quinta-feira, 6 de setembro de 2012
VAMOS FALAR SOBRE COTAS?
No final da tarde de ontem, 5/9, aconteceu em Santa Maria a Aula Pública "Vamos Falar Sobre Cotas". Essa atividade, proposta por diversos coletivos e movimentos- entre eles o Levante- foi construída em razão da necessidade de discutir o assunto, uma vez que temos a UFSM- Universidade Federal de Santa Maria- , que tem em seu sistema de ingresso as ações afirmativas, e em função do “exército anti-cotas”, que promoveu manifestações contrárias às cotas, onde se percebeu muita falta de informação e esclarecimento acerca da realidade dos cotistas, por parte dos que integraram o exército. Leia mais sobre o exército anti-cotas aqui
A aula pública reuniu cerca de 300 pessoas que pararam para ouvir negros/negras e indígenas que compuseram a mesa de debate. Entre as falas, relatos que retomaram a importância de se fazer um recorte histórico e social quando o assunto é ação afirmativa, uma vez que as condições não são as mesmas para estudantes não negros e indígenas. Principalmente para estudantes de classe média ou das grandes elites, cuja realidade é totalmente diferente dos que necessitam do amparo de políticas públicas.
Ações Afirmativas?
As ações afirmativas são um conjunto de ações privadas e/ou políticas públicas que tem como objetivo reparar os aspectos discriminatórios que impedem o acesso de pessoas pertencentes a diversos grupos sociais às mais diferentes oportunidades. Por exemplo, a participação de mulheres em sindicatos, a gratuidade dos idosos no transporte coletivo, a garantia de vagas para portadores de deficiência em empresas, etc.
Cotas, por que sim?
Mesmo com o fim da escravidão, a segregação racial continuou existindo de forma camuflada no Brasil. Essa é uma das razões que fazem com que a adoção de políticas públicas específicas para afro-brasileiros sejam necessárias.
A discriminação racial no Brasil é bastante particular e precisa ser vista com atenção. Não tivemos apartheid, mas o racismo à brasileira persiste na nossa cultura e na nossa sociedade. Bem como, a descriminação e falta de atenção para com os indígenas, os donos da terra.
As cotas têm um papel além da promoção do ingresso de uma população específica na universidade. As cotas estimulam o debate sobre a questão racial, questionam a diversidade dentro de instituições de ensino e nos fazem refletir nas consequências do nosso passado escravo. Além disso, a adoção de cotas raciais nos convida a repensar antigos preconceitos e estereótipos.
LEVANTE PELAS COTAS!
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
COTAS NAS UNIVERSIDADES
Foi sancionada ontem pela presidenta Dilma a lei que reserva 50% das vagas das universidades federais e das escolas técnicas federais para alunos negros e pobres.
"As universidades e institutos federais terão quatro anos para implantar progressivamente o percentual de reserva de vagas estabelecido pela lei, mesmo as que já adotam algum tipo de sistema afirmativo na seleção de estudantes. As regras e o cronograma para a transição serão estabelecidos pela regulamentação da lei, que deve sair ainda este ano, a tempo de garantir a entrada da lei em vigor no ano que vem."

Essa é uma pauta histórica para o Levante Popular da Juventude. Fomos uma das primeiras organizações a lutar pela implementação da política de cotas na UFRGS e há anos lutamos pela melhoria da educação pública em nosso país com campanhas contra o fechamento das escolas no campo, contra a política de "enturmação" do governo Yeda e pelo acesso do povo pobre ao latifúndio do conhecimento, que são as universidades públicas.
Mais um passo foi dado para romper com uma tradição histórica da produção de conhecimento no Brasil, que desde a primeira universidade construída privilegiou os filhos da elite ao acesso das vagas. A aprovação das cotas em todas as escolas federais é uma vitória do povo brasileiro!
LEVANTE PELAS COTAS!
Leia a notícia completa em levante.org.br
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012
LEVANTE PELAS COTAS
Depois de aprovado no Congresso, o Projeto de lei que institui 50% de Cotas nas universidades federais, depende agora da aprovação presidencial.
Desde a aprovação do Projeto está havendo uma forte reação conservadora articulada por Cursinhos Pré-vestibulares e Escolas particulares. Para que esta conquista se efetive, o Levante Popular da Juventude está lançando uma campanha nacional - "Levante pelas Cotas". Nos próximos dias a Presidenta Dilma terá que sancionar ou não o projeto. Não deixe que conservadorismo barre esta política de democratização do acesso a Universidade. Manifeste-se!
Levante pelas Cotas!!!
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
EXÉRCITO ANTI-COTAS: A TROPA DA ELITE
No dia 16 de agosto, aconteceu em
Santa Maria, mais precisa e ironicamente em frente ao Theatro Treze de Maio (cujo
nome retoma a falsa abolição da escravatura); um dos primeiros desdobramentos da Lei de
Cotas aprovada pelo STF. Brancos, classe
média alta, estudantes de escola particular, autodenominados ‘Exército
Anti-cotas’ foram às ruas.
