
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Por que se faz necessária a luta pela educação?
Historicamente a educação no Brasil é um assunto de segundo plano. A não ser em pomposas campanhas eleitorais, quando a sede por votos coloca em evidência temas de interesse da questão nacional, a educação é exaltada e surge como o primeiro compromisso de todos os candidatos. Mas, basta passar o período eleitoral para esse tema ser esquecido para ser retomado só depois de quatro anos.
O Brasil foi o último país na América Latina a ter uma universidade. Somente na década de 1930 a elite paulista decidiu criar a Universidade de São Paulo numa competição clara com o governo federal, que na época pretendia estabelecer uma universidade nacional no Rio de Janeiro, a Universidade do Brasil. Ou seja, a criação da primeira universidade no Brasil não se deu pelas demandas de produção de conhecimento ou por melhorias na qualidade de vida da população, se deu por mora disputa política entre as elites de São Paulo e Rio de Janeiro.
De lá pra cá muito pouca coisa mudou. Universidades novas foram criadas, porém o acesso a elas continua sendo restrito a alguns poucos, majoritariamente àqueles que pertencem às classes mais altas da sociedade. À imensa massa do povo brasileiro restam as escolas públicas sucateadas, que não incentivam o aluno a estudar e nem ao professor ensinar.
O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo e essa desigualdade é mantida e reproduzida por essa lógica que relega à educação um papel secundário no desenvolvimento econômico e social do país. A burguesia, os patrões precisam de mão-de-obra barata para manterem suas altas taxas de lucro e seu alto padrão de vida, portanto precisam de trabalhadores com formação técnica suficiente apenas para desempenhar suas funções subalternas no mercado de trabalho. Peão bom não é o que pensa, é o que trabalha!

Se mesmo assim um estudante de escola pública consegue ingressar na universidade, a permanência deste na graduação se torna uma luta cotidiana, pois a universidade pública não está preparada para estudantes de baixa renda. A universidade pública continua exigindo de seus alunos que obtenham materiais caros para utilizarem em seus cursos, afinal a estrutura disponível dentro da universidade não é suficiente para todos que estudam nela. Basta entrar em uma biblioteca e ver quantos exemplares de um livro estão disponíveis para os estudantes.
Os programas de assistência estudantil são mínimos e, na maioria das vezes, exigem que o estudante trabalhe em funções alheias às áreas que ele estuda em seu curso, e tudo isso com uma bolsa-auxílio que mal dá para sobreviver por um mês.
Essa é a cara da educação no Brasil. Séculos atrasada em relação aos nossos vizinhos latino americanos, restrita a uma pequena elite que pode formar seus filhos nas melhores escolas privadas e um ensino público que forma (quando forma) mão de-obra barata para a reprodução do sistema desigual em que vivemos.
Precisamos quebrar com essa lógica. Precisamos de um ensino que nos forme para a vida, que nos dê a capacidade de refletir o mundo em que vivemos, que nos dê a capacidade de propor soluções para os problemas que enfrentamos diariamente.
Para essa educação que liberte dizemos que é necessário o investimento de 10% do PIB, exclusivos para a educação. É preciso investir no profissional da educação, garantindo a eles as condições de uma formação continuada, salário digno através do piso nacional dos professores, infraestrutura adequada para que possam desenvolver suas capacidades didáticas. É preciso lutar pela manutenção e ampliação das cotas raciais e para estudantes de escolas públicas nas universidades públicas. Queremos que 50% das vagas sejam destinadas a esses estudantes. Só assim quebraremos com a lógica elitista da produção de conhecimento da academia brasileira.
É um verdadeiro crime que mais de 24 mil escolas tenham sido fechadas no campo desde 2002. Em resposta a isso exigimos que mais institutos técnicos, voltados para a realidade do campo, sejam criados no meio rural brasileiro.
Essas pautas, em educação, são as mínimas para um país que se propõe a erradicar a miséria. Por elas estamos nos organizando em todo o estado e por elas estaremos na rua, exigindo respostas concretas dos governos. Somos jovens do campo e da cidade. Jovens pobres, de escola pública, camponeses, jovens trabalhadores, estudantes, organizados para construir um Projeto Popular.
Educação decente é o que a gente quer, não só andar de tênis nike no pé!
