
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
A POESIA QUE ALIMENTA NOSSA LUTA
“Esta é a minha perspectiva. Vejo à frente um tempo em que o homem deverá caminhar para alguma coisa mais valiosa e mais elevada que seu estômago, quando haverá maiores estímulos para levar os homens à ação que o incentivo de hoje, que é o incentivo do estômago. Acredito que a doçura e o despojamento espiritual vão superar a gula grosseira dos dias de hoje. E, no fim de tudo, minha fé está na classe trabalhadora. Como diz um francês: a escada do tempo está sempre ecoando com um tamanco subindo e uma bota engraxada descendo.” (Jack London - O que a vida significa pra mim)
Queridos e amados Companheiros, Queridas e amadas Companheiras da nossa também querida e amada Consulta Popular.
Dizer que é muito bom tê-los e tê-las como compas, que possamos estar firmes na luta e cada vez mais amigos e amigas na vida do dia-a-dia e nas grandes tarefas que honradamente levamos nas mãos e nos corações.
Beijos carinhosos, saudade de todos e todas, e divirtam-se bastante nestas festas que simbolicamente ligam passado e futuro, transformando-os em presente, e que seja assim, tudo um grande tempo presente, que o passado seja presente, e o futuro ainda mais.
Dizer que é muito bom tê-los e tê-las como compas, que possamos estar firmes na luta e cada vez mais amigos e amigas na vida do dia-a-dia e nas grandes tarefas que honradamente levamos nas mãos e nos corações.
Beijos carinhosos, saudade de todos e todas, e divirtam-se bastante nestas festas que simbolicamente ligam passado e futuro, transformando-os em presente, e que seja assim, tudo um grande tempo presente, que o passado seja presente, e o futuro ainda mais.
Auroras da História
(Homenagem a Aurora Maria Nascimento Furtado, jovem militante assassinada em 1972, aos 26 anos, pela polícia defensora da Ditadura civil-militar no Brasil. Por seu nome foi chamada a 2ª Plenária Nacional da Organização Consulta Popular, ocorrida em dezembro de 2008, em Guararema, SP, Brasil)
Porvir de turbulência
Preparemos para transformá-la em luta
Acertemos nas lutas!
Que acumulem e nos façam romper o tempo histórico
Somos indivíduos forjados pela história
Ousamos nega-la afirmando-a,
Recontando, revelando novas histórias
Prontos para fazê-la ao nosso jeito.
Acreditemos na humanidade
Nos homens e mulheres que não mais aceitarão viver como vivem.
Acreditemos na classe trabalhadora e na sua capacidade de luta,
Que ao lutar desaliena-se
E enxerga seu papel na história.
Acreditemos no Partido
Somos nós o Partido!
Cumpramos com nossa tarefa de ser um e de ser uma
Mas, que fundidos entre nós e imerso no povo
Poderemos ser fortes, ser muitos e astutos frente à burguesia.
Fortalecer nossa organização, nossos quadros
Para agir no interior da classe
Puxando-a pra cima, pra mais adiante
A história aguarda nosso esforço
E nos recompensará com novas auroras”
Paula Adissi – Consulta Popular/PB
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MST NÃO ABRIRÁ MÃO DAS OCUPAÇÕES DE TERRA
Na semana passada, uma entrevista coletiva realizada em São Paulo com representantes do MST marcou o início das celebrações do aniversário do Movimento.
Confira trechos dessa coletiva registrados pelo Coletivo de Audiovisual do MST.
No vídeo, o geógrafo Ariovaldo Umbelino, os dirigentes João Paulo Rodrigues e Marina Santos abordam temas como agronegócio, governo Lula e método de luta pela terra.
Confira trechos dessa coletiva registrados pelo Coletivo de Audiovisual do MST.
No vídeo, o geógrafo Ariovaldo Umbelino, os dirigentes João Paulo Rodrigues e Marina Santos abordam temas como agronegócio, governo Lula e método de luta pela terra.
SOBERANIA
CAMPANHA UNIFICADA POR SOBERANIA:

A descoberta das reservas de petróleo na camada do pré-sal muda radicalmente a posição que o Brasil ocupa no cenário mundial. Mais do que a auto-suficiência, as reservas poderão tornar o país um dos maiores produtores de petróleo, a mais importante matriz energética do planeta.
Portanto essa nova descoberta nos colocou diante de uma grande encruzilhada: construir um projeto político de soberania nacional e popular ou continuarmos sendo fornecedores de riquezas naturais ao capital internacional?
A intensificação da crise econômica internacional e a descoberta de riquezas gigantescas em nosso país são os elementos que nos abrem novas possibilidades para os projetos populares. Porém, os empresários e a grande mídia querem influenciar o povo brasileiro a não se mobilizar e a deixar tudo como está: nosso petróleo sendo explorado por multinacionais que só querem o lucro.
Mas nós não estamos parados. Em março de 2008, no Rio de Janeiro, dezenas de organizações populares constituíram o Fórum Nacional de Defesa do Petróleo e do Gás, sendo esta a base da formação, em novembro do mesmo ano, do Comitê Nacional contra a privatização do Petróleo e do Gás. Desde então, comitês estão sendo constituídos em todo o Brasil, inspirados pela campanha “O Petróleo é nosso”, que garantiu o monopólio estatal do petróleo e a criação da Petrobras. E conjuntamente assumem as seguintes bandeiras unitárias:
Suspensão imediata de todos os leilões de petróleo e gás;
Mudança do marco regulatório, buscando um marco jurídico que garanta a soberania do povo brasileiro sobre essa riqueza. E retirada dos poderes e autonomia da Agencia Nacional do Petróleo- ANP, que tem atuado contra os interesses do povo brasileiro;
Suspensão do contrato com a empresa Halliburton (Landmark Digital and Solutions) que atualmente administra o banco de dados da Petrobras (sem licitação), ou seja, nossos segredos geológicos estão nas mãos de uma empresa estrangeira;
Não exportação de óleo cru, mas apenas derivados de petróleo beneficiado;
Construção de um fundo soberano constitucional, para ser investido em geração de emprego e renda, educação, saúde, moradia e reforma agrária. E administrado com participação dos trabalhadores;
Aumentar os royalties, participação especial e impostos;
Respeitar as populações impactadas pela produção, transporte, etc.;
Ampliar a participação acionária do estado na Petrobras, buscando alcançar 100% das ações.
