segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Educadores lançam manifesto contra o fechamento de escolas no meio rural
Um grupo de professores, intelectuais e entidades da área da educação assinaram manifesto lançado pelo MST que denuncia o fechamento de 24 mil escolas na área rural e cobra a implementação de políticas que fortalecimento da educação no meio rural.
“Fechar uma escola do campo significa privar milhares de jovens de seu direito à escolarização, à formação como cidadãos e ao ensino que contemple e se dê em sua realidade e como parte de sua cultura. Num país de milhares de analfabetos, impedir por motivos econômicos ou administrativos o acesso dos jovens à escola é, sim, um crime!”, denuncia o documento.
Entre 2002 e 2009, mais de 24 mil escolas do campo foram fechadas. Os dados do Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação, apontam que, no meio rural, existiam 107.432 escolas em 2002. Já em 2009, o número de estabelecimentos de ensino reduziu para 83.036.
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terça-feira, 30 de março de 2010
PELA REABERTURA DAS ESCOLAS ITINEREANTES!
Em uma manhã de segunda-feira, enquanto qualquer criança deveria estar freqüentando a escola, centenas de jovens sem-terra são privados desse direito pelo Estado. Deste modo, a única alternativa é a manifestação pública. Foi o que ocorreu nesta manhã em frente à Secretaria Estadual de Educação (SEC). Juntamente com a Banda Loka do Levante, as famílias exigiram a reabertura das escolas, fechadas em fevereiro do ano passado pelo governo estadual, a partir de um acordo assinado com o Ministério Público Estadual (MPE).
As escolas itinerantes do MST são reconhecidas internacionalmente como uma iniciativa de promoção da educação. O Governo Estadual e o MPE, não apenas ignoraram este reconhecimento, como passaram por cima do direito fundamental à educação de 280 crianças acampadas em todo o RS, que ficaram além de sem-terra, sem-escola. Além disso, outras 300 crianças já assentadas em São Gabriel permanecem sem aula, já que a prefeitura municipal se recusa a oferecer qualquer política pública dirigida aos sem-terra. Além de Porto Alegre as famílias Sem Terra também protestam em frente ao Ministério Público Estadual (MPE) em Santa Maria e Palmeira das Missões.
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