NUNCA ESQUECEREMOS!
domingo, 17 de abril de 2011
17 de Abril
terça-feira, 12 de abril de 2011
As marcas do massacre de Carajás 15 anos depois
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
ELTON BRUM PRESENTE
Há um ano a Brigada Militar, que tem como comandante-em-chefe a governadora Yeda Crusius, assassinou pelas costas o trabalhador e companheiro Elton Brum da Silva. Há um ano o silêncio omisso dos grandes meios de comunicação ajuda a acobertar os verdadeiros responsáveis por mais um crime cometido pelo Estado contra os trabalhadores.A família de Elton receberá por mês R$ 370,00 de indenização, como se isso fosse suprir a falta de um pai. Já a governadora, assim que deixar o cargo, receberá uma aposentadoria vitalícia de no mínimo 8 mil reais. O autor do disparo, Alexandre Curto dos Santos, não tem sequer a data de julgamento marcada.
Há um ano a impunidade persiste...
Há um ano o sangue de Elton continua a escorrer pelos latifúndios do estado como símbolo de que a luta pela conquista da terra é árdua, difícil, mas continua!
terça-feira, 20 de abril de 2010
GALDINO DOS SANTOS, PRESENTE!
Abril de 1997, dia 20. Um dia após vários indígenas reivindicarem seus direitos e respeito à sua cultura, um grupo de playboys decide atear fogo em um índio que não conseguiu vaga para dormir em um albergue e foi dormir em um ponto de ônibus.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Eldorado dos Carajás: chacinas são um bom negócio no Brasil
Desde então, a realidade pouco mudou na região. O Pará, sob forte influência de proprietários rurais e de mineradoras, é o estado com maior número de casos comprovados de trabalho escravo e um dos lideres no desmatamento ilegal. É também campeão no número de assassinatos de trabalhadores rurais em conflitos agrários e de lideranças sociais e religiosas que, marcadas para morrer, já têm uma bala batizada com seu nome. Isso sem contar o descaso com a infância, que toma forma de meninas nos bordéis e de meninos em serviços insalubres no campo. Garotas com idade de “vaca velha”, como dizem garimpeiros e peões, ou seja, com 10, 12 anos, trocam a sua alegria pela dos clientes.
O que é justiça? É punir apenas aqueles que apertaram o gatilho ou inclui os que, através de sua ação ou inação, também garantiram que uma tragédia acontecesse? Em 1992, 111 detentos foram mortos na já desativada Penitenciária do Carandiru após uma ação bizarra da Polícia Militar. Mais de 153 pessoas ficaram feridas, das quais 23 policiais. O falecido Coronel Ubiratan Guimarães, que coordenou a invasão/banho de sangue para conter a rebelião, foi eleito posteriormente deputado estadual, tripudiando a memória dos mortos – candidatava-se com o número 14.111. Luiz Antônio Fleury Filho, governador na época do massacre, aprovou a conduta da polícia. Hoje é deputado federal.
E por aí vai: Quem foi responsável pela Chacina da Castelinho, quando um comboio de supostos criminosos foi parado próximo a um pedágio na rodovia Castelinho, em Sorocaba (SP), e 12 pessoas executadas em 2002? E pelo Massacre de Corumbiara (RR), no qual 200 policiais realizaram uma ação armada para retirar cerca de 500 posseiros que ocupavam uma fazenda no município, resultando na morte de dois PMs e nove camponeses, entre eles uma menina de 7 anos em 1995? Ou ainda Vigário Geral, em que 50 policiais militares, que estavam fora de seu horário de serviço, entraram atirando na favela e mataram 21 inocentes em 1993 como uma “prestação de contas”?
No caso de Eldorados dos Carajás, as autoridades políticas na época, o governador Almir Gabriel e o secretário de Segurança Pública, Paulo Câmara, não foram nem indiciados.
Todos esses massacres e chacinas têm em comum o fato de vitimarem pessoas excluídas socialmente: camponeses, trabalhadores rurais, pobres da periferia, presos. Enquanto isso, o envolvimento de policiais militares tem sido uma constante. Se, hoje, massacres como os de 10, 20 anos atrás são mais raros, o mesmo não se pode dizer da violência policial. Comportamento que, muitas vezes, é aplaudido pela classe média, pois isso lhes garante o sono diante das hordas bárbaras. Muitas chacinas passaram a ocorrer em conta-gotas, no varejo, de forma silenciosa que não chame a atenção da mídia daí e aqui de fora.
O Poder Judiciário tem sua grande parcela de responsabilidade no clima de impunidade que alimenta a violência. A Justiça, que normalmente é ágil em conceder liminares de reintegração de posse e determinar despejos no caso de ocupações na cidade, é lenta para julgar e punir assassinatos e outras formas de violência contra trabalhadores.
Para que direitos humanos sejam efetivamente respeitados no país são necessárias mudanças reais, pois há impunidade também quando o governo não atua para acabar com a situação de desigualdade ou exploração que estava na origem do conflito. Seja ao permitir que garimpeiros continuem a explorar reservas indígenas, seja ao tolerar que crianças durmam na rua ou trabalhadores precisem perder a vida na luta pela reforma agrária.

Massacre de Eldorado dos Carajás é um dos tristes episódios brasileiros em que o Estado usou de sua força contra os trabalhadores e a favor dos grandes proprietários de terra.
E, ao final, quem estava no topo da cadeia de responsabilidade pode continuar indo para sua casa tomar um uísque e coçar a barriga. Pois sabe que sua contribuição de violência é apenas mais uma, entre outras tantas que povoam a mídia ou, pior, passam despercebidos dela e da opinião pública.
Por Leonardo Sakamoto
quinta-feira, 15 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
14 ANOS DE IMPUNIDADE!
14 ANOS DEPOIS...DIA 17 DE ABRIL NA ESQUINA DEMOCRÁTICA
ÀS 12H
quarta-feira, 15 de abril de 2009
CARAJÁS