Atualmente 60% das ações, com direito ao lucro, pertence ao capital privado e estima-se que desse capital 40% seja de estrangeiros. Sabemos que a questão do Petróleo é estratégica. A recente 10ª rodada (dez 2008) foi a sinalização de que esse tema afeta os interesses das forças anti-populares, quando manifestações pacíficas foram duramente reprimidas, deixando muitos feridos e agredidos, sobretudo no Rio de Janeiro.
O que precisamos fazer agora é desencadear uma ampla campanha nacional, motivando a todas as forças populares, sindicatos, igrejas, movimentos sociais, associações, partidos, etc.. para que formem comitês em defesa do petróleo para o povo brasileiro. E a tarefa de cada comitê é justamente levar as informações para o povo e fazer o mais amplo debate possível sobre qual é a melhor solução.
Aprendemos com a história do nosso povo que TODAS as conquistas sociais foram obtidas com LUTA.
A luta é o caminho para mudarmos o nosso país e a enorme riqueza do Petróleo Brasileiro a base da superação de problemas históricos e crônicos do nosso povo. Até a vitória!
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MST

Eduardo Galeano

Marta Harnecker - Centro Internacional Miranda

Augusto Boal - diretor artístico do Centro do Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro

Miguel Urbano Rodrigues - ex-deputado do Parlamento Europeu pelo Partido Comunista de Portugal

1. Nós, mais de 1.500 trabalhadores rurais sem terra, vindos de todas as regiões do Brasil, e delegações internacionais da América Latina, Europa e Ásia, nos reunimos de 20 a 24 de janeiro de 2009 em Sarandi, no Rio Grande do Sul, para comemorar os 25 anos de lutas do MST. Avaliamos, também, nossa história e reafirmamos o compromisso com a luta pela Reforma Agrária e pelas mudanças necessárias ao nosso país.
2. Festejamos as conquistas do nosso povo ao longo desses anos, quando milhares de famílias tiveram acesso à terra; milhões de hectares foram recuperados do latifúndio; centenas de escolas foram construídas e, acima tudo, milhões de explorados do campo recuperaram a dignidade, construíram uma nova consciência e hoje caminham com altivez.
3. Reverenciamos nossos mártires que caíram nessa trajetória, abatidos pelo capital. E, lembramos dos líderes do povo brasileiro que já partiram, mas deixaram um legado de coerência e exemplo de luta.
4. Vimos como o capital, que hoje consolida num mesmo bloco as empresas industriais, comerciais e financeiras, pretende controlar nossa agricultura, nossas sementes, nossa água, a energia e a biodiversidade.
5. Nos comprometemos em garantir à terra sua verdadeira função social; cuidar das sementes e produzir alimentos sadios, de modo a proteger a saúde humana, integrando homens e mulheres a um meio-ambiente saudável e adequado a uma qualidade de vida cada vez melhor.
6. Reafirmamos nossa disposição de continuar a luta, em aliança com todos os movimentos e organizações dos trabalhadores e do povo, contra o latifúndio, o agronegócio, o capital, a dominação do Estado burguês e o imperialismo.
7. Defendemos a Reforma Agrária como uma necessidade popular, que valoriza o trabalho, a agro-ecologia, a cooperação agrícola, a agroindústria sob controle dos trabalhadores, a educação e a cultura, medidas imprescindíveis para a conquista da igualdade e da solidariedade entre os seres humanos.
8. Estamos convencidos de que somente a luta dos trabalhadores, e do povo organizado, pode nos levar às mudanças econômicas, sociais e políticas indispensáveis à efetiva emancipação dos explorados e oprimidos.
9. Reafirmamos a solidariedade internacional e o direito dos povos à soberania e à autodeterminação. Por isto, manifestamos nosso apoio a todos os que resistem e lutam contra as intervenções imperialistas, como hoje faz o povo afegão, cubano, haitiano, iraquiano e palestino.
10. Cientes de nossas tarefas e dos enormes desafios que se colocam, reafirmamos a necessidade de construir alianças com as organizações e os movimentos populares e políticos em torno de bandeiras comuns, para que, unidos e solidários, possamos construir um projeto popular, capaz de romper com a dependência e subordinação interna e externa ao capital, e de construir uma sociedade igualitária e livre – uma sociedade socialista.
Sarandi, 24 de janeiro de 2009
MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA – MST
MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA – MST
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Estágio de Vivência

ATIVIDADES:
Trabalho voluntário pela manha e estudo a tarde, tais como; Historia do MPA, Agrofloresta, Teoria da Bioconstrução, Gênero, Juventude e Projeto Popular para o Brasil.
de 4 a 14 de Fev.
em Santa cruz do Sul
em Santa cruz do Sul
Inscrições até 30 de Jan. pelo email: levantejcp@yahoo.com.br
Alimentação e passagens por conta do movimento.
Esta é uma oportunidade de viver na prática um novo projeto de sociedade.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
UM HISTÓRICO DO MST
Depois de 500 anos de lutas do povo brasileiro e 25 anos de existência do MST, a Reforma Agrária não foi realizada no Brasil. Os latifundiários, agora em parceria com as empresas transnacionais e com o mercado financeiro – formando a classe dominante no campo - usam o controle do Estado para impedir o cumprimento da lei e manter a concentração da terra. O MST defende um programa de desenvolvimento para o Brasil, que priorize a solução dos problemas do povo, por meio da distribuição da terra, criação de empregos, geração de renda, acesso a educação e saúde e produção e fornecimento de alimentos.

A atividade reuniu 80 trabalhadores rurais que ajudavam a organizar ocupações de terra em 12 estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Bahia, Pará, Goiás, Rondônia, Acre e Roraima, além de representantes da Abra (Associação Brasileira de Reforma Agrária), da CUT (Central Única dos Trabalhadores), do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) e da Pastoral Operária de São Paulo.
Os participantes concluíram que a ocupação de terra era uma ferramenta fundamental e legítima das trabalhadoras e trabalhadores rurais em luta pela democratização da terra. A partir desse encontro, os trabalhadores rurais saíram com a tarefa de construir um movimento orgânico, a nível nacional. Os objetivos foram definidos: a luta pela terra, a luta pela Reforma Agrária e um novo modelo agrícola, e a luta por transformações na estrutura da sociedade brasileira e um projeto de desenvolvimento nacional com justiça social.
