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LEVANTE | Levante Popular da Juventude
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Somos um grupo de jovens que não baixam a cabeça para as injustiças e desigualdades. Entendemos que só com o povo unido, metendo a mão junto, é possível construir o novo mundo com que sonhamos.

O Levante atua junto aos movimentos da Via Campesina e movimentos urbanos como o Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), com a intenção de construir a organização popular em comunidades, vilas, escolas, assentamentos e acampamentos do Rio Grande do Sul.


A POESIA QUE ALIMENTA NOSSA LUTA


Cristina Nascimento

Vivemos numa mentira contada e repassada por nós mesmos
Pelos nossos pais, avós, de geração em geração, até chegar aos nossos filhos.
O que seria a verdadeira história do nosso querido Brasil.
Quem descobriu o Brasil? O branco, o negro ou o índio.
Até quando vamos aceitar os fatos históricos que nos contam
O que seria a verdade para um Brasil tão rico e tão pobre ao mesmo tempo
Deixamos que eles se apropriem de nossas almas e nossa indignação
Do que valeu a morte de tantos negros e índios se já não lutamos mais...
Sendo assim questionaremos a história contada e iremos atrás da verdadeira
Não vamos mais deixar eles se apropriarem de nossas vidas. Estudaremos!
Pensaremos com calma e a nossa maior motivação será mudar este futuro
Onde crianças passam fome, onde não se tem uma visão de uma vida melhor.
Até quando iremos aguentar viver só para comprar comida e se acomodar desta maneira
Somos nós que sofremos na pele o racismo, a exclusão, a exploração.
Então a história tem que ser contada de forma correta, pois cansamos do sistema falar por nós
Por que estamos lutando e o nosso povo irá se libertar.
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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Lugo sofre impeachment, vice assume em meia hora

Do Brasil de Fato e do Opera Mundi
O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, acaba de sofrer um impeachment. Seriam necessários 16 votos dos senadores para que ele se mantivesse no cargo. Ao final, foram 39 votos (de 45, sendo 4 contra e duas ausências) a favor pelo impeachment de Lugo.
Em meia hora, o vice, do Partido Liberal, Federico Franco será empossado. População pede dissolução do Parlamento paraguaio.
A Unasul, União de Nações Sul-Americanas, acaba de convocar uma reunião extraordinária. Ministros de Relações Exteriores de vários países se encontram em Assunção.
A decisão causou revolta do lado de fora do Parlamento, onde simpatizantes do presidente protestam contra a deposição e entram em confronto com a polícia. Porta-vozes de Lugo anunciaram que o presidente não apoiará nenhuma resistência armada, embora tenha classificado o julgamento político como um golpe parlamentar.
Com a derrubada de Lugo, que ainda não se pronunciou sobre a decisão, deve assumir o poder o vice-presidente Federico Franco, membro do PLRA (Partido Liberal Radical Autêntico), que até ontem integrava a base de apoio do governo.
A ruptura da aliança pelo Partido Liberal foi definitiva para a crise política no Paraguai, já que a oposição liderada pelo conservador Partido Colorado não tinha votos suficientes para levar o processo de impeachment adiante.
Lugo foi acusado pelos deputados e senadores de “mau desempenho de suas funções”, especialmente em relação a um confronto entre sem-terras e policiais no nordeste do país que terminou com 17 pessoas mortas, no último dia 15 de junho. O presidente é acusado pela direita de beneficiar grupos de camponeses em ações de ocupação de terra.
O tema do conflito agrário é um dos mais sensíveis no Paraguai, que tem uma brutal concentração de terras: 80% de terras férteis estão nas mãos de 2% da população, concentrando-se no agronegócio de alta produtividade, que gerou um crescimento econômico de 14,5% em 2010, mas ao custo de uma taxa de 39% da população vivendo abaixo dos níveis de pobreza e 19% em situação de pobreza extrema.

Defesa

Os advogados do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, contestaram o processo de impeachment aberto contra ele no Parlamento do país. Na sessão no Senado paraguaio, que foi convertido em tribunal, a defesa de Lugo acusou os parlamentares de terem organizado um processo com uma sentença “pré-escrita”. “O que está acontecendo aqui não é um julgamento, é uma condenação. É a execução de uma sentença”, disse o advogado Emílio Camacho.
Segundo o procurador-geral da República, Enrique García, o presidente paraguaio só recebeu as acusações de “má gestão do governo” às 18h10 locais (19h10 de Brasília) desta quinta-feira, o que em sua opinião "vicia constitucionalmente o julgamento político".
Em comunicado oficial, a Unasul (União das Nações Sul-americanas), que enviou uma missão de chanceleres ao país, classificaram o impeachment de Fernando Lugo como uma “quebra da ordem democrática” no Paraguai

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TENTATIVA DE GOLPE NO PARAGUAI

NÃO AO GOLPE NO PARAGUAI!
MEXEU COM UM
MEXEU COM TODOS!

