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LEVANTE | Levante Popular da Juventude
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Somos um grupo de jovens que não baixam a cabeça para as injustiças e desigualdades. Entendemos que só com o povo unido, metendo a mão junto, é possível construir o novo mundo com que sonhamos.

O Levante atua junto aos movimentos da Via Campesina e movimentos urbanos como o Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), com a intenção de construir a organização popular em comunidades, vilas, escolas, assentamentos e acampamentos do Rio Grande do Sul.


A POESIA QUE ALIMENTA NOSSA LUTA


Cristina Nascimento

Vivemos numa mentira contada e repassada por nós mesmos
Pelos nossos pais, avós, de geração em geração, até chegar aos nossos filhos.
O que seria a verdadeira história do nosso querido Brasil.
Quem descobriu o Brasil? O branco, o negro ou o índio.
Até quando vamos aceitar os fatos históricos que nos contam
O que seria a verdade para um Brasil tão rico e tão pobre ao mesmo tempo
Deixamos que eles se apropriem de nossas almas e nossa indignação
Do que valeu a morte de tantos negros e índios se já não lutamos mais...
Sendo assim questionaremos a história contada e iremos atrás da verdadeira
Não vamos mais deixar eles se apropriarem de nossas vidas. Estudaremos!
Pensaremos com calma e a nossa maior motivação será mudar este futuro
Onde crianças passam fome, onde não se tem uma visão de uma vida melhor.
Até quando iremos aguentar viver só para comprar comida e se acomodar desta maneira
Somos nós que sofremos na pele o racismo, a exclusão, a exploração.
Então a história tem que ser contada de forma correta, pois cansamos do sistema falar por nós
Por que estamos lutando e o nosso povo irá se libertar.
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domingo, 22 de abril de 2012

LEVANTE CONTRA A IMPUNIDADE


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Filtro: ELDORADO DOS CARAJÁS, LEVANTE CONTRA A IMPUNIDADE

terça-feira, 17 de abril de 2012

VEJA AS FOTOS DAS AÇÕES DO LEVANTE PELO BRASIL

Levante denuncia 16 anos de impunidade do Massacre de Eldorado dos Carajás 
Abaixo segue o relato das ações nos estados:
Rio Grande do Sul

Em Porto Alegre, a ação se deu no Monumento ao Laçador, um dos símbolos da cultura gaúcha localizado na entrada da cidade. Em Cachoeira do Sul, a Praça Salgado Filho foi o local escolhido para o ato. Já em São Borja, as cruzes foram colocadas em uma rua movimentada da cidade.
Paraná

As cruzes foram colocadas na Praça Tiradentes em Curitiba. Já em Londrina, a ação deu-se no monumento “O Passageiro”, localizado na rotatória da Av. Dez de Dezembro.
Espírito Santo
A sede do poder executivo no Espírito Santo, o Palácio Anchieta, amanheceu decorado com as 21 cruzes em memória dos trabalhadores.
Rio de Janeiro
Na capital, o local escolhido foi a Estação Central do Brasil. As cruzes e faixas foram colocadas na entrada do local.
São Paulo

Na capital, o local escolhido foi o Teatro Municipal. Em Campinas, as cruzes foram instalados em frente ao Castelo, um dos pontos mais elevados da cidade. Por fim, em Botucatu a intervenção foi feita em frente ao Fórum da cidade.

Minas Gerais
A ação foi realizada na Praça 7 de Setembro em Belo Horizonte.

Ceará
Na avenida Beira-Mar em Fortaleza, as 21 cruzes foram cravadas na areia próximas à estátua de Iracema.

Pernambuco




A Praça da Catedral de Petrolina foi o local escolhido pelos jovens para expor as 21 cruzes. Em Recife, o local escolhido foi a Rua do Sol.

Bahia




A ação foi realizada na praça João Pedreira em Feira de Santana. Já em Juazeiro, as margens do rio São Francisco foram o lugar escolhido para denunciar a impunidade. 

Sergipe

Em Aracaju, as cruzes foram colocadas no Monumento aos Formadores da Nacionalidade na Orla de Atalaia. A ação também aconteceu no Sertão do Estado.
Paraíba
Em João Pessoa, capital Paraibana, a ação será realizada na Praça dos Três Poderes (Praça João Pessoa) no centro da cidade às 17h.