Em 1985, em meio ao clima da campanha "Diretas Já", o MST realizou seu 1º Congresso Nacional, em Curitiba, no Paraná, cuja palavra de ordem era: "Ocupação é a única solução". Neste mesmo ano, o governo de José Sarney aprovou o Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA), que tinha por objetivo dar aplicação rápida ao Estatuto da Terra e viabilizar a Reforma Agrária até o fim do mandato do presidente, assentando 1,4 milhão de famílias.
A proposta de Reforma Agrária ficou apenas no papel. O governo Sarney, pressionado pelos interesses do latifúndio, ao final de um mandato de cinco anos, assentou menos de 90 mil famílias sem-terra. Ou seja, apenas 6% das metas estabelecidas no PNRA foi cumprida por aquele governo. Com a articulação para a Assembléia Constituinte, os ruralistas se organizam na criação da União Democrática Ruralista (UDR) e atuam em três frentes: o braço armado - incentivando a violência no campo -, a bancada ruralista no parlamento e a mídia como aliada.
Embora os ruralistas tenham imposto emendas na Constituição de 1988, que significaram um retrocesso em relação ao Estatuto da Terra, os movimentos sociais tiveram uma importante conquista. Os artigos 184 e 186 fazem referência à função social da terra e determinam que, quando ela for violada, a terra seja desapropriada para fins de Reforma Agrária. Esse foi também um período em que o MST reafirmou sua autonomia, definiu seus símbolos, bandeira e hino. Assim, foram se estruturando os diversos setores dentro do Movimento.
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Anos 90.
A eleição de Fernando Collor de Mello para a presidência da República, em 1989, representou um retrocesso na luta pela terra. Ele era declaradamente contra a Reforma Agrária e tinha ruralistas como seus aliados de governo. Foram tempos de repressão contra os Sem Terra, despejos violentos, assassinatos e prisões arbitrárias. Em 1990, ocorreu o II Congresso do MST, em Brasília, que continuou debatendo a organização interna, as ocupações e, principalmente, a expansão do Movimento em nível nacional. A palavra de ordem era: "Ocupar, resistir, produzir".Em 1994, Fernando Henrique Cardoso vence as eleições com um projeto de governo neoliberal, principalmente para o campo. É o momento em que se prioriza novamente a agroexportação. Ou seja, em vez de incentivar a produção de alimentos, a política agrícola está voltada para atender aos interesses do mercado internacional e gerar os dólares necessários para pagar os juros da dívida pública.
O MST realizou seu 3º Congresso Nacional, em Brasília, em 1995, quando reafirmou que a luta no campo pela Reforma Agrária é fundamental, mas nunca terá uma vitória efetiva se não for disputada na cidade. Por isso, a palavra de ordem foi "Reforma Agrária, uma luta de todos".
Já em 1997, o Movimento organizou a histórica "Marcha Nacional Por Emprego, Justiça e Reforma Agrária" com destino a Brasília, com data de chegada em 17 abril, um ano após o massacre de Eldorado dos Carajás, quando 19 Sem Terra foram brutamente assassinados pela polícia no Pará. Em agosto de 2000, o MST realiza seu 4º Congresso Nacional, em Brasília, cuja palavra de ordem foi "Por um Brasil sem latifúndio".
Durante os oito anos de governo FHC, o Brasil sofreu com o aprofundamento do modelo econômico neoliberal, que provocou graves danos para quem vive no meio rural, fazendo crescer a pobreza, a desigualdade, o êxodo, a falta de trabalho e de terra.
A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, representou um momento de expectativa, com o avanço do povo brasileiro e uma derrota da classe dominante. No entanto, essa vitória eleitoral não foi suficiente para gerar mudanças significativas na estrutura fundiária, no modelo agrícola e no modelo econômico.
Os integrantes do MST acreditam que as mudanças sociais e econômicas dependem, antes de qualquer coisa, das lutas sociais e da organização dos trabalhadores. Com isso, será possível a construção de um modelo de agricultura que priorize a produção de alimentos, a distribuição de renda e a construção de um projeto popular de desenvolvimento nacional.
Atualmente, o MST está organizado em 24 estados, onde há 130 mil famílias acampadas e 370 mil famílias assentadas. Hoje, completando 25 anos de existência, o Movimento continua a luta pela Reforma Agrária, organizando os pobres do campo. Também segue a luta pela construção de um projeto popular para o Brasil, baseado na justiça social e na dignidade humana, princípios definidos lá em 1984.
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Antecedentes.
O MST é fruto da história da concentração fundiária que marca o Brasil desde 1500. Por conta disso, aconteceram diversas formas de resistência como os Quilombos, Canudos, as Ligas Camponesas, as lutas de Trombas e Formoso, entre muitas outras. Em 1961, com a renúncia do então presidente Jânio Quadros, João Goulart - o Jango - assumiu o cargo com a proposta de mobilizar as massas trabalhadoras em torno das reformas de base, que alterariam as relações econômicas e sociais no país. Vivia-se um clima de efervescência, principalmente sobre a Reforma Agrária.Com o golpe militar de 1964, as lutas populares sofrem violenta repressão. Nesse mesmo ano, o presidente marechal Castelo Branco decretou a primeira Lei de Reforma Agrária no Brasil: o Estatuto da Terra. Elaborado com uma visão progressista com a proposta de mexer na estrutura fundiária, ele jamais foi implantado e se configurou como um instrumento estratégico para controlar as lutas sociais e desarticular os conflitos por terra.
As poucas desapropriações serviram apenas para diminuir os conflitos ou realizar projetos de colonização, principalmente na região amazônica. De 1965 a 1981, foram realizadas oito desapropriações em média, por ano, apesar de terem ocorrido pelo menos 70 conflitos por terra anualmente.
Nos anos da ditadura, apesar das organizações que representavam as trabalhadoras e trabalhadores rurais serem perseguidas, a luta pela terra continuou crescendo. Foi quando começaram a ser organizadas as primeiras ocupações de terra, não como um movimento organizado, mas sob influência principal da ala progressista da Igreja Católica, que resistia à ditadura.
Foi esse o contexto que levou ao surgimento da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em 1975, que contribuiu na reorganização das lutas camponesas, deixando de lado o viés messiânico, propondo para o camponês se organizar para resolver seus problemas. Além disso, a CPT teve vocação ecumênica, aglutinando várias igrejas. Por isso, o MST surgiu do trabalho pastoral das igrejas católica e luterana.
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Reforma agrária e desenvolvimento.
