terça-feira, 21 de agosto de 2012
ELTON BRUM PRESENTE!
Há três anos, em mais uma ação truculenta da Brigada Militar, o agricultor sem terra Elton Brum foi assassinado com um tiro de calibre 12 pelas costas.
Para que não se esqueça e para que não se repita, hoje ocorrerá um ato público e uma intervenção na esquina democrática, em Porto Alegre, às 18:30h.
Em Santa Maria cartazes foram colados em locais movimentados da cidade para lembrar da ação brutal que assassinou Elton e deixou vários feridos, entre eles mulheres e crianças.
POR NOSSOS MORTOS NEM UM MINUTO DE SILÊNCIO,
MAS UMA VIDA TODA DE LUTA!
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Policial da repressão faz apologia da tortura em ZH


Isto é crime!
As convicções do policial Omar Fernandez são perigosas porque antissociais, anti-republicanas, antidemocráticas e atentam contra os direitos humanos.
Ele está apregoando a prática da tortura como método eficaz (e legal) de condução das coisas do Estado.
A apologia da tortura é crime: Omar Fernandez defende, justifica e elogia a prática da tortura, como agente público que é, e foi durante um período de ditadura no Brasil. Não compete a ele fazer este juízo. Isto é ilegal. Como funcionário público ele deveria saber (e cumprir) os limites de sua competência profissional e legal.
Omar Fernandez está cometendo crime. A prova está no jornalZero Hora de hoje, página 40 (acima, foto de Ricardo Chaves/ZH).
Com a palavra o Ministério Público.
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Ele está apregoando a prática da tortura como método eficaz (e legal) de condução das coisas do Estado.
A apologia da tortura é crime: Omar Fernandez defende, justifica e elogia a prática da tortura, como agente público que é, e foi durante um período de ditadura no Brasil. Não compete a ele fazer este juízo. Isto é ilegal. Como funcionário público ele deveria saber (e cumprir) os limites de sua competência profissional e legal.
Omar Fernandez está cometendo crime. A prova está no jornalZero Hora de hoje, página 40 (acima, foto de Ricardo Chaves/ZH).
Com a palavra o Ministério Público.
Extraido de DIÁRIO GAUCHE
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
NOTA
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra alerta para mais um massacre que pode ocorrer em São Gabriel (RS), onde 450 sem-terra ocupam as fazendas da Família Antoniazzi. A Brigada Militar prossegue com a barreira que impede a entrada de comida no acampamento desde a semana passada.
O alimento já está escasso, representando um grande problema principalmente às crianças.
Os policiais também dificultam a saída de pessoas doentes do acampamento. As poucas pessoas que, depois de muita insistência, conseguem ir ao hospital da cidade, ainda passam por interrogatório exaustivo pelos policiais no próprio hospital. As famílias estão em um verdadeiro presídio a céu aberto.
Mesmo após um despejo violento em que um policial assassinou um trabalhador sem terra em 21 de agosto na Fazenda Southall, em São Gabriel, a Brigada Militar não muda a maneira truculenta de agir e continua a reprimir as famílias. Da mesma forma, por meio da força policial o governo estadual continua a criminalizar os movimentos sociais e o governo federal, Incra e Ministério do Desenvolvimento Agrário não fazem a reforma agrária.
O MST responsabiliza os governos estadual e federal pelo que possa acontecer em São Gabriel e também em Porto Alegre, onde os sem-terra estão com ameaça de despejo iminente do Incra. As famílias irão permanecer nos locais porque suas reivindicações não foram atendidas.
As reivindicações das famílias acampadas são legítimas. Afinal, duas mil famílias vivem hoje em beira de estrada no RS querendo trabalhar e produzir alimentos. O MST exige que o Incra retome as negociações para a desapropriação das Fazendas Antoniazzi, onde podem ser assentadas 400 famílias. Os sem-terra também querem que o Incra desaproprie mais áreas a fim de assentar todas as famílias acampadas no estado. Para isso, o MST exige mudanças na política de aquisição de terras para a reforma agrária no RS.
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O alimento já está escasso, representando um grande problema principalmente às crianças.
Os policiais também dificultam a saída de pessoas doentes do acampamento. As poucas pessoas que, depois de muita insistência, conseguem ir ao hospital da cidade, ainda passam por interrogatório exaustivo pelos policiais no próprio hospital. As famílias estão em um verdadeiro presídio a céu aberto.
