Luis Arturo Mondragón é o 9º jornalista morto este ano em Honduras.terça-feira, 29 de junho de 2010
Honduras: Um ano de golpe
Luis Arturo Mondragón é o 9º jornalista morto este ano em Honduras.quinta-feira, 1 de abril de 2010
46 ANOS DO GOLPE CIVIL-MILITAR
pescado do blog do Altamiro Borges
“Fugiu Goulart e a democracia está sendo restaurada..., atendendo aos anseios nacionais de paz, tranqüilidade e progresso... As Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a nação na integridade de seus direitos, livrando-a do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal." O Globo, 2 de abril de 1964.“Desde ontem se instalou no país a verdadeira legalidade... Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas.” Jornal do Brasil, 1º de abril de 1964.
A eles gritamos:
NUNCA ESQUECERMOS, JAMAIS PERDOAREMOS!
domingo, 4 de outubro de 2009
LATUFF

Mas o que esperar da mídia brasileira que tem uma Folha de São Paulo, que emprestou seus veículos de reportagem para agentes da repressão, e que mais recentemente referiu-se a ditadura no Brasil como "Ditabranda"? Ou mesmo as Organizações Globo, cujo /capo di tutti i capi/ Roberto Marinho, expandiu seus negócios graças ao apoio dado ao regime militar? São os mesmos veículos que chamaram de "oposição" os golpistas que tentaram derrubar os governos eleitos de Hugo Chaves e Evo Morales.
A culpa pelo golpe em Honduras é de Manuel Zelaya, assim como a culpa pelo golpe no Chile provavelmente foi de Salvador Allende. Os militares e os civis que os comandam não tem culpa. Nunca tiveram. Sejam eles oficiais que torturaram e mataram presos políticos no Brasil nos anos 60 e 70, ou mesmo policiais que torturam e matam nas favelas cariocas nos dias atuais. Assim como Berlusconi tenta reabilitar o fascismo quando disse que Mussolini "nunca matou ninguem" e que enviava seus opositores a "colônias de férias", a mídia brasileira tenta, com seus maneirismos, reabilitar as ditaduras.
São golpistas os que derrubaram Manuel Zelaya, como golpista também é a mídia brasileira, que tenta a todo custo nos convencer do contrário.
Carlos Latuff é chargista.
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Com volta de Zelaya ao país, Honduras acirra luta anti-golpista
A súbita aparição do presidente deposto, Manuel Zelaya, em Honduras forçou o governo golpista de Roberto Micheletti a manter a tirania no país. Zelaya foi deposto pelas forças militares no final de junho, ao tentar fazer um consulta popular sobre mudanças constitucionais. Nesta semana, ele reapareceu em Honduras e se refugiou na embaixada brasileira. Em meio às repressões e mortes, o governo golpista diz tentar negociação.
A tentativa de diálogo parece frustrada, visto que Zelaya discorda da premissa para a negociação acontecer: o retorno ao mandato presidencial seria, antemão, vetado.
A articulação do governo golpista é feita com apoio do empresariado hondurenho, através do Conselho Hondurenho de Empresas Privadas (Cohep). Tal conselho assegurou apoio de mais de 60 empresas à Micheletti, alegando que assim estariam apoiando a “institucionalidade que sempre defenderam”.
Os golpistas pedem que Zelaya reconheça as eleições presidenciais em Honduras, marcadas para novembro. O presidente deposto se nega a acatar o pedido. A comunidade internacional, que também não reconhece o regime de Micheletti, já declarou que para reconhecer as eleições é imprescindível que Zelaya seja restituído.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
NOTA
O alimento já está escasso, representando um grande problema principalmente às crianças.
Os policiais também dificultam a saída de pessoas doentes do acampamento. As poucas pessoas que, depois de muita insistência, conseguem ir ao hospital da cidade, ainda passam por interrogatório exaustivo pelos policiais no próprio hospital. As famílias estão em um verdadeiro presídio a céu aberto.
Mesmo após um despejo violento em que um policial assassinou um trabalhador sem terra em 21 de agosto na Fazenda Southall, em São Gabriel, a Brigada Militar não muda a maneira truculenta de agir e continua a reprimir as famílias. Da mesma forma, por meio da força policial o governo estadual continua a criminalizar os movimentos sociais e o governo federal, Incra e Ministério do Desenvolvimento Agrário não fazem a reforma agrária.