Todos os países considerados desenvolvidos atualmente fizeram reforma agrária. Em geral, por iniciativa das classes dominantes industriais, que perceberam que a distribuição de terras garantia renda aos camponeses pobres, que poderiam se transformar em consumidores de seus produtos. As primeiras reformas agrárias aconteceram nos Estados Unidos, a partir de 1862, e depois em toda a Europa ocidental, até a 1ª Guerra Mundial. No período entre guerras, foram realizadas reformas agrárias em todos os países da Europa oriental. Depois da 2ª Guerra Mundial, Coréia, Japão e as Filipinas também passaram por processos de democratização do acesso a terra.A reforma agrária distribuiu terra, renda e trabalho, o que formou um mercado nacional nesses países, criando condições para o salto do desenvolvimento. No final do século 19, a economia dos Estados Unidos era do mesmo tamanho que a do Brasil. Em 50 anos, depois da reforma agrária, houve um salto na indústria, qualidade de vida e poder de compra do povo.
Depois de 500 anos de lutas do povo brasileiro e 25 anos de existência do MST, a Reforma Agrária não foi realizada no Brasil. Os latifundiários, agora em parceria com as empresas transnacionais e com o mercado financeiro – formando a classe dominante no campo - usam o controle do Estado para impedir o cumprimento da lei e manter a concentração da terra. O MST defende um programa de desenvolvimento para o Brasil, que priorize a solução dos problemas do povo, por meio da distribuição da terra, criação de empregos, geração de renda, acesso a educação e saúde e produção e fornecimento de alimentos.
A "TRÉGUA" EM GAZA - SÃO OS "NEGÓCIOS"
Laerte Braga
Três fatores foram determinantes para a decisão do governo nazi/sionista de Israel decretar unilateralmente uma "trégua" no genocídio contra palestinos de Gaza. O primeiro deles a reação de parte da opinião pública israelense com atos de protesto dentro do país, diariamente, além do aumento do número de jovens que se recusam a prestar serviço militar em repúdio aos crimes nazi/sionistas. A maioria dos israelenses apóia a ofensiva, mas essa maioria é menor que em ações terroristas anteriores.
O segundo é praticamente uma extensão do primeiro ao resto do mundo. A indignação em todos os cantos com as barbáries e atrocidades praticadas pelas hordas nazi/sionistas contra palestinos. Ficou evidente ao mundo inteiro que os palestinos desejam construir uma nação e os israelenses têm apenas negócios na região. São assassinos impiedosos como conseqüência disso.
O terceiro é de suma importância para o "povo eleito". O contribuinte/cidadão norte-americano às voltas com desemprego, crise, falências, ajuda a bancos,
montadoras de automóveis, percebeu que nesse processo todo o custo Israel é dos mais altos e é ele quem financia a carnificina nazi/sionista em Gaza, como foi ele quem financiou todo o processo de construção do estado terrorista de Israel.
E pior, do ponto de vista dos terroristas nazi/sionistas, o cidadão/contribuinte começa a perceber que os grandes escroques do país, banqueiros, empresários, s
ão em absoluta maioria controlados por grupos sionistas. Logo...
"O massacre não somente se justificou como o Estado de Israel não existiria sem essa vitoria". Menahim Beguin, terrorista e ex-primeiro ministro de Israel, após o massacre de velhos, mulheres e crianças na aldeia palestina de Deir Yassin.
A invenção de Israel está intrinsecamente ligada ao terrorismo. A
massacres.
O duce de Tel Aviv Ehmut Olmert, numa reunião com seu gabinete, concluiu que os "negócios" poderão ser afetados a curto prazo e a médio e longo prazos manter essa máquina genocida deve encontrar oposição de boa parte dos contribuintes/cidadãos norte-americanos, pelo menos neste momento. Foi alertado pela quadrilha nos Estados Unidos.
A turma está começando a não poder mais tomar Coca Cola todo dia, comer sanduíches do McDonalds no almoço e no jantar e em vários pontos da maior
potência terrorista do mundo muitos estão dormindo nas ruas perdendo suas casas financiadas por bancos de nazi/sionistas.
Nesse jogo complicado o terrorista Dick Chaney padrinho do nazi/sionismo vai deixar de ser vice-presidente (controla as cordinhas que movimentam Bush) e isso é ruim também.
O desejo de atacar o Irã ficou só na vontade, ou para mais tarde se conseguirem recuperar o prestígio perdido e condições materiais para tanto.
Agora, como diria aquele técnico de futebol tomando uma goleada de dez a zero, é hora de "arrecua os harfies pra evitar a catastre".
Vai ficar difícil sustentar o epíteto de terrorista imputado ao Hamas quando se despeja armas químicas e biológicas sobre crianças, mulheres, um povo inteiro em sua própria terra, em suas casas. E se apropria da água e das reservas de gás natural desse povo em roubo escondido pela mídia pró nazi/sionismo.
"A coisa mais trágica da vida humana é um povoinfligir ao outro sofrimentos semelhantes aos quesofreu."(Arnold Toynbee, 1961)
Surge pela primeira vez desde a ocupação da Palestina em 1948 por israelenses garantidos por britânicos e norte-americanos, a grande contradição do que um dia chamaram de sonho do povo judeu. E surge dentro de Israel a partir de cidadãos e organizações não governamentais israelenses.
Começa a ser rediscutida a morte de Rabin, assassinado por um sionist
a, por ter assinado um acordo de paz que assegurava o direito real da nação Palestina. O papel de terroristas como Ariel Sharon e a desintegração de forças políticas interessadas em negociar a paz - dentro de Israel - com a ocupação completa do aparelho estatal por nazi/sionistas.
"A opinião pro-sionistas nos Estados Unidos e nos outros países é orientada e dirigida do exterior. As investigações sobre a estrutura sionista dos Estados Unidos, levadas a efeito pelo Comitê de Relações Exteriores do Senado americano, em 1963, deixou este fato
estabelecido. A Agencia Judaica pro Israel, a Organização Sionista Mundial e os grupos sionistas locais, inclusive os da Inglaterra e da América, são todos, na realidade, de fato e de direito, uma e a mesma coisa; e todos eles são, juridicamente parte do próprio governo israelense. Os grandes Estados democráticos do Ocidente nada trarão de construtivo para a solução do problema da Palestina e falharão, portanto, na proteção do que lhes restar dos s
eus interesses no Oriente Médio e, muito menos, seguirão restaura
r seu prestigio, até que seja posto fim a esta exploração da tolerância democrática pela propaganda sionista/israelense e com imparcial aplicação da lei. Naturalmente, para tomar as providencias necessárias à regularização das relações entre o Estado de Israel e os cidadão de origem judaica de quaisquer desses Estado democráticos, os governos e o povo terão de compreender e fazer uma distinção fundamental entre a legítima tradição espiritual do judaísmo e substancia exclusivista, discriminatória e anti-democrática do nacionalismo contemporâneo do Israel sionista". Rabino Elmer Berger (Presidente do Conselho Mundial para o Judaísmo).