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quarta-feira, 30 de março de 2011

SEMINÁRIO MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA

clique na imagem para ver a programação completa

Começa hoje o seminário Memória, Verdade e Justiça: As Marcas das Ditaduras no Cone Sul. O seminário tem uma prgramação bem completa com intervenções teatrais, música, mesas redonda e exibição de filmes.

Daqui a dois dias completam-se 47 anos do golpe civil-militar fascista "instituído pela força militar [em que] milhares de cidadãos foram presos espancados, torturados, espezinahdos pela polícia e pelos oficiais encarregados dos IPMS", como relatou Carlos Marighella no livro "Por que resisti à prisão".

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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Tentativa de Golpe no Equador


Vídeo, em espanhol, com a cobertura da tentativa de golpe de Estado no Equador.

O vídeo mostra os momentos de tensão que o povo do Equador e seu presidente viveram no último dia 30 de setembro. Mais do que uma simples campanha salarial, o que ocorreu no Equador foi uma tentativa da direita de dar um golpe de Estado para interromper o processo de transformações e libertação da sociedade equatoriana levada à cabo pelo presidente Rafael Correa.

Muitos meios de comunicação se apressaram em dizer que o que ocorreu foi uma simples manifestação de policiais militares contra a redução de benefícios/regalias e não uma tentativa de golpe. Fato desmentido pelas circunstâncias. Uma simples campanha salarial não faria com que ações coordendas dos policiais tomassem o aeroporto da capital Quito, que todos os quartéis da polícia fossem tomados, que as principais transmissoras da TV Estatal fossem ocupadas pelos rebeldes e, finalmente, que o presidente da República fosse sequestrado por um dia inteiro, sendo libertado à noite por uma força especial da polícia que se manteve fiel.

O povo equatoriano deu exemplo à América Latina e ao mundo ao sair às ruas para defender sua soberania.
"Nada nem ninguém irá deter a Revolução Cidadã. Equador não será uma nova Honduras. Aqui não haverá predão nem esquecimento."
Rafael Correa

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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Chile vive um grande drama em datas históricas

Lembranças se entrelaçam a situação de presos políticos mapuches

No momento em que o Chile comemora os 40 anos da vitória de Salvador Allende nas eleições presidenciais de 1970, que abriu a “via chilena para o socialismo”; no mês em que os chilenos recordam com pesar os 37 anos do golpe militar, quando Augusto Pinochet tomou frente do Estado sanguinário de uma das mais cruéis ditaduras sofridas na América Latina; e, além disso, no período em que todo o País comemora o bicentenário da sua independência política, uma grande luta é travada na história chilena atual.
As três datas que carregam a memória do país andino são lembradas com esperança em meio a situação dos 34 presos políticos mapuches que estão em greve de fome desde 12 de julho. O povo mapuche, que representa 90% da população originária do Chile, tem se mobilizado para barrar a militarização de comunidades locais e pela liberdade dos presos políticos indígenas.

São muitas as heranças da ditadura chilena. Ela persiste nas mortes promovidas pelos conglomerados econômicos que querem proteger suas riquezas e reflete nos mais de 60 dias em que os presos políticos negam alimento. Ela corre da luta constante desse povo pelo fim da Lei Antiterrorista, o dispositivo que era usado pelos militares, mas que desde 2001 passou a ser aplicado na população mapuche para conter suas reivindicações. Terrorismo - disse um representante mapuche - é a invasão das casas com forças especiais, com bombas lacrimogêneas e submetralhadoras apontadas para crianças, idosos e trabalhadores.

Os inimigos do povo mapuche são desde muito tempo os grupos econômicos. As grandes corporações, que se amparam na legislação do Estado para reprimir as comunidades originárias, são parte do império que formava a ditadura Pinochet. Milhares de hectares reivindicados pelos mapuches estão ocupados por plantações de eucalipto, hidrelétricas, mineradoras, complexos turísticos e transnacionais. Essa cara da burguesia foi reinventada pelo modelo neoliberal de 20 anos pra cá e incentiva um dos maiores abismos socioeconômicos encontrados no mundo e vividos entre pobres e ricos chilenos.

