terça-feira, 27 de setembro de 2011
Polícia impede entrada de alimentos e água na ocupação do MST e faz disparo com arma de fogo
Na manhã desta terça-feira (27), a Brigada Militar impediu a entrada de alimentos e água no acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Viamão.
Durante a manhã, assentados e apoiadores do Movimento tentaram levar galões de água e comida para os acampados. Neste momento, a Brigada Militar impediu a passagem dos automóveis que levavam os alimentos. Os trabalhadores e trabalhadoras decidiram então, buscar a comida nos automóveis que estavam estacionados na rodovia RS 040 quando a Brigada Militar fez um disparo de arma de fogo.
Os acampados compreendem que essa ação é uma forma de intimidar a organização dos trabalhadores e das famílias acampadas do MST.
Até o momento o governo do estado não apresentou nenhuma solução definitiva para o assentamento imediato das mil famílias acampadas. Os trabalhadores permanecerão acampados na área por tempo indeterminado, mesmo com a repressão da Brigada Militar.
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quarta-feira, 20 de julho de 2011
A LUTA DE CLASSES EXISTE SIM!
Uma das principais armas da burguesia para enfrentar a classe trabalhadora é a fórmula de criminalização das lutas sociais, sejam estas lutas pela terra, moradia, saúde, educação etc. Por exemplo, através da mídia golpista, que leva ao ar e aos jornais apenas matérias que interessam diretamente aos seus patrocinadores, a opinião pública pode ser facilmente manipulada de forma que uma manifestação por melhores condições no transporte público seja vista como ato de vandalismo de uma pequena parcela da população que insiste em não aceitar 'as coisas como elas são'.
Além da mídia golpista, outro importante instrumento de combate da burguesia é o Estado de direito. O conjunto de leis do Estado, além de garantir a exploração do povo, funciona também como mecanismo de repressão contra aqueles que ousam levantar-se contra as injustiças cometidas pela classe burguesa.
LUTAR É DIREITO, NÃO É CRIME!
Um exemplo claro disso está acontecendo na cidade de João Pessoa, capital da Paraíba. O estudante Enver José Lopes Cabral está sendo processado por participar das manifestações públicas que reivindicavam melhorias no transporte público da cidade. No processo, ele é injustamente acusado de “tentativa de homicídio por arremessar um artefato em um ônibus com efeitos análogos ao engenho de uma dinamite”. E o pior é que o Minstério Público, ao invés de apurar as irregularidades e abusos existentes no sistema público de transporte, é quem está servindo de marionte dos empresários (a classe burguesa de que falamos um pouco antes) e processando o estudante.
Lutar por seus direitos não é crime! Assine a petição pública contra a criminalização das lutas do povo. Denuncie mais esta tentativa covarde de intimidar e calar a população.
SE O PRESENTE É DE LUTA, O AMANHÃ SERÁ NOSSO!
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terça-feira, 19 de julho de 2011
FEIRA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA E ACAMPAMENTO DA JUVENTUDE!
Foram três dias muito frios em Santa Maria. Mas a vontade de construir uma nova sociedade, o espírito de luta e a animação da juventude aqueceram a 7ª Feira de Economia Solidária do Mercosul.
Vídeo do programa Vida no Sul
Foi o nosso 6º acampamento em parceria com a feira, que todo o ano se esforça para que seja possível que a juventude se reúna não só para discutir os seus problemas, mas também para dizer que é necessário que os jovens se levantem contra as injustiças e abusos que os ricos, as classes dominantes, impõem em nossa sociedade.
Durante o acampamento reafirmamos nosso compromisso de lutar junto ao povo e construir o projeto de uma nação livre, soberana e com justiça social. E provamos que faça frio ou tenha ventoA JUVENTUDE ESTÁ EM MOVIMENTO!
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sexta-feira, 20 de agosto de 2010
ELTON BRUM PRESENTE
Há um ano a Brigada Militar, que tem como comandante-em-chefe a governadora Yeda Crusius, assassinou pelas costas o trabalhador e companheiro Elton Brum da Silva. Há um ano o silêncio omisso dos grandes meios de comunicação ajuda a acobertar os verdadeiros responsáveis por mais um crime cometido pelo Estado contra os trabalhadores.A família de Elton receberá por mês R$ 370,00 de indenização, como se isso fosse suprir a falta de um pai. Já a governadora, assim que deixar o cargo, receberá uma aposentadoria vitalícia de no mínimo 8 mil reais. O autor do disparo, Alexandre Curto dos Santos, não tem sequer a data de julgamento marcada.
Há um ano a impunidade persiste...
Há um ano o sangue de Elton continua a escorrer pelos latifúndios do estado como símbolo de que a luta pela conquista da terra é árdua, difícil, mas continua!