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Filtro: ELDORADO DOS CARAJÁS, LEVANTE CONTRA A IMPUNIDADE

16 ANOS DE MASSACRE - LEVANTE CONTRA A IMPUNIDADE

Confira as fotos da ação, em Porto Alegre, em memória aos 16 anos de impunidade do massacre de Eldorado dos Carajás.
 

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Filtro: ELDORADO DOS CARAJÁS, FOTOS, LAÇADOR, LEVANTE CONTRA A IMPUNIDADE, MASSACRE DE ELDORADO DOS CARAJÁS, MEMÓRIA

ELDORADO DOS CARAJÁS - LEVANTE CONTRA A IMPUNIDADE

Saímos às ruas hoje, 17 de abril, para lembrar de uma data dolorosa na história de nosso país.
Em 1996, 1500 sem-terra se manifestavam de forma pacífica, em Eldorado dos Carajás – Pará. A Polícia Militar, no auge da sua truculência, assassinou 21 pessoas que lutavam pelo direito à terra em defesa da Reforma Agrária. Dezesseis anos se passaram, e até hoje a justiça não foi feita. Lutar quando não temos acesso aos nossos direitos é nosso dever, e não aceitamos a morte como resposta.
Não esquecemos de Eldorado dos Carajás, nem de todas e todos que caíram na luta por transformar a terra de poucos na terra do povo. Não deixaremos que a história seja omitida, apaziguada ou relativizada por quem quer que seja. Se a justiça oficial se cala, nós não nos calaremos. Se a mídia esconde, nós gritamos os nomes de todos que foram cruelmente assassinados.
A impunidade de ontem só aumenta a violência de hoje. Sobre os crimes da Ditadura Militar nunca julgados, sobre Eldorado dos Carajás, sobre os Crimes de Maio de 2006 em São Paulo, sobre os assassinatos cotidianos de jovens negros praticados pela Polícia Militar, com o falso pretexto de “resistência seguida de morte”: exigimos justiça!
Sabemos que só conseguiremos transformar nosso país, construindo um futuro com justiça e liberdade se resgatarmos a história de nosso povo, se julgarmos os crimes do passado e se impedirmos os crimes do presente. Até que os assassinos sejam julgados, não esqueceremos, nem descansaremos.
17 de abril de 2012

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Filtro: ELDORADO DOS CARAJÁS, LUTAS, MASSACRE DE ELDORADO DOS CARAJÁS

segunda-feira, 18 de abril de 2011

JAMAIS ESQUECEREMOS!

Essa foi uma ação de solidariedade do povo da cidade que vê com muito orgulho a luta pela reforma agrária travada pelo MST!

Para relembrar o massacre de Eldorado dos Carajás e cobrar das autoridades a punição aos culpados, ontem colocamos 19 cruzes na "coxilha" do Laçador, uma para cada trabalhador morto. O local foi escolhido porque esta estátua não representa a cultura e as tradições do povo gaúcho como é propagandeado, mas sim as tradições do latifúndio, dos grandes estancieiros que, sozinhos em suas "coxilhas", fazem com que a desigualdade no campo continue.

É para esses "laçadores" que o Estado (que é quem manda na polícia) massacra o povo trabalhador do campo. Para reprimir os que lutam pelo direito de ter uma terra para plantar o alimento do povo brasileiro, o Estado usa toda a sua força. Deu pra perceber isso em Eldorado dos Carajás, Corumbiara, São Gabriel e em tantos outros massacres que, infelizmente, somos obrigados a relembrar para que eles não caiam no esquecimento.

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domingo, 17 de abril de 2011

MASSACRE DE ELDORADO DOS CARAJÁS: 15 ANOS DE IMPUNIDADE

15 ANOS DE IMPUNIDADE
 NUNCA ESQUECEREMOS!



EXIGIMOS JUSTIÇA!!