É a constatação de um rabino de prestígio mundial. Pode ser corroborada por outra, a de um terrorista nazi/sionista, o general Moshe Dayan.
Confissão de Moshe Dayan"Foram construídas aldeias judias no lugar de aldeia
s árabes. Você talvez nem mesmo saiba os nomes destas aldeias árabes, e eu não o culpo porque livros de geografia já não existem, não só os livros não existem, as aldeias árabes não estão lá. Nahlal surgiu no lugar de Mahlul; Kibutz Gvat no lugar de Jibta; Kibutz Sarid no lugar de Huneifis; e Kefar Yehushu'a no lugar de Tal al-Shuman. Não há nenhum único lugar onde se estabeleceu este país que não teve uma população árabe anterior". Moshe Dayan, terrorista de guerra israelense, se dirigindo ao Technion, Haifa, (como citado em Ha'aretz, 4 de abril de 1969).
Por trás de todas as declarações do duce de Israel ou dos muitos "goering" de seu governo, está a preocupação com os "negócios". A "trégua" foi decidida em Washington. Padrinho Dick Chaney mandou avisar que está saindo e a pressão popular ficando cada vez mais forte e quem vem, Barak ex-Hussein Obama vai ter primeiro que cuidar de devolver empregos, Coca Cola, casas, sanduíches do McDonalds, do contrário vai ser difícil financiar a rede terrori
stanazi/sionista.É hora de tentar tirar lucro do que já foi conquistado.
Preocupação humanitária? Zelo e disposição de paz? Isso não existe para o nazi/sionismo.
Só "negócios" e neste momento os "negócios" correm risco. A trégua é isso.

Laerte Braga é jornalista e analista político.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
MÍDIA
A ausência de pluralidade na informação é letal para a democracia
Em entrevista, o Procurador da República de Santa Catarina, Celso Tres, explica porque o Ministério Público ingressou com ação civil contra a RBS. Formação de oligopólio e concorrência desleal estão entre as ilegalidades cometidas pela empresa.
Porto Alegre (RS) - O Ministério Público Federal (MPF) de Santa Catarina surpreendeu com a ação civil pública ingressada contra uma empresa de comunicação, no caso a RBS. Os procuradores acusam a empresa de oligopólio no setor da informação catarinense e de práticas de concorrência desleal. Somente em SC, a RBS possui quatro jornais impressos, seis emissoras de TV e três de rádio.
Na entrevista a seguir, o Procurador da República Celso Tres, um dos que assinam a ação, explica os motivos que levaram o MP a decidir pela medida e os prejuízos que a hegemonia de uma só empresa causa à população.
O que motivou a ação do Ministério Público Federal?
São vários fatores, mas a culminância foi a compra do jornal A Notícia, de maior circulação e o mais tradicional do estado, quase centenário, com sede em Joinville, a principal cidade de SC devido a sua importância econômica. Com a compra do jornal, a imprensa escrita ficou nas mãos da RBS. Ela tem o Diário Catarinense, Hora de Santa Catarina, Jornal de Santa Catarina e agora o A Notícia, de forma que fora a RBS os jornais escritos que têm em SC são de âmbito puramente municipal. Além disso, o Hora [de Santa Catarina] da RBS, que é um jornal popular a exemplo do Diário Gaúcho no Rio Grande do Sul, foi lançado claramente com valor inferior ao preço de custo, a R$ 0,25, para combater o Notícias do Dia , que é um jornal que tentava se lançar nesse segmento mais popular na Grande Florianópolis. Fora isso, a RBS tem uma situação que lhe coloca sob a titularidade da "propriedade cruzada". Além de ter essa hegemonia na imprensa escrita, ela abrange todas as mídias, de maneira que uma catapulta a outra e o resultado disso é que ela tem uma situação de voz única da imprensa em SC.
Quais são as irregularidades cometidas pela RBS?
Ela [RBS] tem seis emissoras de televisão, além de retransmitir a programação da Globo, que como sabemos tem uma audiência muito superior às demais - quando a lei estabelece que no máximo devem ser duas emissoras de TV por estado. O Ministério das Comunicações nunca fez valer essa lei de 1967. Fora que a Constituição da República, há 20 anos em vigor, estabelece a programação local segundo critério estabelecido em lei, que até hoje não foi aprovado pelo Congresso Nacional – a mercê, nós sabemos, do lobby e do constrangimento que os políticos sofrem da mídia. Aqui em SC, por exemplo, qualquer político que se indispõe com a RBS está liquidado. Qualquer reportagem, com esse canhão que a RBS tem nas mãos, contra um político, acaba com qualquer imagem. Recentemente nós tivemos, durante a campanha eleitoral ao governo do estado, na disputa entre o Luiz Henrique e Amin [Esperidião Amin], uma situação vexatória. A RBS ficou o tempo todo bombardeando a população de que não teríamos segundo turno, que o Luiz Henrique venceria no primeiro turno. Aí tivemos segundo turno e ela bombardeou dizendo que a diferença entre os dois candidatos era abissal, mais do que o dobro, e no final encerrou com uma diferença de 5%. E todos nós sabemos que um eleitorado é induzido a votar em quem está na frente. Essa é uma situação flagrante, clara, e que levou o MP tomar essa providência judicial.
Por que o oligopólio das empresas de comunicação prejudicam a população?
Normalmente se ouve falar em oligopólio, monopólio quando se trata de mercadorias que estão no mercado como chocolate da Lacta, Nestlé, a questão da cerveja com a Ambev. Mas muito pior do que oligopólio do chocolate, da bebida e do cimento, é o das comunicações. Porque a difusão da informação é direito do cidadão - e é por isso que o MP entrou com a ação. O cidadão tem direito à informação. E o direito à informação significa o direito da pessoa ser informada, direito à expressão local que a programação local e tem que se produzir programação local até porque isso gera emprego para os profissionais dos meios de comunicação. Mas fundamentalmente se promove a expressão das comunidades locais, no mínimo estaduais, porque hoje temos uma programação puramente centralizada em Rio e SP e que, na prática, a programação local que se coloca é um noticiário pífio. As emissoras funcionam, na verdade, como repetidoras. Essa falta de difusão de informação, essa ausência de pluralidade é letal ao estado democrático de direito. E é sempre bom lembrar que a radiodifusão, seja de TV ou rádio, é um serviço público. E como tal deve ser pautado.