ELTON BRUM PRESENTE, PRESENTE, PRESENTE!
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quinta-feira, 29 de julho de 2010
Mesmo sem provas, políticos insistem em CPI contra movimentos sociais
Estado serve de estrutura para tornar crime a luta do povo
Semana passada acabou o prazo de funcionamento da CPI contra a reforma agrária. Nada foi encontrado que pudesse incriminar os movimentos sociais, mesmo após oito meses investigando entidades de apoio a luta pela terra.
Apesar de todo o dinheiro público gasto em vão por estes longos meses, a meta da burguesia e de seus representantes é mais uma vez criminalizar os movimentos sociais e impedir os avanços na reforma agrária, agora, através de uma CPI. Isto porque deputados e senadores insistem que a CPI deve ser prorrogada por mais seis meses, depois que os engajados parlamentares conseguirem um abaixo assinado para manter a farsa que defende o agronegócio e o latifúndio, dois atrasos sociais vigentes em nosso país.
As bancadas ruralistas na Câmara e no Senado, interessadas em manter a concentração de toda a terra brasileira nas mãos de poucos, querem tirar proveito do assunto também para fazer palanque eleitoral, além de realizar propaganda difamatória na mídia. Já podemos ouvir de candidatos às eleições deste ano discursos inflamados contra os que eles chamam de “invasores da propriedade”.
Não é de hoje que o Estado serve de estrutura para tornar crime a luta do povo. Não é a toa que lutadores dos direitos humanos, mortos, torturados e desaparecidos, são ignorados pela justiça, esta que também é aliada dos poderosos políticos e endinheirados.
Querem exemplos? Temos mais de 500 anos deles pra contar: como o sofrimento de indígenas e quilombolas por terem o direito a demarcação de suas terras ameaçado; há a matança no campo realizada por latifundiários que não querem devolver a terra que é do povo por direito, mas que um dia foi invadida por suas oligarquias que vem disseminando a desigualdade no Brasil desde o tempo da colonização; da mesma forma podemos falar dos mandatários da ditadura militar, torturadores e assassinos, que até então não acertaram as contas com as famílias de vítimas da repressão.
O parlamento brasileiro continua sendo usado a todo momento pelas classes abastadas que têm medo de perder para os mais pobres, por exemplo, sua imensidão de terras. Hoje, mais de 15 projetos que vão de encontro com os direitos sociais conquistados pelos indígenas, pobres e camponeses tramitam ou já foram aprovados no congresso nacional.
Veja alguns projetos que pretendem criminalizar aqueles que lutam por um pedaço de terra:
Querem exemplos? Temos mais de 500 anos deles pra contar: como o sofrimento de indígenas e quilombolas por terem o direito a demarcação de suas terras ameaçado; há a matança no campo realizada por latifundiários que não querem devolver a terra que é do povo por direito, mas que um dia foi invadida por suas oligarquias que vem disseminando a desigualdade no Brasil desde o tempo da colonização; da mesma forma podemos falar dos mandatários da ditadura militar, torturadores e assassinos, que até então não acertaram as contas com as famílias de vítimas da repressão.
O parlamento brasileiro continua sendo usado a todo momento pelas classes abastadas que têm medo de perder para os mais pobres, por exemplo, sua imensidão de terras. Hoje, mais de 15 projetos que vão de encontro com os direitos sociais conquistados pelos indígenas, pobres e camponeses tramitam ou já foram aprovados no congresso nacional.
Veja alguns projetos que pretendem criminalizar aqueles que lutam por um pedaço de terra:
- Com a aprovação do código florestal, que prevê anistia a todos os latifundiários criminosos que desrespeitam a natureza e a vida, serão perdidos milhares de hectares que deveriam ser destinados a reforma agrária. Além disso, o código libera novas áreas para expansão do latifúndio.
- A Proposta de Emenda Constitucional do trabalho escravo está a mais de oito anos parada no congresso por imposição da bancada ruralista. O dono de terra que pratica esse crime deve perder sua terra sem indenização, conforme a proposta. Mas mesmo com milhares de pessoas trabalhando como escravos, e até crianças, os ruralistas barram a aprovação do documento.
- O texto inicial do novo Plano Nacional de Direitos Humano, o PNDH 3, sugeria um projeto de lei para mediar os conflitos agrários e urbanos, “priorizando realização de audiências coletivas” para solucionar esses problemas sociais. Embora o PNDH 3 esteja agora aprovado, o trecho acima foi excluído pelos parlamentares, que retiraram a garantia da audiência, que é direito dos trabalhadores criminalizados
Alguns dados deste texto foram extraídos do jornal Brasil de Fato

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