Um grupo de cerca de 150 jovens deste ‘exército’, percorreram as ruas alegando protestarem por igualdade, e educação de qualidade, mas a faixa que encabeçou o protesto já deixava claro a motivação central do ato, ‘Exército Anti-cotas’. Empolgação, ânimos exaltados, rostos pintados de preto e branco em analogia a tal “igualdade”, um protesto com tudo o que tem direito, comprovadamente financiado por representantes de instituições privadas.
Os jovens, alheios ao debate histórico pautado por setores do movimento negro, se sentiram prejudicados por disputarem agora 50% das vagas e não mais seus 70, 80% anteriores. Evidenciando a falta de consciência social com posicionamentos baseados em uma meritocracia individualista, que não considera as condições econômicas da realidade brasileira.
Novas manifestações estão previstas para os primeiros dias de setembro, fruto de uma articulação nacional de combate às ações afirmativas. Sempre que medidas democratizantes forem implementadas, haverá a reação raivosa dessa elite, acostumada com seus privilégios e socialmente acomodadas no topo da pirâmide social brasileira.
Contudo, a tarde teve um final inusitado, após serem surpreendidos por um grupo de militantes pró-cotas, indignados com o caráter da manifestação, surgiu a oportunidade do diálogo. Um debate foi promovido ao final da marcha, onde estudantes e militantes do movimento Negro, puderam expor seus pontos de vista, confrontando a ideologia burguesa refletida nas falas dos ‘anti-cotas’.
"E rancorosos, maldosos muitos são,
Quando falamos numa miníma reparação:
- Ações afirmativas, inclusão, cotas?!
- O opressor ameaça recalçar as botas..."
Carta à Mãe África - GOG
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
AGORA É LEI: 50 % DE COTAS NAS FEDERAIS
Enquanto a UFRGS barra, o Senado aprova as Cotas. Seria o CONSUN mais reacionário que o Congresso Nacional?
Apenas 3 dias após a votação em que o Conselho Universitário da UFRGS rejeitou a proposta de ampliação das cotas, o Senado aprovou o Projeto de Lei que prevê a implementação de 50% de Cotas Sociais e Raciais em todas as Universidades Federais. O resultado demonstra o conservadorismo da posição do Conselho Universitário e da própria Reitoria ao defenderem uma proposta mais rebaixada que a do próprio Congresso, sabidamente uma das instituições mais elitistas e atrasadas do Estado brasileiro. Esta lei é uma conquista popular, na medida que somente a pressão de vários setores da sociedade possibilitou esta aprovação.
Há 10 anos atrás a política de Cotas era vista como polêmica, hoje é uma medida de democratização do Ensino Superior aceita por grande parte da sociedade, apesar dos esforços da mídia corporativa e de alguns segmentos dirigentes das universidades.
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sexta-feira, 3 de agosto de 2012
COTAS NA UFRGS!
Foi votada hoje no Conselho Universitário da UFRGS a manutenção da políticas de Cotas na universidade.
Confira as fotos do ato.
Mesmo com a pressão dos estudantes pela ampliação para 50% e desvinculação das cotas raciais e sociais, o Consun decidiu manter por mais 10 anos que 30% das vagas sejam destinadas a estudantes negros e de escola pública.
A Banda Loka do Levante esteve lá e garantiu a animação do ato pela manhã, que contou com a presença de estudantes secundaristas do Instituto de Educação e do colégio Walter Jobim de Viamão, entre outros. Enquanto a reunião do Consun acontecia, o Levante puxou uma roda de conversa com os secundaristas para que eles pudessem dar suas impressões sobre a política de cotas na universidade. Afinal de contas é para esses alunos que lutamos pela ampliação das cotas na UFRGS.
O POVO TAMBÉM QUER ENTRAR NA UNIVERSIDADE!
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Filtro: #LEVANTEPELAEDUCAÇÃO, AÇÕES AFIRMATIVAS, BANDA LOKA, CONSUN, COTAS, NOTÍCIAS, UFRGS, VÍDEOS
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
MAIS COTAS NA UFRGS JÁ!
Quando o programa de ações afirmativas foi aprovado para a UFGRS, em 2007, previa um prazo de vigência que iniciou em 2008 e que termina nesse ano. Agora, o CONSUN, Conselho Universitário responsável por votar o tema das ações afirmativas, volta a se reunir sobre o tema das cotas, para decidir pela manutenção ou não do programa. E essa votação que decidirá o futuro das cotas na nossa universidade está marcada para amanhã, dia 03/08, às 8h, no prédio da Reitoria da UFRGS.
As ações afirmativas são uma conquista histórica dos movimentos sociais para tornar menos elitista e branca nossa universidade. Ainda estamos longe de uma universidade verdadeiramente popular e democrática. Mas, até lá, precismos defender nossas conquistas e lutar pela manutenção de programas como as cotas.
Amanhã é dia de encher a universidade de gente, de música e de cantoria para mostrar que nossa luta não se esconde: queremos ampliação, permanência e desvinculação das cotas raciais das sociais!
