A exatos 41 anos da morte do Che a música do compositor e violonista uruguaio Eduardo Solari, a intervenção da Oficina Popular de Teatro da Restinga e um bom bate papo com o Professor da UFRGS Jorge Qüillfeldt na sua palestra Che no século XXI, marcaram o lançamento, pela Editora Expressão Popular, da biografia Ernesto Guevara , também conhecido como Che de Paco Ignácio Taibo II no Quilombo das Artes na escadaria da Borges, 719.O Evento organizado pelo Grupo Utopia e Luta, Associação Cultural José Marti e Via Campesina teve início às 20h de ontem foi um momento importante e místico para relembrar a historia do nosso querido Che e também pra discutir a questão da mitificação do Líder que é justamente uma abordagem que diferencia o livro de outras biografias sobre Che Guevara.
Na orelha do livro...
Che é um dos revolucionários mais conhecidos e admirados do mundo. Há mais de 40 anos de sua morte – e 80 anos de seu nascimento – seu compromisso com a história permanece um símbolo de rebelião, esperança e justiça. Ernesto Guevara, também conhecido como Che é uma biografia minuciosa e detalhada, que revela na sua plenitude um homem sempre pronto para a luta. Paco Ignácio Taibo II, a partir de um vasto material e recorrendo a textos do Che – fragmentos de cartas pessoais e públicas, diários, notas manuscritas, artigos, poemas, livros, discursos, conferências, declarações em atas, entrevistas, frases e testemunhos de companheiros –, faz do próprio Che o segundo narrador desta história.Este livro, escrito com grande intensidade e dedicação, por sua fidelidade histórica, é uma crítica contundente aos que querem separar Che de suas idéias e limitar sua herança a rótulos. Esta obra é também uma resposta aos que usurpam sua trajetória, adulterando-a, para golpear seus camaradas de armas.
Após a leitura destas páginas, o mito reencontra o homem, seu pensamento e ação. Assim nos colocamos diante daquele que foi “o mais sóbrio praticante do socialismo” (Debray) e “o mais completo ser humano de nossa época” (Jean-Paul Sartre).













Durante as intervenções foi apresentada uma proposta de continuidade deste questionamento ao caráter da universidade através da formação de frentes de organização que se mobilizarão em torno de bandeiras específicas, tais como a construção de estágios de vivências nos movimentos sociais, o suporte aos cursinhos populares, as ações afirmativas na graduação e na pós e a defesa da educação básica.