O que o MP pretende com a ação?
O que nós pretendemos é que a compra do jornal A Notícia seja anulada e que seja devolvido ao antigo dono ou vendido a terceiros. Que o Poder Judiciário, passados 20 anos da Constituição, estabeleça o índice da programação local. Sugerimos 30% de programação no estado, o que é totalmente exequível, preserva a programação nacional em 70% que é mais do que razoável. E em terceiro, que se cumpra a lei e que a RBS tenha no máximo duas emissoras por estado.
Qual é o trâmite da ação civil pública?
A ação civil pública agora será contestada porque cada emissora de TV tem uma personalidade jurídica própria, o Grupo RBS como um todo. Então são vários réus. Mas acreditamos que em um ano temos uma decisão em primeiro grau.
Na entrevista a seguir, o Procurador da República Celso Tres, um dos que assinam a ação, explica os motivos que levaram o MP a decidir pela medida e os prejuízos que a hegemonia de uma só empresa causa à população.
O que motivou a ação do Ministério Público Federal?
São vários fatores, mas a culminância foi a compra do jornal A Notícia, de maior circulação e o mais tradicional do estado, quase centenário, com sede em Joinville, a principal cidade de SC devido a sua importância econômica. Com a compra do jornal, a imprensa escrita ficou nas mãos da RBS. Ela tem o Diário Catarinense, Hora de Santa Catarina, Jornal de Santa Catarina e agora o A Notícia, de forma que fora a RBS os jornais escritos que têm em SC são de âmbito puramente municipal. Além disso, o Hora [de Santa Catarina] da RBS, que é um jornal popular a exemplo do Diário Gaúcho no Rio Grande do Sul, foi lançado claramente com valor inferior ao preço de custo, a R$ 0,25, para combater o Notícias do Dia , que é um jornal que tentava se lançar nesse segmento mais popular na Grande Florianópolis. Fora isso, a RBS tem uma situação que lhe coloca sob a titularidade da "propriedade cruzada". Além de ter essa hegemonia na imprensa escrita, ela abrange todas as mídias, de maneira que uma catapulta a outra e o resultado disso é que ela tem uma situação de voz única da imprensa em SC.
Quais são as irregularidades cometidas pela RBS?
Ela [RBS] tem seis emissoras de televisão, além de retransmitir a programação da Globo, que como sabemos tem uma audiência muito superior às demais - quando a lei estabelece que no máximo devem ser duas emissoras de TV por estado. O Ministério das Comunicações nunca fez valer essa lei de 1967. Fora que a Constituição da República, há 20 anos em vigor, estabelece a programação local segundo critério estabelecido em lei, que até hoje não foi aprovado pelo Congresso Nacional – a mercê, nós sabemos, do lobby e do constrangimento que os políticos sofrem da mídia. Aqui em SC, por exemplo, qualquer político que se indispõe com a RBS está liquidado. Qualquer reportagem, com esse canhão que a RBS tem nas mãos, contra um político, acaba com qualquer imagem. Recentemente nós tivemos, durante a campanha eleitoral ao governo do estado, na disputa entre o Luiz Henrique e Amin [Esperidião Amin], uma situação vexatória. A RBS ficou o tempo todo bombardeando a população de que não teríamos segundo turno, que o Luiz Henrique venceria no primeiro turno. Aí tivemos segundo turno e ela bombardeou dizendo que a diferença entre os dois candidatos era abissal, mais do que o dobro, e no final encerrou com uma diferença de 5%. E todos nós sabemos que um eleitorado é induzido a votar em quem está na frente. Essa é uma situação flagrante, clara, e que levou o MP tomar essa providência judicial.
Por que o oligopólio das empresas de comunicação prejudicam a população?
Normalmente se ouve falar em oligopólio, monopólio quando se trata de mercadorias que estão no mercado como chocolate da Lacta, Nestlé, a questão da cerveja com a Ambev. Mas muito pior do que oligopólio do chocolate, da bebida e do cimento, é o das comunicações. Porque a difusão da informação é direito do cidadão - e é por isso que o MP entrou com a ação. O cidadão tem direito à informação. E o direito à informação significa o direito da pessoa ser informada, direito à expressão local que a programação local e tem que se produzir programação local até porque isso gera emprego para os profissionais dos meios de comunicação. Mas fundamentalmente se promove a expressão das comunidades locais, no mínimo estaduais, porque hoje temos uma programação puramente centralizada em Rio e SP e que, na prática, a programação local que se coloca é um noticiário pífio. As emissoras funcionam, na verdade, como repetidoras. Essa falta de difusão de informação, essa ausência de pluralidade é letal ao estado democrático de direito. E é sempre bom lembrar que a radiodifusão, seja de TV ou rádio, é um serviço público. E como tal deve ser pautado.
O que o MP pretende com a ação?
O que nós pretendemos é que a compra do jornal A Notícia seja anulada e que seja devolvido ao antigo dono ou vendido a terceiros. Que o Poder Judiciário, passados 20 anos da Constituição, estabeleça o índice da programação local. Sugerimos 30% de programação no estado, o que é totalmente exequível, preserva a programação nacional em 70% que é mais do que razoável. E em terceiro, que se cumpra a lei e que a RBS tenha no máximo duas emissoras por estado.
Qual é o trâmite da ação civil pública?
A ação civil pública agora será contestada porque cada emissora de TV tem uma personalidade jurídica própria, o Grupo RBS como um todo. Então são vários réus. Mas acreditamos que em um ano temos uma decisão em primeiro grau.

Reportagem: Raquel Casiraghi
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2009 E O NOVO CICLO QUE INICIAREMOS
Editorial Ed. 205
A CRISE já tem alcance global e impacto econômico, político, ambiental e ideológico. Suas características recessivas e depressivas já permitem sustentar que causará efeitos prolongados, inaugurando um novo período na luta de classes.
Este ano, promete um cenário inédito, com inúmeras possibilidades para a esquerda e as forças populares em todo o mundo. Os desafios serão imensos. Enfrentaremos as tentativas capitalistas de aumentar, ainda mais, a exploração sobre os trabalhadores para recompor as taxas de lucro. Estaremos diante de um cenário mundial de desemprego, falta de alimento e agravamento súbito das condições de vida. É previsível que as classes dominantes acirrarão os mecanismos repressivos e criminalizadores dos movimentos sociais.