QUANDO AS COTAS AVANÇAM,
A UFRGS NÃO RETROCEDE!
quinta-feira, 26 de julho de 2012
AMPLIAÇÃO DAS COTAS NA UFRGS
Conquistada em 2007, as cotas deram inicio ao processo de democratização do acesso a universidade. Cinco anos depois é hora de avançar ainda mais.
Na última sexta-feira o Conselho Universitário iniciou a votação sobre a política de cotas na UFRGS. O que está em disputa é a manutenção desta política. Ao contrário dos argumentos fascistas, de que as cotas iriam diminuir a qualidade da universidade, na realidade esta política demostrou ser bastante efetiva no aumento do percentual de estudantes pobres e negros, sem implicar no seu "padrão de excelência".
A implementação desta política em 2007 foi fruto de uma grande articulação de movimentos sociais, dentre eles o Levante Popular da Juventude, que através de um conjunto de mobilizações conseguiram se sobrepor ao elitismo e a visão conservadora que vigorava até então sobre o tema. Contudo, a conquista de 2007 foi uma vitória parcial, na medida em que a reserva de vagas ficou restrita a apenas a 30%, e as cotas raciais ficaram embutidas nas cotas sociais. Neste ano, chegou a hora de avançarmos ainda mais nesta política. Democratizar o acesso a universidade exige no mínimo 50% de cotas. Garantir uma representação de estudantes racialmente equilibrada exige a desvinculação entre as cotas sociais e raciais. Contudo, a nossa história recente nos ensina que só a luta e a mobilização podem conquistar estes avanços no processo de transformação das universidades em instituições que estejam de fato a serviço do povo brasileiro.
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
O POVO COMEÇA A CONQUISTAR A UNIVERSIDADE
Essa semana tivemos uma vitória importante para comemorar. A luta que fizemos no último ano pela ampliação de vagas na Universidade deu frutos.
Dia 23 de janeiro a Universidade Federal do Rio Grande do Sul divulgou o resultado do vestibular de 2012. Entraram nessa universidade 5.290 novos estudantes que terão a rara oportunidade de fazer uma faculdade sem ter que pagar mensalidade.
O diferencial desse ano é que entraram mais estudantes de escolas públicas e negros na UFRGS do que nos anos anteriores.
O diferencial desse ano é que entraram mais estudantes de escolas públicas e negros na UFRGS do que nos anos anteriores.
Cursos mais elitizados, como Direito, por exemplo, que no ano passado tiveram mais ou menos 15% de quotistas aprovados, dessa vez tiveram 30% das vagas ocupadas pelo sistema de quotas.
Essa diferença ocorreu porque nos anos anteriores em muitos cursos não entraram estudantes autodeclarados negros devido a um ponto de corte, uma pontuação mínima, como condição para entrar na universidade. Agora, como essa pontuação mínima foi abolida, o sistema de quotas começa a ser aplicado integralmente, como deveria ser desde a sua implantação em 2008. Vitória nossa! Vitória da juventude pobre que começa a entrar na universidade!
Fiquemos atentos, pois a direita já começou a criticar a presença de pobres e negros na universidade. Veja por exemplo a matéria de ontem do Jornal Zero Hora que critica essa mudanças . A democratização do acesso ao Ensino depende da nossa luta.
Essa diferença ocorreu porque nos anos anteriores em muitos cursos não entraram estudantes autodeclarados negros devido a um ponto de corte, uma pontuação mínima, como condição para entrar na universidade. Agora, como essa pontuação mínima foi abolida, o sistema de quotas começa a ser aplicado integralmente, como deveria ser desde a sua implantação em 2008. Vitória nossa! Vitória da juventude pobre que começa a entrar na universidade!
Fiquemos atentos, pois a direita já começou a criticar a presença de pobres e negros na universidade. Veja por exemplo a matéria de ontem do Jornal Zero Hora que critica essa mudanças . A democratização do acesso ao Ensino depende da nossa luta.
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010
A UFRGS pode, enfim, comemorar a semana da consciência negra!
A partir de 2006 a UFRGS foi obrigada, pela pressão dos movimentos sociais, a abrir seus olhos para um grande contingente da sociedade que estava do lado de fora dos seus muros: negros e pobres.
Em 2008, enfim, a UFRGS, passou a respirar novos ares, sentir outros cheios, conviver com uma nova cultura e enxergar outras cores. As cotas na Universidade permitiram que aqueles que sempre foram excluídos do ensino superior, passassem a ter acesso à produção do conhecimento na academia.
A trajetória de quem acompanhou esse processo começa a ser marcada por fatos inéditos. É nesse contexto que o fato de estudantes negros e cotistas pintarem uma faixa que faz referência a luta e ao dia da consciência negra, ganha novos contornos. Os estudantes que anteriormente não sabiam dessa data, hoje são, obrigatoriamente, lembrados, assim como são levados a refletir sobre as mudanças no perfil e nas cores da Universidade!
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