em frente a prédios que serviam para tais fins, como o Departamento de Ordem Política e Social (Dops) e o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (Doi/Codi). Foram realizadas 12 mobilizações organizadas nacionalmente em 11 estados: PE, PA, BA, CE, SE, PB, RN, SP, MG, RJ, RS. Oito agentes foram denunciados publicamente por meio dos esculachos, ao apontarem suas participações nos processos de tortura durante a ditadura.
Os atos se basearam na denuncia de ex-agentes que participaram direta ou indiretamente de ações de tortura na época e em frente a prédios que serviam para tais fins, como o Departamento de Ordem Política e Social (Dops) e o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (Doi/Codi). Foram realizadas 12 mobilizações organizadas nacionalmente em 11 estados: PE, PA, BA, CE, SE, PB, RN, SP, MG, RJ, RS. Oito agentes foram denunciados publicamente por meio dos esculachos, ao apontarem suas participações nos processos de tortura durante a ditadura.
Confira a reportagem feita pela TV Record sobre os escrachos de ontem
Os manifestantes apoiam a instalação da Comissão da Verdade, cobram a localização e identificação dos restos mortais de desaparecidos políticos e exigem que os torturadores sejam julgados e punidos.
Além disso, os jovens condenam a movimentação dos setores conservadores dentro e fora das Forças Armadas, que não aceitam a democracia e não admitem a memória, a verdade e a justiça, desrespeitando a autoridade da presidenta Dilma Rousseff e ministros de Estado, como no manifesto “Alerta à nação”.
Desta forma, a juventude organizada pelo Levante sai às ruas para denunciar a impunidade de torturadores e criminosos da ditadura com o objetivo de sensibilizar a sociedade e garantir que a Comissão tenha liberdade para fazer o seu trabalho e alcance seus objetivos.
Leia como foram as ações em todo o Brasil no sítio do Levante
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segunda-feira, 14 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA
O Comitê Memória, Verdade e Justiça de Porto Alegre convoca ato público nesta quinta às 17h
Clique na imagem para ampliar
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quarta-feira, 11 de abril de 2012
ESCULACHOS, O PRIMEIRO ATO DO LEVANTE DA JUVENTUDE
Leia texto publicado no sitio Conversa Afiada do jornalista Paulo Henrique Amorim
de Carla Bueno e Edison Junior Rocha, militantes do Levante
Os esculachos que organizamos e têm se repetido por jovens de todo o Brasil nasceram, em condições diferentes, na Argentina. Lá a sociedade impôs a punição de torturadores, assassinos, estupradores e seqüestradores que participaram da repressão da ditadura.
Mas os povos podem aprender das experiências uns dos outros! Na Argentina e do Chile, o método do escrache ou funa expõe aos olhos do mundo a necessidade da construção da Memória, Verdade e Justiça.
Nos últimos quinze dias, as nossas ações ajudaram a pautar no Brasil a luta pela punição dos torturadores. Um novo ator e um novo instrumento de luta entraram em cena: nós, jovens, com os esculachos de responsáveis pelo assassinato, desaparecimento e torturas de milhares de brasileiros.
O nosso método é simples: denunciar à sociedade que entre nós, na sociedade, ainda circulam criminosos impunes, apresentar à sociedade um violador ou uma violação de Direitos Humanos.
Na realização dos escrachos, não queremos estabelecer uma relação com os torturadores, mas com a sociedade e com o Estado, para denunciar as violações de direitos humanos.
O escracho não é uma sanção ou um castigo. Não queremos nos antecipar a uma punição para esses criminosos. Não queremos substituir as autoridades policiais e do Ministério Público ou o Poder Judiciário.
Queremos ultrapassar as paredes dos gabinetes e, às vistas de todo o povo, não apenas exigir o cumprimento da lei, mas demonstrar onde está aquele que a lei diz que deve ser processado e punido.
Nós, jovens, que nascemos nas décadas de 80 e 90, não admitimos que as feridas da ditadura continuem abertas e que o nosso futuro seja comprometido por essa âncora pesada e manchada do sangue dos lutadores pela liberdade, que marca o nosso presente.
O Levante Popular da Juventude é um movimento novo. Nasceu em 2006, no Rio Grande do Sul, mas a partir deste ano passou a se organizar em 17 estados.