Mesmo após um despejo violento em que um policial assassinou um trabalhador sem terra em 21 de agosto na Fazenda Southall, em São Gabriel, a Brigada Militar não muda a maneira truculenta de agir e continua a reprimir as famílias. Da mesma forma, por meio da força policial o governo estadual continua a criminalizar os movimentos sociais e o governo federal, Incra e Ministério do Desenvolvimento Agrário não fazem a reforma agrária.
O MST responsabiliza os governos estadual e federal pelo que possa acontecer em São Gabriel e também em Porto Alegre, onde os sem-terra estão com ameaça de despejo iminente do Incra. As famílias irão permanecer nos locais porque suas reivindicações não foram atendidas.
As reivindicações das famílias acampadas são legítimas. Afinal, duas mil famílias vivem hoje em beira de estrada no RS querendo trabalhar e produzir alimentos. O MST exige que o Incra retome as negociações para a desapropriação das Fazendas Antoniazzi, onde podem ser assentadas 400 famílias. Os sem-terra também querem que o Incra desaproprie mais áreas a fim de assentar todas as famílias acampadas no estado. Para isso, o MST exige mudanças na política de aquisição de terras para a reforma agrária no RS.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Como transformar o assassino em inocente e a vítima em culpado
Violações as mais aberrantes à dignidade humana, à cidadania e aos direitos humanos fundamentais das/os sem-terra tentam bloquear qualquer tipo de protesto em defesa desses mesmos direitos.“Não falem” (direito de opinião), “não se mexam” (direito de locomoção) “não se juntem” (direito de reunião), “fechem suas escolas” (direito à educação), “fechem suas farmácias caseiras” (direito à saúde), “identifiquem-se como criminosas/os, deitem com o rosto no chão, aguentem a surra das nossas armas” (abuso de poder e autoridade) são ordens que todo esse povo trabalhador e pobre recebe frequentemente da Brigada Militar, cumprindo mandados judiciais pleiteados pelo Ministério Público.
No dia 21 de agosto passado, inibir as liberdades constitucionais era pouco. A “lição” tinha de ser eliminar a vida. A ordem para Elton foi “morra.”
Poder-se-ia pensar que, diante da gravidade do fato (um tiro pelas costas dado por um brigadiano numa pessoa desarmada) todas aquelas brutalidades inconstitucionais - e oficiais o que é muito mais grave - pudessem, quando menos, envergonhar o Executivo do Estado, a sua Secretaria de Segurança, a Brigada Militar e o Judiciário, particularmente o Ministério Público. Não há nenhum sinal convincente disso. Até pelo contrário. Estão em curso três posicionamentos táticos, típicos das ditaduras, objetivando enredar toda a história do ocorrido, dentro do “devido processo legal”, para que o tempo se encarregue de levar tudo ao esquecimento, mantendo quente a temperatura da repressão violenta ao povo.
O primeiro é o de não tornar pública a identificação do assassino (não vá o homem dizer alguma coisa que não deve...); o segundo é o de salvar as aparências de que “as instituições democráticas funcionam normalmente, aqui no Estado, e existem prazos para apuração dos fatos”; o terceiro é o de acentuar a criminalização progressiva do MST, aproveitando ao máximo opiniões de mídia, conscientes ou não da instrumentalização com que são usadas, capazes de desviar o foco da vergonhosa covardia, atribuindo tudo o que aconteceu ao MST.
No último fim de semana, essa terceira tática já viveu um dos seus momentos, mas com um sério revés. Uma das mais tradicionais vozes de condenação daquele Movimento [Percival Puggina, em artigo publicado no jornal Zero Hora], atribuiu-lhe, entre outras coisas, “tranqüilidade” para invadir terras como a de alguém que “vai ao banheiro do restaurante”; seus instrumentos não são de borracha como as balas da Brigada; é um Movimento totalitário que impediu até a fala de um promotor em Caxias do Sul. “Trabalhar a terra, há muito, não é mais seu objetivo verdadeiro.”
Recebeu resposta na mesma edição e na mesma página do jornal. Assinada, por sinal, por quem tem uma história de defesa dos direitos humanos sem comparação com a do critico do MST, do qual, a rigor, o que mais se conhece é o azedume com que verbera tudo o que, de alguma forma, cheire a defesa material daqueles direitos.
