terça-feira, 27 de outubro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Com volta de Zelaya ao país, Honduras acirra luta anti-golpista
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A súbita aparição do presidente deposto, Manuel Zelaya, em Honduras forçou o governo golpista de Roberto Micheletti a manter a tirania no país. Zelaya foi deposto pelas forças militares no final de junho, ao tentar fazer um consulta popular sobre mudanças constitucionais. Nesta semana, ele reapareceu em Honduras e se refugiou na embaixada brasileira. Em meio às repressões e mortes, o governo golpista diz tentar negociação.
A tentativa de diálogo parece frustrada, visto que Zelaya discorda da premissa para a negociação acontecer: o retorno ao mandato presidencial seria, antemão, vetado.
A articulação do governo golpista é feita com apoio do empresariado hondurenho, através do Conselho Hondurenho de Empresas Privadas (Cohep). Tal conselho assegurou apoio de mais de 60 empresas à Micheletti, alegando que assim estariam apoiando a “institucionalidade que sempre defenderam”.
Os golpistas pedem que Zelaya reconheça as eleições presidenciais em Honduras, marcadas para novembro. O presidente deposto se nega a acatar o pedido. A comunidade internacional, que também não reconhece o regime de Micheletti, já declarou que para reconhecer as eleições é imprescindível que Zelaya seja restituído.
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A súbita aparição do presidente deposto, Manuel Zelaya, em Honduras forçou o governo golpista de Roberto Micheletti a manter a tirania no país. Zelaya foi deposto pelas forças militares no final de junho, ao tentar fazer um consulta popular sobre mudanças constitucionais. Nesta semana, ele reapareceu em Honduras e se refugiou na embaixada brasileira. Em meio às repressões e mortes, o governo golpista diz tentar negociação.
A tentativa de diálogo parece frustrada, visto que Zelaya discorda da premissa para a negociação acontecer: o retorno ao mandato presidencial seria, antemão, vetado.
A articulação do governo golpista é feita com apoio do empresariado hondurenho, através do Conselho Hondurenho de Empresas Privadas (Cohep). Tal conselho assegurou apoio de mais de 60 empresas à Micheletti, alegando que assim estariam apoiando a “institucionalidade que sempre defenderam”.
Os golpistas pedem que Zelaya reconheça as eleições presidenciais em Honduras, marcadas para novembro. O presidente deposto se nega a acatar o pedido. A comunidade internacional, que também não reconhece o regime de Micheletti, já declarou que para reconhecer as eleições é imprescindível que Zelaya seja restituído.
Por Ana Maria Amorim da Radioagência NP.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
ÁUDIO!
Agitação e Propaganda como tática de transformação
Apresentação Ana Claudia Mielki e Mércia Silveira
Coordenação Danilo Augusto
Produção Igor Felippe Santos
Coordenação Danilo Augusto
Produção Igor Felippe Santos
No Brasil, podemos falar simplesmente AGITPROP, sigla que se formou com a junção das palavras. Nosso companheiro Douglas Estevam, do coletivo de cultura do MST, nos coloca quais os objetivos do trabalho de agitação e propaganda e fala da importância de se resgatar esse tipo de atividade dentro dos movimentos sociais. Ouça o programa
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Resistência das mulheres camponesas é tema de livro
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A luta das mulheres, em especial das camponesas, foi publicada no livro “Mulheres – resistência e luta em defesa da vida”. A obra é uma realização conjunta da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese) e do Movimento das Mulheres Camponesas (MMC). O livro discorre sobre a história da luta das mulheres no Brasil, a organização do MMC no Rio Grande do Sul e a ação das camponesas no oito de março de 2006, quando ocuparam o horto da Aracruz Celulose.
A coordenadora do MMC e uma das escritoras do livro, Elisiene Jahn, ressalta a importância de resgatar o feminismo na sociedade.
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A coordenadora do MMC e uma das escritoras do livro, Elisiene Jahn, ressalta a importância de resgatar o feminismo na sociedade.
“Percebemos, desde a década de 70, um avanço do debate feminista gradativo dentro das organizações. Mas também vemos que ainda há muito a avançar na sociedade. Porque muito se diz que as mulheres avançaram por poder trabalhar fora, mas a sobrecarga do trabalho, a violência e a opressão continuam.”Elisiane pontua a importância do ato na Aracruz Celulose, quando mulheres camponesas destruíram mudas de eucalipto para denunciar a degradação que a empresa fazia na região. O ato tem um capítulo à parte no livro.
“Para nós, o ato demarca um período na luta não só das mulheres, mas da classe trabalhadora em um contexto geral, por conta também do que a própria imprensa noticiou sem ouvir as mulheres. Tentamos mostrar o outro lado.”O livro será lançado oficialmente no mês de outubro, em Palmeira das Missões (RS). A compra já é possível pela internet.
Por Ana Maria Amorim da Radioagência NP .
Obras da Votorantim utilizavam 98 trabalhadores em condição escrava
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O Ministério Público do Trabalho, através de seus fiscais, resgatou 98 trabalhadores em condição semelhante à de escravidão nas obras da Usina Salto do Rio Verdinho, no interior de Goiás. Sob a responsabilidade da Votorantim Energia, a construção faz parte do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), que tem financiamento de R$ 250 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Os trabalhadores foram privados de camas e banheiros e não recebiam salários – o trabalho era trocado por comida. Eles trabalhavam para uma empresa terceirizada, a Construtora Lima e Cerávolo, responsável pelo desmate da área da usina. O coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), José Neto, falou sobre a responsabilidade da Votorantim no caso.
"A Votorantim contratou a empresa, então deve ter todas as informações referentes a esta empresa. Se a empresa fere as leis trabalhistas e a dignidade humana, a Votorantim tem que estar ciente disto e fiscalizar, senão a Votorantim se omite e vira cúmplice deste fato.”Para José Neto, o caso serve para desmistificar a ideia de que o uso de trabalho escravo não acontece em construções.
“Tem que se descaracterizar que só a cana e plantações de monocultura têm trabalho escravo. Ele existe em outras situações, sempre ligado a grandes produtores ou grandes empresas, como neste caso da Votorantim.”Após a denúncia, a Votorantim pagou as dívidas que possuía com os trabalhadores, que somou um total de R$ 420 mil. Os trabalhadores também foram transportados para as suas cidades de origem. O contrato com a empresa Construtora Lima e Cerávolo foi cancelado.
Por Ana Maria Amorim da Radioagência NP.
Mais sobre o assunto:
• Em Jornada de Lutas, MAB denuncia impactos das barragens e modelo energético
• MST ocupa engenho da Votorantim em Pernambuco
• BNDES libera mais de R$1 bi para usinas com trabalho degradante - ||| LEIA TUDO AQUI! ||| -
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