Temos como exemplo o companheiro Carlos Marighella, com seu exemplo de convicção ideológica, persistência na luta e coragem para agir.
Marighella acreditava que uma organização se constitui na ação. Por isso, nosso movimento se lançou à sociedade na luta e nas ruas, no enfrentamento com os inimigos.
Sim, a nossa referência de luta e organização é o MST. Por isso, nosso método do esculacho tem parentesco com as ocupações de terras, que exigem o cumprimento do dever legal de fazer a reforma agrária, a demonstração da existência das áreas que não cumprem sua função social e, por isso, podem ser desapropriados.
O Levante organiza jovens para lutar pelos direitos da juventude e por transformações sociais no nosso país. Somos jovens das periferias e morros, das escolas e universidades, dos sindicatos, das fábricas e do comércio, dos assentamentos e acampamentos.
Temos a tarefa de fazer um acerto de contas com o nosso passado, mas queremos fechar também as feridas aberta pelos privatas do neoliberalismo de FHC.
Temos a convicção de que, aqui no Brasil, seremos capazes de fazer triunfar a força dos justos que os nossos gritos as ruas anunciam.
Um esculacho é sempre o anúncio de outro. Porque, se o escrachado de hoje pode ser o torturador de ontem, o escrachado de amanhã – já se anuncia – poderá ser o policial, o promotor ou o juiz que hoje prevaricar e proteger os criminosos.
A polícia que reprimiu, torturou e matou aqueles que lutavam pela liberdade durante a ditadura é a mesma que persegue, humilha, agride e assassina juventude pobre negra das periferias das grandes cidades. É a mesma que despeja violentamente as famílias do Pinheirinho e os estudantes que fazem ocupações legítimas nas universidades.
A ferida está aberta e, só com a verdade, memória e justiça, será construído os trilhos de um país que, de fato, possa levar a cabo o período de sombras e deixar refletir a luz que iluminará o caminho da consolidação de um projeto democrático e popular para o Brasil.
Nossas lutas vão continuar. Mais esculachos virão. Mais lutas serão travadas em defesa de justiça, de direitos e de transformações estruturais. Esperamos que mais jovens se somem ao nosso movimento. Só com organização e luta serão realizadas as mudanças necessárias para o Brasil.
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Nos últimos quinze dias, as nossas ações ajudaram a pautar no Brasil a luta pela punição dos torturadores. Um novo ator e um novo instrumento de luta entraram em cena: nós, jovens, com os esculachos de responsáveis pelo assassinato, desaparecimento e torturas de milhares de brasileiros.
O nosso método é simples: denunciar à sociedade que entre nós, na sociedade, ainda circulam criminosos impunes, apresentar à sociedade um violador ou uma violação de Direitos Humanos.
Na realização dos escrachos, não queremos estabelecer uma relação com os torturadores, mas com a sociedade e com o Estado, para denunciar as violações de direitos humanos.
O escracho não é uma sanção ou um castigo. Não queremos nos antecipar a uma punição para esses criminosos. Não queremos substituir as autoridades policiais e do Ministério Público ou o Poder Judiciário.
Queremos ultrapassar as paredes dos gabinetes e, às vistas de todo o povo, não apenas exigir o cumprimento da lei, mas demonstrar onde está aquele que a lei diz que deve ser processado e punido.
Nós, jovens, que nascemos nas décadas de 80 e 90, não admitimos que as feridas da ditadura continuem abertas e que o nosso futuro seja comprometido por essa âncora pesada e manchada do sangue dos lutadores pela liberdade, que marca o nosso presente.
O Levante Popular da Juventude é um movimento novo. Nasceu em 2006, no Rio Grande do Sul, mas a partir deste ano passou a se organizar em 17 estados.
Temos como exemplo o companheiro Carlos Marighella, com seu exemplo de convicção ideológica, persistência na luta e coragem para agir.
Marighella acreditava que uma organização se constitui na ação. Por isso, nosso movimento se lançou à sociedade na luta e nas ruas, no enfrentamento com os inimigos.