O MST responsabiliza os governos estadual e federal pelo que possa acontecer em São Gabriel e também em Porto Alegre, onde os sem-terra estão com ameaça de despejo iminente do Incra. As famílias irão permanecer nos locais porque suas reivindicações não foram atendidas.
As reivindicações das famílias acampadas são legítimas. Afinal, duas mil famílias vivem hoje em beira de estrada no RS querendo trabalhar e produzir alimentos. O MST exige que o Incra retome as negociações para a desapropriação das Fazendas Antoniazzi, onde podem ser assentadas 400 famílias. Os sem-terra também querem que o Incra desaproprie mais áreas a fim de assentar todas as famílias acampadas no estado. Para isso, o MST exige mudanças na política de aquisição de terras para a reforma agrária no RS.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
11 DE SETEMBRO
Depois de ter perdido a eleição em 1964, Salvador Allende se tornou, em 1970, o primeiro presidente socialista marxista da América Latina. Mesmo distanciado da política da guerra fria e das influências direta dos grandes países comunistas como URSS e China, o Chile virara um temor para o outro lado frio da guerra. Os Estados Unidos através da CIA deixou claro que o objetivo a ser conquistado seria a destituição do presidente eleito Salvador Allende.
Allende foi responsável por nacionalizar os bancos e estatizar as minas de cobre - principal produto de exportação chileno. Amado pelo povo, Salvador Allende, médico, intelectual, amante das artes, e verdadeiro concretizador das teorias socialistas, acreditava na política como ferramenta do povo para o seu próprio bem estar. Obviamente, os americanos não viam com bons olhos mais um país comunista no Continente. As manobras políticas foram cruciais para que houvesse o golpe militar. Orquestrado pelo secretário Henry Kissinger, o objetivo seria minar por completo a capacidade econômica do Chile, bloqueando as importações de produtos essenciais para a indústria, como parafusos e combustível. Greves e manifestações “populares” foram manipuladas. Assim, no dia 11 de setembro de 1973, o Chile foi tomado pelas forças armadas, lideradas pelo General Augusto Pinochet.
Todo esse episódio triste e marcante na vida dos chilenos pode ser visto no documentário “A Batalha do Chile”. Composto por três filmes, essa trilogia é considerado por muitos críticos como um dos melhores filmes produzidos na América Latina. Esse que vos fala, no mínimo, o considera como o mais importante documentário político da história da sétima arte. O diretor Patrício Guzmán registrou todos os momentos: da eleição de Salvador Allende até a sua derrubada. Dividido em três partes, o filme consegue transmitir com clareza tudo aquilo que estava acontecendo.
A 1ª parte, “A Insurreição da Burguesia”, registra os momentos da primeira eleição perdida de Salvador Allende até a sua eleição em 1970. Dedica grande parte do tempo demonstrando a insatisfação da população com a política do Chile, a dominação estrangeira na economia, os casos de corrupção, e a ausência de um grande líder. Patrício que em nenhum momento tenta transparecer imparcialidade deixa claro todos os motivos e objetivos daquela que seria uma grande conquista. Na 2ª parte, “O Golpe Militar”, Patrício faz jus de ter sua obra considerada como o melhor filme da América Latina. É aqui que o seu lado investigativo e corajoso vem à tona. Ele esmiúça com detalhes todos os momentos que antecederam a derrubada do presidente Salvador Allende. Na 3ª parte, “O Poder Popular”, Patrício faz uma análise completa dos motivos políticos e manobras da oposição que levaram ao golpe.
Há exatos 30 anos do lançamento da 3ª parte, “A Batalha do Chile” é uma aula de como se produzir um documentário. Principalmente diante dessa nova leva de documentaristas que se esquivam dos elementos essenciais do documentário. A verdade captada pela câmera é a ferramenta mais importante na transmissão de uma idéia e não apenas um detalhe. Hoje, as encenações de relatos testemunhados pelos documentaristas não são apenas alegorias, e sim todo mecanismo escolhido para se contar uma história.
Extraído do sítio A Prancheta. - ||| LEIA TUDO AQUI! ||| -