A verdade é que há mais de 100 anos o povo mapuche luta pela devolução de seu território ancestral. Esses guerreiros são a população latina que mais resistiu a ocupação espanhola. Por mais de três séculos eles garantiram sua independência política e territorial, até que no século 19, o Estado chileno ocupou militarmente a zona mapuche e matou milhares de indígenas, mulheres e crianças.

A 37 anos do bombardeio militar do palácio de La Moneda, a memória de Salvador Allende ilumina o caminho do povo originário mapuche e de toda a população chilena que vive sufocada em miséria e opressão. Precisamente, aquela noite inesquecível de 4 de setembro de 1970, quando o companheiro Allende discursou na Alameda de Santiago, diante do povo que festejava sua vitória, com palavras de afeto sincero como sempre se dirigiu aos trabalhadores:

“Esta noite, quando acariciarem seus filhos, quando buscarem o descanso, pensem na manhã dura que teremos pela frente, quando precisaremos colocar mais paixão, mais carinho, para fazer o Chile cada vez maior e tornar cada vez mais justa a vida em nossa pátria”.

Salvador Allende, ex-presidente do Chile, morto no golpe militar de 1973

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terça-feira, 29 de junho de 2010

Honduras: Um ano de golpe

Há extamente um ano atrás forças militares subordinadas à elite hondurenha invadiram o dormitório do presidente, eleito democraticamente, Manuel Zelaya, e o destituiram do poder. Deste modo se instituiu a primeira ditadura do século XXI na América Latina. Desde então a repressão sobre os movimentos de oposição ao golpe se intensificou. Foram registrados mais de 4200 violações dos direitos humanos, 40 militantes foram assasinados e 3000 pessoas foram presas.

Como forma de legitimação do Golpe foram convocadas novas eleições. Em um processo altamente contestado Porfírio Lobo (Partido Nacional) assumiu a condição de presidente. No entanto, o verniz democrático não ofuscou a repressão política sobre as forças populares. Foram assasinados 12 dirigentes de organizações políticas e 9 jornalistas.
Luis Arturo Mondragón é o 9º jornalista morto este ano em Honduras.
Apesar da cumplicidade dos EUA, do silêncio da mídia, e da omissão dos organismos internacionais a resistência ao Golpe permanece viva. A Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP) lidera um movimento que já coletou um milhão e 200 mil assinaturas exigindo a volta de Zelaya e a convocação de um Assembléia Constituinte. Para hoje, aniversário do Golpe está marcado uma série de manifestações em todo o país.


Veja algumas charges do Carlos Latuff sobre o Golpe em Honduras.

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

46 ANOS DO GOLPE CIVIL-MILITAR

pescado do blog do Altamiro Borges

Quinta-feira, 1º de abril, marca os 46 anos do fatídico golpe civil-militar de 1964. Na época, o imperialismo estadunidense, os latifundiários e parte da burguesia nativa derrubaram o governo democraticamente eleito de João Goulart. Naquela época, a imprensa teve papel destacado nos preparativos do golpe. Na sequência, muitos jornalões continuaram apoiando a ditadura, as suas torturas e assassinatos. Outros engoliram o seu próprio veneno, sofrendo censura e perseguições.

Nesta triste data da história brasileira, vale à pena recordar os editoriais dos jornais burgueses – que clamaram pelo golpe, aplaudiram a instalação da ditadura militar e elogiaram a sua violência contra os democratas. No passado, os militares foram acionados para defender os saqueadores da nação. Hoje, esse papel é desempenhado pela mídia privada, que continua orquestrando golpes contra a democracia. Daí a importância de relembrar sempre os seus editorais da época:

“Fugiu Goulart e a democracia está sendo restaurada..., atendendo aos anseios nacionais de paz, tranqüilidade e progresso... As Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a nação na integridade de seus direitos, livrando-a do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal." O Globo, 2 de abril de 1964.

“Desde ontem se instalou no país a verdadeira legalidade... Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas.” Jornal do Brasil, 1º de abril de 1964.

Está aí revelada a cara fascista da máfio-mídia brasileira que apoiou o golpe civil-militar e hoje se esconde atrás da máscara da imparcialidade cumprindo o papel de tentar apagar da História o que ocorreu a partir de 1964. Todos os jornalões, sem exceção, são cúmplices do estupro que o Brasil sofreu há 46 anos.
A eles gritamos:

NUNCA ESQUECERMOS, JAMAIS PERDOAREMOS!