Sim, a nossa referência de luta e organização é o MST. Por isso, nosso método do esculacho tem parentesco com as ocupações de terras, que exigem o cumprimento do dever legal de fazer a reforma agrária, a demonstração da existência das áreas que não cumprem sua função social e, por isso, podem ser desapropriados.
O Levante organiza jovens para lutar pelos direitos da juventude e por transformações sociais no nosso país. Somos jovens das periferias e morros, das escolas e universidades, dos sindicatos, das fábricas e do comércio, dos assentamentos e acampamentos.
Temos a tarefa de fazer um acerto de contas com o nosso passado, mas queremos fechar também as feridas aberta pelos privatas do neoliberalismo de FHC.
Temos a convicção de que, aqui no Brasil, seremos capazes de fazer triunfar a força dos justos que os nossos gritos as ruas anunciam.
Um esculacho é sempre o anúncio de outro. Porque, se o escrachado de hoje pode ser o torturador de ontem, o escrachado de amanhã – já se anuncia – poderá ser o policial, o promotor ou o juiz que hoje prevaricar e proteger os criminosos.
A polícia que reprimiu, torturou e matou aqueles que lutavam pela liberdade durante a ditadura é a mesma que persegue, humilha, agride e assassina juventude pobre negra das periferias das grandes cidades. É a mesma que despeja violentamente as famílias do Pinheirinho e os estudantes que fazem ocupações legítimas nas universidades.
A ferida está aberta e, só com a verdade, memória e justiça, será construído os trilhos de um país que, de fato, possa levar a cabo o período de sombras e deixar refletir a luz que iluminará o caminho da consolidação de um projeto democrático e popular para o Brasil.
Nossas lutas vão continuar. Mais esculachos virão. Mais lutas serão travadas em defesa de justiça, de direitos e de transformações estruturais. Esperamos que mais jovens se somem ao nosso movimento. Só com organização e luta serão realizadas as mudanças necessárias para o Brasil.
terça-feira, 10 de abril de 2012
NA FESTA DO GOLPE
Assista reportagem do CQC sobre a comemoração do aniversário do Golpe de 64, realizada no Rio de Janeiro.
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NOSSA LUTA É INTERNACIONALISTA! #LEVANTEPELAVERDADE
Abaixo, a mensagem recebida dos companheiros da Frente Popular Darío Santillan - Regional Oeste La Matanza.
No negociamos, No perdonamos, No nos rendimos...
No negociamos, No perdonamos, No nos rendimos...
NO OLVIDAMOS
Y mañana seguirán con fuego en los pies quemando olvido, silencio y perdón, van saltando todos los charcos del dolor que sangró, desparramando fe, las madres del amor.
.." Vamos dando batalla, donde sea en cualquier continente"...
Están en algún sitio / concertados
desconcertados / sordos
buscándose / buscándonos
bloqueados por los signos y las dudas
contemplando las verjas de las plazas
los timbres de las puertas / las viejas azoteas
ordenando sus sueños sus olvidos
quizá convalecientes de su muerte privada
nadie les ha explicado con certeza
si ya se fueron o si no
si son pancartas o temblores
sobrevivientes o responsos
ven pasar árboles y pájaros
e ignoran a qué sombra pertenecen
cuando empezaron a desaparecer
hace tres cinco siete ceremonias
a desaparecer como sin sangre
como sin rostro y sin motivo
vieron por la ventana de su ausencia
lo que quedaba atrás / ese andamiaje
de abrazos cielo y humo
cuando empezaron a desaparecer
como el oasis en los espejismos
a desaparecer sin últimas palabras
tenían en sus manos los trocitos
de cosas que querían
están en algún sitio / nube o tumba
están en algún sitio / estoy seguro
allá en el sur del alma
es posible que hayan extraviado la brújula
y hoy vaguen preguntando preguntando
dónde carajo queda el buen amor
porque vienen del odio.