Quem dera um/a acampado/a sem-terra, as vezes durante anos, suportando as mais duras condições de vida, tendo de si apenas a esperança de conquistar o seu pedaço de chão, pudesse, sequer, entrar num restaurante. O crítico do MST, pela facilidade da imagem que enfeitou o seu deboche, deve freqüentar muitos restaurantes. Conviria que ele um dia se servisse do “banheiro” de um acampamento e conferisse os pobres instrumentos de trabalho que não são de borracha, como ridicularizou. De borracha e cacetete o que esses trabalhadores conhecem, mesmo, é a dos outros “instrumentos de trabalho” que os agridem nas execuções das ordens judiciais. Um deles,agora mesmo, está debaixo da terra que lhe foi negada, e não foi bala de borracha que o abateu.
Se a tal opinião, ainda, condena quem impediu um promotor de falar, em Caxias do Sul, como prova de totalitarismo, admira que não tenha se escandalizado com o totalitarismo sob o qual o Ministério Público do Estado armou um inquérito secreto para surpreender, à traição, como aquela que matou o Elton, não só o MST, mas qualquer cidadão minimante consciente da injustiça social estrutural de que são vítimas os agricultores sem terra gaúchos e brasileiros. Um desses promotores, por sinal, quando as vozes iradas das muitas vítimas da sua truculência começaram a ecoar, aí sentiu. Achou melhor pousar de vítima e fugir da raia que ele mesmo tinha armado.
Por tudo isso, as nossas leitoras e leitores que se cuidem. Quando entrarem no banheiro de um restaurante, o álcool-gel que os defendem da gripe suína não os imunizará contra o veneno que destila a critica do MST publicada no último fim de semana. Talvez seja o caso, então, de colocá-la ao lado do vaso, na cesta dos papéis higiênicos usados.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
"POLÍCIA DE YEDA MATOU O HOMEN ERRADO"
Deputado do PT faz denúncia grave: "Ação em São Gabriel foi planejada"

Marcon também contesta informações da BM sobre a falta de experiência dos policiais que estavam no local na hora do crime. “Não houve despreparo da corporação e o tiro não foi acidental. A ação foi planejada”, afirmou o deputado, ao esclarecer que Elton era natural de Canguçu e não de São Gabriel, como reproduziu a imprensa a partir das informações da BM. “Ele foi morto por engano. O sem-terra que deveria ter sido assassinado também é negro. Há uma lista de outras pessoas para serem mortas”, advertiu Marcon, que levará as denúncias ao Ministério Público Estadual.
A demora em tornar público o nome do autor do tiro que matou Elton também indigna o deputado Raul Pont. “Não é possível ter um sistema de segurança que compactue com o assassinato”, frisou. Para ele, a cumplicidade, a omissão e a conivência da governadora Yeda Crusius com esse episódio é inaceitável.
Raul Pont contrapôs a eficiência da BM para apurar os responsáveis pela morte do soldado ocorrida em 1990 na Praça da Matriz durante confronte entre BM e sem-terra com a ineficiência para apontar o assassino do sem-terra de 44 anos. “Naquela oportunidade, a BM teve estrutura, organização e efetivo para cercar o Paço Municipal e tomar depoimentos em busca do pretenso culpado. Agora, essa mesma corporação age com um corporativismo inaceitável. Não é possível ter um sistema de segurança que compactua com o assassinato”, ressalta Pont.
A informação é da Agência de Notícias da AL/RS.
YEDA ASSASSINA PRA CRIAR NUVEM DE FUMAÇA
Parece que o governo da paulista Yeda Crusius (PSDB), o mais corrupto, sem vergonha e nojento da história do Rio Grande, encontrou uma forma eficaz para desviar a atenção da opinião pública sobre as acusações de improbidade administrativa que lhe pesa na justiça federal gaúcha: o assassinato.
Depois do desbaratamento da quadrilha de sádicos que há anos saqueiam os cofres públicos do estado, podemos concluir que todo e qualquer ato truculento e espetacular praticado pelo Governo Yeda é mesmo para desviar o foco da imprensa e da sociedade gaúcha.
Um brigadiano mata covardemente Élton Brum da Silva, um membro do MST, com um tiro pelas costas! Um tiro que nem de longe os camponeses poderiam disparar, posto que nem sonham em ter esse tipo de arma: o disparo saiu de uma espingarda calibre .12 contendo chumbo do tipo 3 (conhecido como “balim”) – munição típica de combate militar.
A partir de então a mídia não fala em outra coisa.