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Filtro: 15 ANOS DE IMPUNIDADE, ABRIL VERMELHO, DIA NACIONAL DE LUTA PELA REFORMA AGRÁRIA, ELDORADO DOS CARAJÁS, IMPUNIDADE, MASSACRE, MASSACRE DE ELDORADO DOS CARAJÁS, VÍDEOS, VIOLÊNCIA POLICIAL

17 de Abril


Assista ao vídeo sobre o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária


No estado do Pará, no dia 17 de abril de 1996, cerca de 1500 trabalhadores e trabalhadoras rurais sem terra, que lutavam há aproximadamente dois anos por seu direito, assentaram-se em um espaço improdutivo depois de serem expulsos de suas próprias terras. Mobilizavam-se até a capital do Pará, Belém, com a finalidade de apresentar suas demandas e exigir solução para a sua situação.
Quando chegaram à cidade de Eldorado do Carajás, a marcha parou para que mulheres e crianças descansassem, mas foram atacados por mais de 100 policiais militares, que dispararam com armas de fogo contra os manifestantes. Dezenove trabalhadores morreram, 69 ficaram feridos e não se sabe quantos podem haver desaparecido pela violência. Até hoje, não há nenhuma condenação para este crime cometido contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Pior: os policiais julgados foram absolvidos.
No mesmo dia, dirigentes camponeses de todo o mundo, integrantes da Via Campesina, reunidos em Tlaxcala, México, em sua Segunda Conferência Internacional, ao saber destes fatos, declararam 17 de abril como o “Dia Internacional da Luta Camponesa”.
Em 25 de junho de 2002, o então presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, decreta o dia 17 de abril como o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária.


Do sítio do Jornal Brasil de Fato

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Filtro: 15 ANOS DE IMPUNIDADE, ELDORADO DOS CARAJÁS, MASSACRE, MASSACRE DE ELDORADO DOS CARAJÁS, REFORMA AGRÁRIA, VÍDEOS, VIOLÊNCIA POLICIAL

HÁ 15 ANOS...


Hoje é o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária e o Dia Internacional da Luta Camponesa. Leia e saiba o porquê.

Desde 1960 até os nossos dias, mais de 2000 trabalhadores sem terra foram assassinados. E faz 15 anos que a polícia militar assassinou 19 sem terra e deixou tantos outros feridos em Eldorado dos Carajás, no Pará, simplesmente porque lutavam por um pedaço de terra.
Os 1500 trabalhadores, que saíram em marcha de Marabá, pretendiam chegar a Belém do Pará, para uma negociação com o governo. Quando a marcha foi interrompida, já haviam andado quase 800 km.
É em memória desses trabalhadores que o MST todos os anos em abril faz sua Jornada de Lutas (que a mídia chama de Abril Vermelho), que termina sempre no aniversário do massacre. O caso está na justiça, mas os culpados não foram punidos. O coronel Mário Colares Pantoja e do major José Maria Pereira Oliveira, únicos policiais condenados pelo crime, seguem em liberdade. E, pra completar, nem as famílias dos mortos nem os feridos receberam indenização.
Cartaz colado nas ruas de Santa Maria

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Filtro: 15 ANOS DE IMPUNIDADE, Dia Mundial da Luta pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, ELDORADO DOS CARAJÁS, MASSACRE DE ELDORADO DOS CARAJÁS, MST, SANTA MARIA

terça-feira, 12 de abril de 2011

As marcas do massacre de Carajás 15 anos depois

Por João Marcio
Ao andar pelas ruas da vila do Assentamento 17 de Abril ainda se escuta, mesmo após 15 anos, muitas histórias sobre a marcha que culminou no massacre da "Curva do S", na rodovia PA-150, em Eldorado do Carajás, no Pará.
Dúvidas ainda pairam no ar para as pessoas que estiveram no dia quanto ao número oficial de mortos divulgados pelo Estado, pois há crianças, homens e mulheres desaparecidos que não estavam na lista dos mortos e, tampouco, foram encontrados dias depois.
As marcas do massacre persistem tanto na simbologia da conquista das cinco fazendas, parte das 15 existentes no complexo Macaxeira, quanto no corpo dos mutilados ou na cabeça de muitos que viveram os dias anteriores e vivem os posteriores à tarde de 17 de abril de 1996.
“Foi a tarde mais sangrenta da minha vida”, recorda Haroldo Jesus de Oliveira. Quem o vê trabalhando atencioso e calmo na Casa Digital 17 de Abril, monitorando jovens e crianças no manuseio da internet, talvez nunca imaginará as recordações que o mesmo guarda.
Leia na íntegra no sítio do MST

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segunda-feira, 19 de abril de 2010


SE CALARMOS, AS PEDRAS GRITARÃO!

