terça-feira, 24 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
INVASÃO DO PINHEIRINHO PELA PM DE SP
É desse jeito que o governo de Geraldo Alckmin e Eduardo Cury, ambos do PSDB, trata os trabalhadores.
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quinta-feira, 31 de março de 2011
47 ANOS DO GOLPE CIVIL-MILITAR NO BRASIL
Repetindo o que já havia sido tentado em 1961 quando foram impedidos pela conhecida Campanha da Legalidade, os militares, em 31 de março de 1964, iniciaram manobras em Minas Gerais e São Paulo com o objetivo de depor o presidente eleito João Goulart (Jango). Na manhã do dia 1º de abril os jornais já noticiavam que o Brasil tinha um novo presidente, o General Castelo Branco. O regime contou ainda com outros 4 generais na presidência e durou até 1985, mas os males que trouxe à sociedade estão presentes até hoje.
A justificativa para o golpe era de que havia no país uma conspiração comunista da qual o presidente Jango fazia parte, e que era preciso deter tal avanço para garantir a segurança e a democracia. Contudo, hoje sabemos que diversos grupos empresariais (muitos deles conhecidos por nós e muito atuantes ainda hoje) estavam por trás da trama do golpe com vistas de garantir seus interesses políticos e econômicos. O medo do comunismo internacional gerado pelo contexto da Guerra Fria não passava de conversa pra boi dormir. A ação contou ainda com o apoio do império ianque, que já tinha uma intervenção militar preparada caso as forças do exército brasileiro não fossem suficientes para derrubar do governo constitucional (Operação Brother Sam).
trailer do documentário Cidadão Boilesen
O período ficou marcado por uma sangrenta caça àqueles que se opunham ao regime. Os grupos políticos ou pessoas que se manifestassem contra o que era imposto pelo governo eram duramente reprimidos. Práticas de tortura física e psicológica eram comuns para conseguir informações dos presos políticos que, em muitas das vezes, eram mortos durante as sessões. Dados do “Dossiê Ditadura: Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil (1964-1985)” contam 358 vítimas, sendo 138 até hoje ainda desaparecidas.
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| Mural pela abertura dos arquivos da ditadura no Diretório Acadêmico Quilombo dos Palmares |
Passados 26 anos do fim do regime, os torturadores ainda não foram julgados e andam soltos por aí, como se nada tivesse acontecido. Essa situação é sustentada pela idéia de que não devemos mexer em coisas do passado, idéia esta que deve ser combatida se quisermos saber a verdade. Por que ainda manter em segredo os arquivos da ditadura? Sua abertura prejudicaria a quem? Quem estava por trás do golpe? Todas essas respostas são problemas para os poderosos e, portanto, devem permanecer em segredo. Até quando?!
TODO APOIO E LUTA PELA ABERTURA DOS ARQUIVOS DA DITADURA
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
PERSEGUIÇÃO E TORTURA POLICIAL NO QUILOMBO DOS SILVA
A comunidade do primeiro quilombo urbano reconhecido e titulado no Brasil está se sentindo ameaçada pela polícia. Os moradores do Quilombo dos Silva, no bairro Três Figueiras, em Porto Alegre, dizem estar acuados dentro de seu próprio território. Eles têm medo até de sair ou chegar em casa, e denunciam que policiais militares começaram a agir com abuso de autoridade, revistando rotineiramente os jovens e adultos, constrangendo as crianças que brincam na praça em frente ao quilombo, o que culminou com a detenção e espancamento de um quilombola dentro de sua própria residência.
Leia toda a reportagem no blog do Coletivo Catarse de comunicação.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
COLÔMBIA: ESTADO FASCISTA
As imagens acima são de uma fossa comum, com aproximadamente 2 mil corpos, encontrada no povoado de La Macarena, 200 km ao sul de Bogotá.
Trata-se da maior fossa comum já encontrada na América Latina. A fossa é tão grande e tantos são os corpos que somente no Holocausto nazista ou na guerra civil do Camboja existem correspondentes com esta dimensão. O governo Colombiano se apressou em dizer que os corpos eram de guerrilheiros narcotraficantes mortos em combate com o Exército. Porém, o secretário do Comitê Permanente pela Defesa dos Direitos Humanos da Colômbia Jairo Ramirez afirmou que, segundo moradores da região os corpos na verdade são de camponeses, lideranças comunitárias e militantes políticos que desapareceram sem deixar rastro.