Pátria Livre! Venceremos!
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segunda-feira, 28 de novembro de 2011
EDUCAÇÃO DECENTE É O QUE A GENTE QUER!
Na próxima quarta-feira, dia 30 de novembro de 2011, nós, jovens do campo e da cidade de todo o Rio Grande do Sul faremos um levante da juventude para melhorar a educação.
Sonhamos com muitas possibilidades abertas no futuro, mas olhamos para o presente e vemos que alguém já escolheu o lugar onde deveremos ficar. É no trabalho precário, ganhando pouco, apertado no ônibus, morando mal, sem possibilidade de continuar estudando, apenas mais um número nas estatísticas. Não são todos os jovens que passam por essa dificuldade, mas é a maioria de nós.
Estamos nos levantando pelo simples direito de sonhar. Porque também não podemos escolher ser arquitetos, músicos, jornalistas, agrônomos, engenheiros, professores, pintores, poetas, médicos, advogados, veterinários, químicos, desenhistas? Porque esses lugares já estão reservados e não é para nós.
Estamos nos levantando porque queremos um futuro diferente daquele que a burguesia quer nos impor. Conquistar uma educação decente é o único caminho para termos um futuro cheio de possibilidades, é o caminho para um trabalho e uma vida digna.
Hoje, para continuar estudando ou conseguir um bom emprego o mínimo que se exige é um Ensino Técnico ou uma faculdade. Para conseguirmos isso o Ensino Público precisa melhorar. Precisamos de mais escolas nas cidades do interior, de professores bem remunerados e satisfeitos com o seu trabalho, mais verbas para a educação, mais escolas técnicas e vagas garantidas nas universidades. Precisamos de um Projeto Popular para a educação.
Na quarta-feira sairemos de nossa casa, do trabalho e do colégio para nos levantar pela educação. Nas ruas da capital vocês verão a marca do lugar de onde viemos e também a nossa alegria, a certeza de que esse futuro que sonhamos é possível.
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Educação decente é o que a gente quer, não só andar de tênis nike no pé!
Levante Juventude, a luta é que muda, o resto só ilude!
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
25 DE NOVEMBRO: DIA DA NÃO VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
- A cada 15 segundos uma mulher é espancada no Brasil;
- Das vítimas de violência doméstica 62% são negras;
- 70% das mulheres assassinadas no Brasil são vítimas de violência doméstica cometida por ex-maridos, ex-amantes ou ex-namorados;
- No mundo, a cada 5 dias de falta das mulheres ao trabalho, 1 é em conseqüência da violência sofrida em suas casas.
Mas a violência contra a mulher não é só a violência física. Quem de nós não se cansa de trabalhar o dia inteiro e ainda ser responsável pelo cuidado dos filhos e dos afazeres domésticos?
E o pior é que, muitas vezes, não encontramos vagas nas creches públicas. Quem de nós não fica indignada ao ser menos valorizada do que o homem?
Estamos felizes e bem com o nosso próprio corpo?
Existem várias formas de violência contra a mulher. Segundo o Ministério do Trabalho, as mulheres ganham 30% a menos do que os homens no mesmo posto de trabalho com a mesma escolaridade;
Por isso, nós jovens mulheres do Levante Popular da Juventude, nos vestiremos de preto como uma forma de luto e protesto contra a violência que as mulheres sofrem neste modelo de sociedade. É com luta e organização que construiremos a sociedade que a gente quer, sem violência contra a mulher!
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Hoje, às 18h, na esquina Democrática em Porto Alegre e na praça Saldanha Marinho em Santa Maria: ato contra a violência às mulheres!
MACHISMO MATA!
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
OCUPAÇÃO KAINGANG EM SANTA MARIA
Desde segunda-feira, quem passa pela região próxima à rodoviária em Santa Maria se depara com uma movimentação diferente da usual. O Povo Kaingang, cansado de anos de promessas, de preconceito, de ter seus direitos fundamentais e específicos violados e não atendidos, ocupou a área em que há mais de vinte anos acampava.