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Filtro: AGITAÇÃO E PROPAGANDA, ELDORADO DOS CARAJÁS, IMPUNIDADE, LUTAS, MASSACRE, MEMÓRIA

Eldorado dos Carajás: chacinas são um bom negócio no Brasil

O Massacre de Eldorado dos Carajás, no Sul do Pará, que matou 19 Sem Terra e deixou mais de 60 feridos após uma ação violenta da Polícia Militar para desbloquear a rodovia PA-150, completa 14 anos hoje [17 de abril]. A estrada estava ocupada por uma marcha do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra que se dirigia à Marabá a fim de exigir a desapropriação de uma fazenda, área improdutiva que hoje abriga o assentamento 17 de Abril. A Polícia recebeu ordens de retirá-los e deu no que deu. O Massacre é considerado o maior caso contemporâneo de violência no campo, tanto que esta data passou a ser lembrada como o Dia Mundial de Luta pela Reforma Agrária.

Desde então, a realidade pouco mudou na região. O Pará, sob forte influência de proprietários rurais e de mineradoras, é o estado com maior número de casos comprovados de trabalho escravo e um dos lideres no desmatamento ilegal. É também campeão no número de assassinatos de trabalhadores rurais em conflitos agrários e de lideranças sociais e religiosas que, marcadas para morrer, já têm uma bala batizada com seu nome. Isso sem contar o descaso com a infância, que toma forma de meninas nos bordéis e de meninos em serviços insalubres no campo. Garotas com idade de “vaca velha”, como dizem garimpeiros e peões, ou seja, com 10, 12 anos, trocam a sua alegria pela dos clientes.

O que é justiça? É punir apenas aqueles que apertaram o gatilho ou inclui os que, através de sua ação ou inação, também garantiram que uma tragédia acontecesse? Em 1992, 111 detentos foram mortos na já desativada Penitenciária do Carandiru após uma ação bizarra da Polícia Militar. Mais de 153 pessoas ficaram feridas, das quais 23 policiais. O falecido Coronel Ubiratan Guimarães, que coordenou a invasão/banho de sangue para conter a rebelião, foi eleito posteriormente deputado estadual, tripudiando a memória dos mortos – candidatava-se com o número 14.111. Luiz Antônio Fleury Filho, governador na época do massacre, aprovou a conduta da polícia. Hoje é deputado federal.

E por aí vai: Quem foi responsável pela Chacina da Castelinho, quando um comboio de supostos criminosos foi parado próximo a um pedágio na rodovia Castelinho, em Sorocaba (SP), e 12 pessoas executadas em 2002? E pelo Massacre de Corumbiara (RR), no qual 200 policiais realizaram uma ação armada para retirar cerca de 500 posseiros que ocupavam uma fazenda no município, resultando na morte de dois PMs e nove camponeses, entre eles uma menina de 7 anos em 1995? Ou ainda Vigário Geral, em que 50 policiais militares, que estavam fora de seu horário de serviço, entraram atirando na favela e mataram 21 inocentes em 1993 como uma “prestação de contas”?

No caso de Eldorados dos Carajás, as autoridades políticas na época, o governador Almir Gabriel e o secretário de Segurança Pública, Paulo Câmara, não foram nem indiciados.

Todos esses massacres e chacinas têm em comum o fato de vitimarem pessoas excluídas socialmente: camponeses, trabalhadores rurais, pobres da periferia, presos. Enquanto isso, o envolvimento de policiais militares tem sido uma constante. Se, hoje, massacres como os de 10, 20 anos atrás são mais raros, o mesmo não se pode dizer da violência policial. Comportamento que, muitas vezes, é aplaudido pela classe média, pois isso lhes garante o sono diante das hordas bárbaras. Muitas chacinas passaram a ocorrer em conta-gotas, no varejo, de forma silenciosa que não chame a atenção da mídia daí e aqui de fora.

O Poder Judiciário tem sua grande parcela de responsabilidade no clima de impunidade que alimenta a violência. A Justiça, que normalmente é ágil em conceder liminares de reintegração de posse e determinar despejos no caso de ocupações na cidade, é lenta para julgar e punir assassinatos e outras formas de violência contra trabalhadores.