Mario Benedetti
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terça-feira, 3 de abril de 2012
CONTRA A REAÇÃO
Abaixo-assinado em Solidariedade à ação do Levante Popular da Juventude já tem quase 1500 assinaturas
Movimentos Sociais, intelectuais e políticos de diversas áreas assinaram o abaixo assinado “Pela Garantia da Liberdade de Manifestação de nossa Juventude”. Veja um trecho do cabeçalho do abaixo-assinado:
"Assim, os abaixo-assinados expressam apoio à liberdade de manifestação pacífica do "Levante Popular da Juventude" e de outros movimentos sociais, bem como repudiam todas as formas de ameaça e de represália contra os mesmos, ou de cerceamento de seu direito de expressão, como se tem visto em declarações de acusados de violações de direitos humanos, ou mesmo absurdo do Youtube de tirar do ar, vídeo sobre a manifestação."
Abaixo segue a lista de algumas pessoas e organizações que já assniaram:"Assim, os abaixo-assinados expressam apoio à liberdade de manifestação pacífica do "Levante Popular da Juventude" e de outros movimentos sociais, bem como repudiam todas as formas de ameaça e de represália contra os mesmos, ou de cerceamento de seu direito de expressão, como se tem visto em declarações de acusados de violações de direitos humanos, ou mesmo absurdo do Youtube de tirar do ar, vídeo sobre a manifestação."
Organizações e Movimentos Sociais
Associação dos Geógrafos Brasileiros
Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida
MPA - Movimento dos Pequenos Agricultores
AMIGOS DA TERRA BRASIL
MMC Brasil- Movimento de Mulheres Camponesas
CENTRAL ÚNICA DAS FAVELAS
FASE NACIONAL
FIOCRUZ
IBASE
INESC
JUSTIÇA GLOBAL
KOINONIA
MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES
CMS- Gustavo Erwin Kuss - Coord. dos Movimentos Sociais
PJ- Edilson da Silva Gondim-Coordenação Nacional da PJ
Pedro Casaldàliga - Bispo emérito de São Félix do Araguaia
MST -João Pedro Stédile
UJS - André Tokarski -Presidente UJS
Grito dos excluídos Continental - Luiz Bassegio
MNU- Reginaldo Bispo
Sindicato Nacional dos Aeroportuários - João Martins - Militante do PCB
Professores, escritores, cineastas, intelectuais
Frei Betto
Marildo Menegat
Virgínia Fontes
Fernando Morais
Luiz Eduardo Greenhalgh -Advogado
Ana Esther Ceceña UNAM, México
Anita Leocadia Prestes –Historiadora
Heloísa Fernandes –Socióloga USP
Vladimir Safatle – Prof. Filosofia USP
Antonio David Cattani –Sociologia UFRGS
Marcos Antonio Torriani Prof. UFPel
Mário Maestri – Historiador
Joel Zito Araújo – Cineasta
Fábio Konder Comparato - Jurista
Lucia Murat - Cineasta
Políticos, Deputados e Senadores
Deputado Valmir Assunção (PT-BA)
Deputado Dionilso Marcon (PT-RS)
Deputado João Daniel (PT-SE)
Deputado Ivan Valente (PSOL –SP)
Senador Lindbergh Farias (PT- RJ)
Senador Randolfe Rodrigues (PSOL – AP)
Rui Falcao (Presidente Nacional do PT)
Luciana Genro (PSOL-RS)
Valter Pomar (PT-SP)
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segunda-feira, 2 de abril de 2012
INTERVENÇÃO DO LEVANTE EM PORTO ALEGRE
No sábado, dia 31, a gurizada do Levante saiu às ruas para lembrar que o aniversário de um golpe que deixou décadas de torturas, mortes e desaparecimentos não se comemoram. Fomos até o parque da Redenção lembrar as bárbaries cometidas nos anos de chumbo e mostrar que nunca esqueceremos, nem perdoaremos!
Pela memória, pela justiça e contra a tortura!
#LevantePelaVerdade
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domingo, 1 de abril de 2012
PROTESTO CONTRA A COMEMORAÇÃO
Veja o vídeo sobre a manifestação ocorrida no Rio em frente ao Clube Militar, onde os generais de pijama comemorariam o Golpe de 64.
A polícia do Rio honrando a tradição autoritária dos ex-militares participantes da festa, distribuiu cacetadas, gás e spray de pimenta.
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sexta-feira, 30 de março de 2012
TORTURADORES: VOCÊS NÃO FORAM ABSOLVIDOS!
Confira o vídeo dos atos contra os torturadores pelo Brasil afora.
#LevantePelaVerdade
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