Porém, simultaneamente, esta crise proporciona alterações na dinâmica da luta de classes e pode criar um novo ciclo do reascenso da luta de massas. Além disso, abre uma oportunidade histórica na medida em que altera o quadro geopolítico internacional, determinando o rearranjo dos países e da ordem econômica mundial, abalando a hegemonia econômica e política do imperialismo.
O abalo da hegemonia imperialista e a fratura dos setores dominantes abrem uma brecha fundamental para a superação deste último período histórico, marcado pela ofensiva capitalista e o conseqüente descenso da luta de massas. O quadro histórico iniciado no início dos anos 90 chegou ao fim!
O elemento decisivo para que essa oportunidade converta-se em saídas socialistas é a capacidade da classe trabalhadora em construir alternativas de poder, articulando o conjunto das forças populares em cada país. Em nosso caso, a burguesia brasileira, cada vez mais integrada e associada à burguesia internacional, ao contrário de outros momentos históricos, não apresentará qualquer proposta de alternativa que implique em soberania e enfrentamento de nossos problemas estruturais. Portanto, a crise torna ainda mais nítida a disjuntiva entre uma superação que agravará nossos problemas sociais e destruirá nossos últimos resquícios de soberania nacional ou uma saída que coloque em cena o povo brasileiro como principal ator político.
Este é o contexto que abre uma oportunidade inédita para as forças capazes de construir um projeto popular para o Brasil. A nova conjuntura da condições para que o projeto popular se constitua enquanto uma alternativa de poder. Na verdade, este período histórico que se inaugura com a atual crise exigirá o confronto entre a alternativa política das forças populares e toda a barbárie que implica uma saída capitalista.
Aos lutadores populares, incumbe a tarefa de utilizar todos os recursos pedagógicos disponíveis para explicar as causas, efeitos e saídas para esta crise. Os grandes meios de comunicação explicam a crise como uma catástrofe da natureza, que exigirá uma postura passiva ante seus inevitáveis e terríveis efeitos. Nosso papel será explicar sua causa, apontar os responsáveis e propor as soluções que interessam ao povo.
Assume especial importância a tarefa de construir unidade de ação das forças populares e possibilitar que assumam um programa unitário, colocando-se no plano político como uma alternativa do projeto popular. Para tanto, no interior da classe trabalhadora será necessário intensificar esforços pela retomada da capacidade de luta do proletariado industrial, sujeito social decisivo na construção da unidade entre as forças populares.
O proletariado industrial, que ainda sofre o impacto deste período de descenso, segue anestesiado no Brasil, sufocado por uma estrutura sindical engessada, que não incorpora nem estimula o surgimento de novos quadros e lideranças, enfrentando um arcabouço de medidas jurídicas que blindam e dificultam a greve e a organização no local de trabalho. Contribuir na superação desses desafios, retomando lutas que impeçam que a burguesia solucione a crise através do desemprego e da superexploração é a primeira das grandes tarefas de todos os lutadores do povo. Isso significará compreender a importância de lutar contra as demissões e gerar respostas, cada vez mais ousadas, para enfrentar a crise.
Mais do que nunca é necessário estimular as lutas sociais. Em cada luta surge a oportunidade de construir a unidade das forças populares. Construir uma unidade em torno de um programa político, que contemple as principais questões do projeto popular, é o outro desafio primordial dos lutadores do povo.
Somente com uma unidade construída em torno de lutas concretas, em torno de um programa que cada força social reconheça como seu, será possível avançar para o necessário passo de uma alternativa política do projeto popular, da classe trabalhadora.
Esses são os desafios que nos esperam em 2009. Um ano que promete ser o início de um novo ciclo histórico de lutas.
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Este ano, promete um cenário inédito, com inúmeras possibilidades para a esquerda e as forças populares em todo o mundo. Os desafios serão imensos. Enfrentaremos as tentativas capitalistas de aumentar, ainda mais, a exploração sobre os trabalhadores para recompor as taxas de lucro. Estaremos diante de um cenário mundial de desemprego, falta de alimento e agravamento súbito das condições de vida. É previsível que as classes dominantes acirrarão os mecanismos repressivos e criminalizadores dos movimentos sociais.
Porém, simultaneamente, esta crise proporciona alterações na dinâmica da luta de classes e pode criar um novo ciclo do reascenso da luta de massas. Além disso, abre uma oportunidade histórica na medida em que altera o quadro geopolítico internacional, determinando o rearranjo dos países e da ordem econômica mundial, abalando a hegemonia econômica e política do imperialismo.
O abalo da hegemonia imperialista e a fratura dos setores dominantes abrem uma brecha fundamental para a superação deste último período histórico, marcado pela ofensiva capitalista e o conseqüente descenso da luta de massas. O quadro histórico iniciado no início dos anos 90 chegou ao fim!
O elemento decisivo para que essa oportunidade converta-se em saídas socialistas é a capacidade da classe trabalhadora em construir alternativas de poder, articulando o conjunto das forças populares em cada país. Em nosso caso, a burguesia brasileira, cada vez mais integrada e associada à burguesia internacional, ao contrário de outros momentos históricos, não apresentará qualquer proposta de alternativa que implique em soberania e enfrentamento de nossos problemas estruturais. Portanto, a crise torna ainda mais nítida a disjuntiva entre uma superação que agravará nossos problemas sociais e destruirá nossos últimos resquícios de soberania nacional ou uma saída que coloque em cena o povo brasileiro como principal ator político.
Este é o contexto que abre uma oportunidade inédita para as forças capazes de construir um projeto popular para o Brasil. A nova conjuntura da condições para que o projeto popular se constitua enquanto uma alternativa de poder. Na verdade, este período histórico que se inaugura com a atual crise exigirá o confronto entre a alternativa política das forças populares e toda a barbárie que implica uma saída capitalista.
Aos lutadores populares, incumbe a tarefa de utilizar todos os recursos pedagógicos disponíveis para explicar as causas, efeitos e saídas para esta crise. Os grandes meios de comunicação explicam a crise como uma catástrofe da natureza, que exigirá uma postura passiva ante seus inevitáveis e terríveis efeitos. Nosso papel será explicar sua causa, apontar os responsáveis e propor as soluções que interessam ao povo.