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domingo, 4 de outubro de 2009

LATUFF

São golpistas os que derrubaram Manuel Zelaya, como golpista também é a mídia brasileira, que tenta a todo custo nos convencer do contrário.
No caso de Roberto Micheletti renunciar e buscar asilo político, o Brasil poderia recebê-lo de braços abertos. Ou melhor, a imprensa brasileira. Quem sabe lhe arrumar um cargo de editor-chefe no Estadão, que em suas páginas tem culpabilizado a todos pelo golpe de estado em Honduras: Lula, Hugo Chaves, a diplomacia brasileira, o presidente deposto Manuel Zelaya. Menos os próprios golpistas, que aliás, para as rádios, jornais e TVs no Brasil, nem sequer são golpistas. Referem-se ao processo pelo qual Zelaya foi expulso como legítimo e constitucional. Constitucional, a meu ver, foi o "impeachment"que afastou Fernando Collor da presidência, seguindo todo um trâmite legislativo. A menos, é claro, que a constituição hondurenha entenda como legítimo mandar soldados encapuçados invadir na calada da noite a residência de um presidente eleito, e sob a mira de fuzis, enfiá-lo num avião rumo a outro país.

Mas o que esperar da mídia brasileira que tem uma Folha de São Paulo, que emprestou seus veículos de reportagem para agentes da repressão, e que mais recentemente referiu-se a ditadura no Brasil como "Ditabranda"? Ou mesmo as Organizações Globo, cujo /capo di tutti i capi/ Roberto Marinho, expandiu seus negócios graças ao apoio dado ao regime militar? São os mesmos veículos que chamaram de "oposição" os golpistas que tentaram derrubar os governos eleitos de Hugo Chaves e Evo Morales.

A culpa pelo golpe em Honduras é de Manuel Zelaya, assim como a culpa pelo golpe no Chile provavelmente foi de Salvador Allende. Os militares e os civis que os comandam não tem culpa. Nunca tiveram. Sejam eles oficiais que torturaram e mataram presos políticos no Brasil nos anos 60 e 70, ou mesmo policiais que torturam e matam nas favelas cariocas nos dias atuais. Assim como Berlusconi tenta reabilitar o fascismo quando disse que Mussolini "nunca matou ninguem" e que enviava seus opositores a "colônias de férias", a mídia brasileira tenta, com seus maneirismos, reabilitar as ditaduras.

São golpistas os que derrubaram Manuel Zelaya, como golpista também é a mídia brasileira, que tenta a todo custo nos convencer do contrário.

Carlos Latuff é chargista.

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

CONTRA O GOLPE MILITAR, CONTRA-GOLPE POPULAR!!


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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Com volta de Zelaya ao país, Honduras acirra luta anti-golpista


Clique e ouça
A súbita aparição do presidente deposto, Manuel Zelaya, em Honduras forçou o governo golpista de Roberto Micheletti a manter a tirania no país. Zelaya foi deposto pelas forças militares no final de junho, ao tentar fazer um consulta popular sobre mudanças constitucionais. Nesta semana, ele reapareceu em Honduras e se refugiou na embaixada brasileira. Em meio às repressões e mortes, o governo golpista diz tentar negociação.

A tentativa de diálogo parece frustrada, visto que Zelaya discorda da premissa para a negociação acontecer: o retorno ao mandato presidencial seria, antemão, vetado.

A articulação do governo golpista é feita com apoio do empresariado hondurenho, através do Conselho Hondurenho de Empresas Privadas (Cohep). Tal conselho assegurou apoio de mais de 60 empresas à Micheletti, alegando que assim estariam apoiando a “institucionalidade que sempre defenderam”.

Os golpistas pedem que Zelaya reconheça as eleições presidenciais em Honduras, marcadas para novembro. O presidente deposto se nega a acatar o pedido. A comunidade internacional, que também não reconhece o regime de Micheletti, já declarou que para reconhecer as eleições é imprescindível que Zelaya seja restituído.
Por Ana Maria Amorim da Radioagência NP.

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

HONDURAS

Clique e ouça!

O presidente constitucional hondurenho voltou a Tegucigalpa, está ali desde a madrugada desta segunda-feira 21, aos 86 dias do golpe de estado. O clima nas ruas da capital hondurenha é de mobilização, festividade e alerta.

Zelaya reuniu-se com dirigentes da Frente de Resistência na Embaixada do Brasil dirigindo-se à sede das Nações Unidas. Na sacada da sede diplomática brasileira cumprimentou a multidão que estava ali reunida. Foi a confirmação do rumor que correu como rastilho de pólvora, chegando a emissoras de rádio alternativas, que divulgaram a novidade e fizeram com que a população fosse às ruas.