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Terreno onde acampavam os Kaingang: frente ao descaso da Prefeitura, mutirões foram organizados para recolhimento do lixo (Foto: GAPIN) |
Na madrugada de segunda, se somaram às sete famílias que moram no acampamento cerca de 60 indígenas de outras regiões do Estado. A intenção é ocupar a área para pressionar os setores responsáveis (poder público municipal, estadual e federal) a tomar as decisões básicas e emergenciais para a sobrevivência da comunidade: garantia de acesso à terra, saúde, educação, saneamento e segurança, fazendo cumprir as promessas feitas na I Assembleia Popular Indígena, realizada em maio de 2011.
Foto: Tiago Miotto |
A invisibilidade com que os indígenas são tratados parece ter sido abalada, pelo menos é o que indica a reação dos setores mais conservadores da sociedade. Ameaças feitas na segunda-feira deixaram em alerta a ocupação, que têm estado de vigília desde então.
Segunda-feira as lideranças Kaingang entregaram ao Ministério Público Federal um ofício com suas reivindicações. A morosidade da burocracia não enfraquece a força da luta. Enquanto as respostas não chegam, os Kaingang seguem organizados pra mobilizar a sociedade e reivindicar seus direitos básicos. A luta continua com a agitação e propaganda, mobilização e pedidos de alimento e de apoio, que podem ser remetidos ao Gapin (Grupo de Apoio aos Indígenas) clicando aqui.
Ao entrar na ocupação, a mística é percebida pelo olhar dos que vivem a resistir.
Na luta contra a opressão somos todos companheiros, somos todos indígenas!
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011
TOXIC: AMAZÔNIA
Está sendo lançado no Brasil o documentário TOXIC: Amazônia. O filme trata do brutal assassinato do casal de ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva, conhecido como Zé Castanha, e sua esposa Maria do Espírito Santo da Silva em maio deste ano no Pará.
No mesmo dia em que deputados federais aprovaram em Brasília o Código Florestal, uma lei que coloca em risco as florestas e legaliza desmates, Zé Castanha e Maria do Espírito Santo foram executados perto do assentamento em que viviam no estado do Pará.
O documentário foi realizado pela reportagem da revista Vice, que foi até Marabá (PA), cidade natal de Zé Cláudio, para investigar o caso.
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Fonte: Brasil de Fato
terça-feira, 22 de novembro de 2011
A CONSCIÊNCIA NEGRA E A JUVENTUDE POPULAR
No dia 12 de novembro aconteceu em Fortaleza o Seminário de Formação do Levante sobre a Consciência Negra e os desafios da juventude popular. O Seminário tinha como objetivo compreender a situação da juventude negra e pobre no Brasil, seus desafios e suas principais bandeiras de luta. Além disso, a atividade foi um momento preparatório para uma séria de outras ações, exibições de filme, oficinas de grafite, batalha de b. boys e b.girls que irão ocorrer no Ceará até o dia 26 de novembro.
Lugar de negr@ é na rua, na luta e na política!
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
GRAMMY SENTE O ARREPIO DA MÚSICA LATINO-AMERICANA
A dupla porto-riquenha Calle 13 foi a grande vencedora do Grammy Latino conquinstando 9 prêmios
A indústria cultural teve que se dobrar aos novos ares políticos da América Latina. A última edição do Grammy Latino, premiação da indústria fonográfica norte-americana para o público latino, foi dominada pela Calle 13. A dupla fez diversas manifestações políticas durante a cerimônia, dedicando prêmios a luta dos estudantes latinos, aos que "não se vendem e fazem música de verdade", criticando o jabá.
Veja o discurso da dupla dedicando o prêmio a luta dos estudantes na Colômbia, Chile e Porto Rico
Usando uma camiseta em homenagem à Cuba, o vocalista Rene Pérez fez uma das apresentações mais emocionantes da premiação. A música latinamérica, cujo clipe foi exibido neste mesmo blog, foi apresentada em conjunto com a Orquestra Sinfônica Juvenil da Venezuela, Simón Bolívár.