E mais: falam também no empenho da governadora em buscar os culpados, já tendo feito cabeças rolarem, como a do Coronel Lauro Binsfield que foi para o picador logo no dia seguinte.
Fiquem certos que logo logo aparecerá um ariguá qualquer para levar a culpa, um pobre diabo da corporação, pois a corda sempre arrebenta no lado mais fraco, e os mais fracos sempre são os menos graduados no seio miliciano.
E fiquem mais certos ainda que a Dona Yeda ainda aparecerá como magnânima, paladina da justiça, chorando em público a morte do lavrador, se solidarizando com a família da vítima.
Um circo macabro onde tudo é cuidadosamente calculado. [...]
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Depois do desbaratamento da quadrilha de sádicos que há anos saqueiam os cofres públicos do estado, podemos concluir que todo e qualquer ato truculento e espetacular praticado pelo Governo Yeda é mesmo para desviar o foco da imprensa e da sociedade gaúcha.
Um brigadiano mata covardemente Élton Brum da Silva, um membro do MST, com um tiro pelas costas! Um tiro que nem de longe os camponeses poderiam disparar, posto que nem sonham em ter esse tipo de arma: o disparo saiu de uma espingarda calibre .12 contendo chumbo do tipo 3 (conhecido como “balim”) – munição típica de combate militar.
A partir de então a mídia não fala em outra coisa.
E mais: falam também no empenho da governadora em buscar os culpados, já tendo feito cabeças rolarem, como a do Coronel Lauro Binsfield que foi para o picador logo no dia seguinte.
Fiquem certos que logo logo aparecerá um ariguá qualquer para levar a culpa, um pobre diabo da corporação, pois a corda sempre arrebenta no lado mais fraco, e os mais fracos sempre são os menos graduados no seio miliciano.
E fiquem mais certos ainda que a Dona Yeda ainda aparecerá como magnânima, paladina da justiça, chorando em público a morte do lavrador, se solidarizando com a família da vítima.
Um circo macabro onde tudo é cuidadosamente calculado. [...]
Extraido de Temporal de idéias
domingo, 23 de agosto de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
SEM TERRA FOI ASSASSINADO PELAS COSTAS POR OFICIAL DA BRIGADA MILITAR!
Fonte: RS Urgente.
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Companheiros e companheiras,
Há poucos instantes foi covardemente assassinado pela Brigada Militar um militante do MST em São Gabriel.
O Levante fará um ato hoje às 17:30 na esquina democrática para denunciar este crime inaceitável.
A presença de todos é imprescindível para demonstrarmos nossa revolta com esta sociedade que seifa vidas a serviço do capital.
O Levante fará um ato hoje às 17:30 na esquina democrática para denunciar este crime inaceitável.
A presença de todos é imprescindível para demonstrarmos nossa revolta com esta sociedade que seifa vidas a serviço do capital.
Somos todos sem terra!
17:30 na esquina democrática, hoje 21/08. - ||| LEIA TUDO AQUI! ||| -
POLÍCIA ASSASSINA!!!
Sem Terra é assassinado em despejo na fazenda Southall

O trabalhador rural Elton Brum da Silva foi morto na manhã desta sexta-feira (21/8) em São Gabriel, no Rio Grande do Sul. O trabalhador, que levou um tiro no peito, foi levado por policiais da Brigada Militar que faziam o despejo da Fazenda Southall à Santa Casa do município. No entanto, os funcionários do hospital se negam a dar informações e dizem que devem ser obtidas com a polícia, que também está omitindo o fato.
O MST lamenta com pesar o ocorrido e responsabiliza os governos e a Justiça. Afinal, é de conhecimento público a truculência usada pela Brigada Militar nas ações de despejo. Mesmo assim, os poderes públicos optam por tratar as questões sociais, como a Reforma Agrária, como caso de polícia.
Assista ao VÍDEO em que os Sem Terra fazem um retrato da área onde ocorreu o despejo e da violência da Brigada Militar.
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O MST lamenta com pesar o ocorrido e responsabiliza os governos e a Justiça. Afinal, é de conhecimento público a truculência usada pela Brigada Militar nas ações de despejo. Mesmo assim, os poderes públicos optam por tratar as questões sociais, como a Reforma Agrária, como caso de polícia.
Assista ao VÍDEO em que os Sem Terra fazem um retrato da área onde ocorreu o despejo e da violência da Brigada Militar.
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