Assume especial importância a tarefa de construir unidade de ação das forças populares e possibilitar que assumam um programa unitário, colocando-se no plano político como uma alternativa do projeto popular. Para tanto, no interior da classe trabalhadora será necessário intensificar esforços pela retomada da capacidade de luta do proletariado industrial, sujeito social decisivo na construção da unidade entre as forças populares.
O proletariado industrial, que ainda sofre o impacto deste período de descenso, segue anestesiado no Brasil, sufocado por uma estrutura sindical engessada, que não incorpora nem estimula o surgimento de novos quadros e lideranças, enfrentando um arcabouço de medidas jurídicas que blindam e dificultam a greve e a organização no local de trabalho. Contribuir na superação desses desafios, retomando lutas que impeçam que a burguesia solucione a crise através do desemprego e da superexploração é a primeira das grandes tarefas de todos os lutadores do povo. Isso significará compreender a importância de lutar contra as demissões e gerar respostas, cada vez mais ousadas, para enfrentar a crise.
Mais do que nunca é necessário estimular as lutas sociais. Em cada luta surge a oportunidade de construir a unidade das forças populares. Construir uma unidade em torno de um programa político, que contemple as principais questões do projeto popular, é o outro desafio primordial dos lutadores do povo.
Somente com uma unidade construída em torno de lutas concretas, em torno de um programa que cada força social reconheça como seu, será possível avançar para o necessário passo de uma alternativa política do projeto popular, da classe trabalhadora.
Esses são os desafios que nos esperam em 2009. Um ano que promete ser o início de um novo ciclo histórico de lutas.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
"TEMOS SIMPATIA POR TODOS OS POVOS"
Recentemente o Palácio do Planalto determinou que a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) deverá monitorar uma suposta aproximação que estaria ocorrendo entre o MST e o governo do presidente Fernando Lugo, do Paraguai. A preocupação do governo Lula seria com uma tentativa de cooptação dos Sem Terra pelos paraguaios, com o objetivo de apoiar mudanças no Tratado de Itaipu, aumentando o valor da energia paga pelo Brasil, além de renegociar a dívida. Essas mudanças estavam entre as principais promessas de campanha de Lugo nas eleições presidenciais do ano passado.
Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo - concedida em 8/01 -, o integrante da coordenação nacional do MST, Roberto Baggio, esclarece qual a relação do MST com os povos da América Latina e suas lutas específicas. Leia a seguir.

Os militantes do MST se interessam pelos problemas dos povos da América Latina e, ainda mais, pelos problemas de nossos vizinhos. No caso do Paraguai, existe uma ligação histórica. Lembre-se que o Rio Grande do Sul era Guarani e só foi incorporado ao Brasil em 1756, depois que as tropas da Espanha e Portugal, abençoados pelo Vaticano, massacraram os Guaranis, assassinaram seu lider Sepe Tiaraju e os remanescentes foram expulsos para a Argentina e Paraguai. Procuramos distribuir material que explica a situação dos povos de todo mundo, inclusive do Paraguai e a questão de Itaipu. É um direito a todos e todas ter o maior número possível de informação, mas a mídia brasileira não vem cumprindo o seu papel.
Vocês têm simpatia pela causa paraguaia?
Temos simpatia com todos os povos, com os trabalhadores de todo o mundo. Neste momento, estamos solidários ao povo da Palestina. Temos simpatia ao povo da Bolívia que eliminou o analfabetismo depois de 500 anos de dominação. No caso da itaipu, é uma questão de defesa do princípio da soberania nacional e popular sobre os recursos naturais. Assim como defendemos que os recursos do petróleo no pré-sal devem ser usados pelo povo brasileiro, que os recursos minerais, ora apropriados pela Vale, devem garantir melhores condições de vida ao povo brasileiro, defendemos que o povo paraguaio tem direito a 50% da energia produzida pelo Rio Paraná, em Itaipu, e em Yacerta (com a Argentina). Assim como eles tem direito sobre suas terras, e os latifundiários brasileiros que estão espoliando deveriam ser expulsos. Defendemos a reforma agrária no Brasil e no Paraguai. Aliás, a maioria dos latifundiários do Paraguai moram no Brasil e tem terras lá. Os brasileiros sérios que querem trabalhar, moram no Paraguai e já viraram paraguaios e devem receber cidadania paraguaia.
Em termos práticos, que tipo de apoio o MST pode dar à causa paraguaia? Manifestações públicas? Conscientização da população brasileira? Atos em Itaipu?
Vamos seguir informando a nossa base e nos somar com os outros movimentos sociais brasileiros, como a CUT, CTB, Marcha Mundial das Mulheres para esclarecer ao povo brasileiro que o paraguaios tem os direitos a 50% da energia. Até agora, a Eletrobras paga uma bagatela para eles e quem esta ganhando mesmo são grandes grupos econômicos, estrangeiros, que compram barato essa energia para ter lucro.Que tal se os paraguaios resolverem vender a sua energia, para associações de consumidores do povo brasileiro, de São Paulo e Curitiba, pelo preço que a Eletrobrás paga para eles? Aí o povo brasileiro ia ver como eles e nós somos explorados.
Você não acha que, no caso do governo acenar com a bandeira nacionalista, para defender seus interesses em Itaipu, o apoio do MST ao Paraguai pode parecer antipático? Antinacionalista?
Nada é mais nacionalista do que defender a soberania de um povo sobre os seus recursos naturais. Defendemos a soberania do nosso país e de todos os países. Somos contra o imperialismo dos Estados Unidos sobre o Brasil e do Brasil sobre qualquer país da América do Sul. Infelizmente, as elites brasileiras são hipócritas, frouxas e não tem nada de nacionalista. A classe dominante brasileira fala mal dos paraguaios e dos bolivianos, mas não tem a mesma coragem para defender nosso petróleo, dos vergonhosos leilões da ANP, que a Shell, Exxom arrematam. Não tem a mesma coragem para defender nossa água, (explorada pela suez, coca-cola, nestle), nossos minérios de ferro, roubados pela Vale, que não tem nada de nacional- a maior parte de suas ações foram vendidas nos Estados Unidos.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
ESPECIAL EDUCAÇÃO
Qual a situação atual e os rumos para a educação no país?
Este é mais um especial produzido pela Radioagência NP. Nesta série, a equipe da Radioagência NP aborda temas relacionados à educação no Brasil. Nas reportagens - que contam com entrevistas de sindicalistas, diretores, professores, alunos, entre outros - fica fácil identificar os principais problemas que existem no setor.


Ouça e leia!
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terça-feira, 13 de janeiro de 2009
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