Para que direitos humanos sejam efetivamente respeitados no país são necessárias mudanças reais, pois há impunidade também quando o governo não atua para acabar com a situação de desigualdade ou exploração que estava na origem do conflito. Seja ao permitir que garimpeiros continuem a explorar reservas indígenas, seja ao tolerar que crianças durmam na rua ou trabalhadores precisem perder a vida na luta pela reforma agrária.

Há uma relação carnal que se estabelece entre o patrimônio público e a propriedade privada não só na Amazônia, mas em outras partes do país. Muito similar ao que se enraizou com o coronelismo nordestino da Primeira República, o detentor da terra exerce o poder político, através de influência econômica e da coerção física. O já tênue limite entre as duas esferas se rompe. É freqüente, por exemplo, encontrar policiais que fazem bicos como jagunços de fazendas. O
Massacre de Eldorado dos Carajás é um dos tristes episódios brasileiros em que o Estado usou de sua força contra os trabalhadores e a favor dos grandes proprietários de terra.

E, ao final, quem estava no topo da cadeia de responsabilidade pode continuar indo para sua casa tomar um uísque e coçar a barriga. Pois sabe que sua contribuição de violência é apenas mais uma, entre outras tantas que povoam a mídia ou, pior, passam despercebidos dela e da opinião pública.

Por Leonardo Sakamoto

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sábado, 17 de abril de 2010

NUNCA ESQUECEREMOS!

Faculdade de Educação UFRGS 15/04/2010
Completa-se hoje 14 anos do massacre de Eldorado dos Carajás. Há 14 anos estão impunes o coronel Mário Colares Pantoja e o major José Maria Oliveira e os 142 soldados que à serviço do Estado mataram 19 trabalhadores Sem-Terra.

EXIGIMOS JUSTIÇA!

LUTAR NÃO É CRIME!

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

EXIGIMOS JUSTIÇA!


14 ANOS DE IMPUNIDADE
14 ANOS DE MASSACRE
LUTAR NÃO É CRIME!

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terça-feira, 13 de abril de 2010

14 ANOS DE IMPUNIDADE!

14 ANOS DEPOIS...
A impunidade ainda persiste: nenhum dos responsáveis foi preso. Dos 144 policiais militares envolvidos, 142 foram absolvidos. Os dois únicos condenados, coronel Pantoja (228 anos de prisão) e o major Oliveira (154 anos de prisão) foram postos em liberdade pelo Supremo Tribunal Federal.
A repressão aos pobres, e aos movimentos sociais em especial, faz parte do cotidiano. Todos os anos, dezenas de trabalhadores são assassinados em conflitos no campo, outros milhares são reprimidos em manifestações nas cidades sendo oprimidos e explorados com precárias condições de trabalho, moradia, saúde e educação. Ontem foram os latifundiários e seus capangas, hoje os crimes são cometidos pelo Estado e sua policia. A impunidade de ontem agora se repete com o assassinato do camponês Elton Brum, morto em 2009, com um tiro calibre 12 pelas costas. Exigimos que os culpados paguem pelos seus crimes.

PARTICIPE DO ATO PÚBLICO
DIA 17 DE ABRIL NA ESQUINA DEMOCRÁTICA
ÀS 12H

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quarta-feira, 15 de abril de 2009

CARAJÁS

No dia 17 de abril, queremos lembrar o massacre de Eldorado dos Carajás que aconteceu nesse dia no ano de 1996, a treze anos atrás, onde 19 trabalhadores rurais foram assassinados por policiais militares numa operação da PM. Em virtude disso, o mês de abril é marcado por uma jornada de lutas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, batizada pela grande mídia como “abril vermelho”. Em 2002, esta data foi instituída pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso como o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária. Esse dia além de ser de homenagem e memória aos companheiros que morreram lutando pela reforma agrária, é dia de pressionar a banca nacional e os $enhore$ para soluções nos problemas do campo e dos alimentos, e de luta dos trabalhadores rurais pelo direito à terra. Essa luta é legítima! Nossa memória não esquece do massacre de Eldorado dos Carajás, nessa terra de chacinas essas balas assassinas todos sabem de onde vem.

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