Rádio Mundo Real contactou a integrante da Via Campesina Honduras Mabel Márquez, que estava saindo das imediações da embaixada brasileira e disse que, sendo as 13.30 horas locais, a presença das forças repressivas crescia, embora não foram registrados choques com a população que deu as boas-vindas a seu presidente, quase 3 meses depois do golpe que o sequestrou do país.

informações da Rádio Mundo Real

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11 DE SETEMBRO

O 11 de setembro marcou a vida de milhares de pessoas. Transformou completamente a vida de um país. Implantou a política do medo e fez dos seus cidadãos escravos de si mesmos. O 11 de setembro em questão não foi aquele televisionado para o mundo todo. Não teve repercussões de caráter universal e comoção geral. Na verdade, possuiu uma história recorrente neste continente: os interesses do primeiro mundo influenciando diretamente a política da América Latina. O 11 de setembro em questão é o de 1973, o dia em que o presidente chileno, eleito democraticamente, Salvador Allende, foi destituído do poder pelo golpe militar.

Depois de ter perdido a eleição em 1964, Salvador Allende se tornou, em 1970, o primeiro presidente socialista marxista da América Latina. Mesmo distanciado da política da guerra fria e das influências direta dos grandes países comunistas como URSS e China, o Chile virara um temor para o outro lado frio da guerra. Os Estados Unidos através da CIA deixou claro que o objetivo a ser conquistado seria a destituição do presidente eleito Salvador Allende.

Allende foi responsável por nacionalizar os bancos e estatizar as minas de cobre - principal produto de exportação chileno. Amado pelo povo, Salvador Allende, médico, intelectual, amante das artes, e verdadeiro concretizador das teorias socialistas, acreditava na política como ferramenta do povo para o seu próprio bem estar. Obviamente, os americanos não viam com bons olhos mais um país comunista no Continente. As manobras políticas foram cruciais para que houvesse o golpe militar. Orquestrado pelo secretário Henry Kissinger, o objetivo seria minar por completo a capacidade econômica do Chile, bloqueando as importações de produtos essenciais para a indústria, como parafusos e combustível. Greves e manifestações “populares” foram manipuladas. Assim, no dia 11 de setembro de 1973, o Chile foi tomado pelas forças armadas, lideradas pelo General Augusto Pinochet.

Todo esse episódio triste e marcante na vida dos chilenos pode ser visto no documentário “A Batalha do Chile”. Composto por três filmes, essa trilogia é considerado por muitos críticos como um dos melhores filmes produzidos na América Latina. Esse que vos fala, no mínimo, o considera como o mais importante documentário político da história da sétima arte. O diretor Patrício Guzmán registrou todos os momentos: da eleição de Salvador Allende até a sua derrubada. Dividido em três partes, o filme consegue transmitir com clareza tudo aquilo que estava acontecendo.

A 1ª parte, “A Insurreição da Burguesia”, registra os momentos da primeira eleição perdida de Salvador Allende até a sua eleição em 1970. Dedica grande parte do tempo demonstrando a insatisfação da população com a política do Chile, a dominação estrangeira na economia, os casos de corrupção, e a ausência de um grande líder. Patrício que em nenhum momento tenta transparecer imparcialidade deixa claro todos os motivos e objetivos daquela que seria uma grande conquista. Na 2ª parte, “O Golpe Militar”, Patrício faz jus de ter sua obra considerada como o melhor filme da América Latina. É aqui que o seu lado investigativo e corajoso vem à tona. Ele esmiúça com detalhes todos os momentos que antecederam a derrubada do presidente Salvador Allende. Na 3ª parte, “O Poder Popular”, Patrício faz uma análise completa dos motivos políticos e manobras da oposição que levaram ao golpe.

Há exatos 30 anos do lançamento da 3ª parte, “A Batalha do Chile” é uma aula de como se produzir um documentário. Principalmente diante dessa nova leva de documentaristas que se esquivam dos elementos essenciais do documentário. A verdade captada pela câmera é a ferramenta mais importante na transmissão de uma idéia e não apenas um detalhe. Hoje, as encenações de relatos testemunhados pelos documentaristas não são apenas alegorias, e sim todo mecanismo escolhido para se contar uma história.

“A Batalha do Chile” conta uma verdade, registra e demonstra porque um filme pode ser tão importante.


Extraído do sítio A Prancheta.

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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O PIAZINHO DE HONDURAS MANDOU VER...

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