A descoberta da gigantesca fossa foi possível graças a declarações de comandantes médios, supostamente afastados do paramilitarismo e acolhidos na controversa Lei de Justiça e Paz que lhes garante uma pena simbólica em troca da confissão de seus crimes. O chefe paramilitar John Jairo Rentería revelou diante do juíz e dos familiares das vítimas que ele e seus comandados enterraram ao menos 800 pessoas em Villa Sandra e em Puerto Asís, na região de Putumayo e cínicamente acrescentou:
Trata-se da maior fossa comum já encontrada na América Latina. A fossa é tão grande e tantos são os corpos que somente no Holocausto nazista ou na guerra civil do Camboja existem correspondentes com esta dimensão. O governo Colombiano se apressou em dizer que os corpos eram de guerrilheiros narcotraficantes mortos em combate com o Exército. Porém, o secretário do Comitê Permanente pela Defesa dos Direitos Humanos da Colômbia Jairo Ramirez afirmou que, segundo moradores da região os corpos na verdade são de camponeses, lideranças comunitárias e militantes políticos que desapareceram sem deixar rastro.
A descoberta da gigantesca fossa foi possível graças a declarações de comandantes médios, supostamente afastados do paramilitarismo e acolhidos na controversa Lei de Justiça e Paz que lhes garante uma pena simbólica em troca da confissão de seus crimes. O chefe paramilitar John Jairo Rentería revelou diante do juíz e dos familiares das vítimas que ele e seus comandados enterraram ao menos 800 pessoas em Villa Sandra e em Puerto Asís, na região de Putumayo e cínicamente acrescentou:
"Tínhamos que desmembrar as pessoas e muitas vezes isso era feito com gente viva”.
A denúncia da existência desta fossa foi feita no dia 22 de julho de 2010 em uma audiência pública no próprio local por uma delegação estrangeira composta por 10 dirigentes sindicais, 6 membros do Parlamento Europeu, 3 membros do Parlamento Britânico, 3 delegados da Espanha e 2 dos Estados Unidos. Neste mesmo dia, tentando acobertar os fatos relatados por essa comissão, o governo colombiano do então presidente Álvaro Uribe solicitou uma audiência extraordinária e urgente à OEA para denunciar a presença de membros das FARC e ELN na Venezuela.
Essa fossa comum caracteriza crime de Lesa-Humanidade. Um crime imprescritível e pelo qual Álvaro Uribe deve responder na Corte Penal Internacional.
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Essa fossa comum caracteriza crime de Lesa-Humanidade. Um crime imprescritível e pelo qual Álvaro Uribe deve responder na Corte Penal Internacional.
domingo, 25 de julho de 2010
O VERGONHOSO MURO DE ISRAEL
É inacreditável que em pleno século XXI o mundo ainda tenha de conviver com a barbárie promovida todos os dias pelo Estado de Israel. O povo palestino vive prisioneiro em sua própria terra, cercado por muros gigantes. As famílias estão separadas, amigos não podem se ver, amores são destruídos. Tanto se falou do muro de Berlim, tanto se comemorou sua queda. E agora? Por que não se fala do muro de Israel? Por que ninguém grita contra esse abuso? Liberdade para o Palestinos. Que se destrua o muro da vergonha!
A imagem representa a expansão/invasão do Estado fascista de Israel sobre o território Palestino de 1946 até 2008. Abaixo, assista ao vídeo produzido por Sonja Karkar dos grupos Australianos pela Palestina e Mulheres pela Palestina. O vídeo mostra fotos do vergonhoso muro construído por Israel para segregar o povo palestino.
O texto no final do vídeo diz o seguinte:
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O muro ilegal de Israel cria condições semelhantes às do Apartheid, aprisionando os palestinos em áreas reservadas, isolando-os do resto do mundo, negando a eles e elas seus mais básicos direitos humanos, sua liberdade e seu direito à auto-determinação em suas próprias terras.
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