domingo, 13 de setembro de 2009
Santa Maria
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sábado, 12 de setembro de 2009
Pra fazer RÁDIO COMUNITÁRIA com "C" maiusculo
O documento, feito pela Abraço e pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da UFRGS, traz temas teóricos e sugestões de organização e de técnica para as rádios comunitárias.
O download e uso do material é gratuito.
11/09 dia dos que cairam pelo Chile
ALLENDE
Para matar o homem da paz,
Para golpear sua face limpa de pesadelos
Converteram-se em pesadelo.
Para vencer o homem da paz,
Juntaram todos os ódios e também os aviões e os tanques.
Para abater o homem da paz,
Tiveram que bombardear-lo, pô-lo em chamas,
Porque o homem da paz era uma fortaleza.
Para matar o homem da paz,
Tiveram que desatar a guerra turva,
Para vencer o homem da paz, e calar sua voz modesta e penetrante
Tiveram que empurrar o terror até o abismo
E matar mais para seguir matando.
Para abater o homem da paz,
Tiveram que assassina-lo muitas vezes.
Porque o homem da paz era uma fortaleza,
Para matar o homem da paz
Tiveram que imaginar que era uma tropa, uma armada, una hoste, uma brigada,
Tiveram que acreditar que era outro exército,
Mas o homem da paz nada mais era que um povo
E tinha em suas mãos um fuzil e um mandato
E eram necessários mais tanques, mais rancores, mais bombas,
Mais aviões mais infâmias
Porque o homem da paz era uma fortaleza.
Para matar o homem da paz,
Para golpear sua face limpa de pesadelos
Converteram-se em pesadelo,
Para vencer o homem da paz
Tiveram que afiliar-se sempre à morte
Matar e matar para seguir matando e condenar-se à blindada solidão.
Para matar o homem que era um povo tiveram que ficar sem o povo.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
11 DE SETEMBRO
Depois de ter perdido a eleição em 1964, Salvador Allende se tornou, em 1970, o primeiro presidente socialista marxista da América Latina. Mesmo distanciado da política da guerra fria e das influências direta dos grandes países comunistas como URSS e China, o Chile virara um temor para o outro lado frio da guerra. Os Estados Unidos através da CIA deixou claro que o objetivo a ser conquistado seria a destituição do presidente eleito Salvador Allende.
Allende foi responsável por nacionalizar os bancos e estatizar as minas de cobre - principal produto de exportação chileno. Amado pelo povo, Salvador Allende, médico, intelectual, amante das artes, e verdadeiro concretizador das teorias socialistas, acreditava na política como ferramenta do povo para o seu próprio bem estar. Obviamente, os americanos não viam com bons olhos mais um país comunista no Continente. As manobras políticas foram cruciais para que houvesse o golpe militar. Orquestrado pelo secretário Henry Kissinger, o objetivo seria minar por completo a capacidade econômica do Chile, bloqueando as importações de produtos essenciais para a indústria, como parafusos e combustível. Greves e manifestações “populares” foram manipuladas. Assim, no dia 11 de setembro de 1973, o Chile foi tomado pelas forças armadas, lideradas pelo General Augusto Pinochet.
Todo esse episódio triste e marcante na vida dos chilenos pode ser visto no documentário “A Batalha do Chile”. Composto por três filmes, essa trilogia é considerado por muitos críticos como um dos melhores filmes produzidos na América Latina. Esse que vos fala, no mínimo, o considera como o mais importante documentário político da história da sétima arte. O diretor Patrício Guzmán registrou todos os momentos: da eleição de Salvador Allende até a sua derrubada. Dividido em três partes, o filme consegue transmitir com clareza tudo aquilo que estava acontecendo.
A 1ª parte, “A Insurreição da Burguesia”, registra os momentos da primeira eleição perdida de Salvador Allende até a sua eleição em 1970. Dedica grande parte do tempo demonstrando a insatisfação da população com a política do Chile, a dominação estrangeira na economia, os casos de corrupção, e a ausência de um grande líder. Patrício que em nenhum momento tenta transparecer imparcialidade deixa claro todos os motivos e objetivos daquela que seria uma grande conquista. Na 2ª parte, “O Golpe Militar”, Patrício faz jus de ter sua obra considerada como o melhor filme da América Latina. É aqui que o seu lado investigativo e corajoso vem à tona. Ele esmiúça com detalhes todos os momentos que antecederam a derrubada do presidente Salvador Allende. Na 3ª parte, “O Poder Popular”, Patrício faz uma análise completa dos motivos políticos e manobras da oposição que levaram ao golpe.
Há exatos 30 anos do lançamento da 3ª parte, “A Batalha do Chile” é uma aula de como se produzir um documentário. Principalmente diante dessa nova leva de documentaristas que se esquivam dos elementos essenciais do documentário. A verdade captada pela câmera é a ferramenta mais importante na transmissão de uma idéia e não apenas um detalhe. Hoje, as encenações de relatos testemunhados pelos documentaristas não são apenas alegorias, e sim todo mecanismo escolhido para se contar uma história.
Extraído do sítio A Prancheta. - ||| LEIA TUDO AQUI! ||| -
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
JOGA SAL QUE É LESMA 2!!
Baixe o audioO presidente da Assembléia Legislativa, deputado Ivar Pavan (PT), aceitou o pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius feito pelo Fórum dos Servidores Públicos Estaduais. A decisão foi anunciada pelo deputado na manhã desta quinta-feira (10) em Porto Alegre (RS).
Pavan afrmou que a sua função era analisar se há indícios da relação entre a governadora e o esquema de desvio de recursos públicos no Detran. Para isso, foi analisada a ação de improbidade administrativa do Ministério Público entregue à Justiça Federal, da qual foram selecionadas 26 citações que revelam fortes indícios do envolvimento de Yeda com o esquema. Entre as citações, está o depoimento do ex-presidente do Detran, Sergio Buchmann.
"Analisando os autos, e como destacou o procurador-geral da República em visita que fiz lá em Brasília, não há dúvida de que um grande esquema criminoso se organizou no Rio Grande do Sul para desviar recursos públicos", afirmou.No processo de afastamento, Yeda responderá por crime de responsabilidade enquadrado na Lei Federal n.º 1.079/50. Rejane de Oliveira, presidente do Cpers Sindicato, que integra o Fórum de Servidores, diz que já esperava pela decisão de Pavan porque o pedido estava bastante consistente. Sobre a possibilidade do pedido ser barrado na Assembléia pela maioria dos deputados, que é da base do governo, Rejane aposta na força da mobilização popular.
"E agora com pressão popular vamos cobrar da Assembléia Legislativa, aos deputados, que cumpram com o seu papel. Os deputados vão ter que decidir se eles são a favor ou contra a corrupção. Se eles estão do lado da população gaúcha ou se são cúmplices da governadora Yeda", diz.Em nota emitida durante a tarde, o governo estadual lamentou a decisão de Pavan em aceitar o pedido de impeachment. O governo alega que o deputado tomou a decisão por iniciativa pessoal e lembrou que a Justiça Federal de Santa Maria já havia negado o pedido de afastamento da governadora por considerar insuficientes os documentos da ação do Ministério Público.
O pedido de impeachment será apresentado no plenário da Assembléia na próxima semana e será publicado no Diário Oficial. Depois, ele irá passar por uma comissão especial, terá espaço para a contestação da governadora e no final, será formado um Tribunal para julgamento. O processo deve levar cerca de seis meses.
As informações são da Agência Chasque.