Apresentação arrepiante no Grammy Latino
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domingo, 13 de novembro de 2011
AS VEZES QUEM PERDE TAMBÉM GANHA
Leia a mensagem da Chapa Para Além dos Muros sobre o resultado da eleição para o DCE da UFRGS:
Gostaríamos de agradecer imensamente o esforço de tod@s para que conseguíssemos mostrar que é possível fazer uma campanha e um movimento estudantil de outra forma. Foram 1084 estudantes da nossa Universidade que acreditaram e apostaram num projeto diferente, que se balize num outro tipo de diálogo, permeado por nossos cantos, batucadas e intervenções artísticas. Agradecemos especialmente aos professores, servidores e movimentos populares que ousaram romper muros e manifestaram seu apoio à nossa proposta de DCE.
Desejamos uma boa gestão à chapa eleita, nos colocando à disposição para travar conjuntamente todas as batalhas em prol dos estudantes e do povo, como sempre foi a nossa prática. Que a pequena margem de votos com que venceram seja um alerta para corrigir rumos e fortalecer uma luta cotidiana e permanente contra o conservadorismo na UFRGS.
O resultado de uma eleição não se mede somente em números, mas naquilo que é dito, escrito e expressado antes, durante e depois da campanha. E, por isso, nos sentimos vitoriosos. Nossas palavras não serão folhas ao vento, mas compromissos que seguirão marcando nossas trajetórias dentro e fora da Universidade.
O resultado de uma eleição não se mede somente em números, mas naquilo que é dito, escrito e expressado antes, durante e depois da campanha. E, por isso, nos sentimos vitoriosos. Nossas palavras não serão folhas ao vento, mas compromissos que seguirão marcando nossas trajetórias dentro e fora da Universidade.
Resultado Final:
Chapa 1 – É primavera: 1802 votos
Chapa 2 – DCE Livre: 1733 votos
Chapa 3 – A UFRGS Não Pode Parar: 558 votos
Chapa 4 – DCE Livre: o estudante em 1º lugar! 103 votos
Chapa 5 – Para além dos muros: 1084 votos
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Chapa 2 – DCE Livre: 1733 votos
Chapa 3 – A UFRGS Não Pode Parar: 558 votos
Chapa 4 – DCE Livre: o estudante em 1º lugar! 103 votos
Chapa 5 – Para além dos muros: 1084 votos
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
MOBILIZAÇÃO ESTUDANTIL NA COLÔMBIA
Estudantes estão mobilizados contra a nova lei da educação apresentada pelo governo do presidente Juan Manuel Santos.
Só muda o endereço, o problema é o mesmo: banco Mundial e FMI metendo o bedelho na educação. Por isso estão mobilizados os estudantes colombianos, que apresentam como proposta a criação de um plano alternativo, que conecte a educação com os interesses da população colombiana, não com os do capital.
Após cinco semanas de paralisação, estudantes rechaçam as ações do governo que visam estigmatizar as mobilziações e exigem o direito de poder apresentar sua proposta para a educação superior na Colômbia. Ainda, exigem o não cancelamento das atividades acadêmicas, a não miltarização dos campus universitários, a não perseguição aos estudantes envolvidos nas mobilizações e denunciam a morte do estudante Jan Farid Cheng Lugo, morto durante as mobilizações realizadas no dia 12 de outubro.
Está marcada uma grande mobilização para o dia 24 de novembro.
Mais fotos em http://seryozem.blogspot.com/2011/10/los-heroes-en-colombia-si-existen-y.html
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Mais fotos em http://seryozem.blogspot.com/2011/10/los-heroes-en-colombia-si-existen-y.html
FUREZA EM LA LUCHA, COMPAÑEROS!
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
MULHERES INVISÍVEIS
O documentário Mulheres Invisíveis apresenta as enormes diferenças entre a valorização do trabalho dos homens e das mulheres, explicando como acontece essa divisão sexual do trabalho. No vídeo, podemos compreender a dimensão do tratamento dado ao trabalho doméstico de mulheres que cumprem dupla e até tripla jornada de trabalho diariamente, sem que ninguém as reconheça.
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011
PARA ALÉM DOS MUROS
Começaram as eleições do DCE da UFRGS. Não caia na chantagem. Vote na chapa 5!!!
terça-feira, 8 de novembro de 2011
USP SITIADA: POLICIA TUCANA ENSINA A DIALOGAR
Utilizando a mesma tática do Coronel Mendes, operação de guerra foi montada nesta madrugada por mais de 400 policiais para prender estudantes que ocupavam a reitoria.
Assista o momento da invasão da PM:
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III EIV-RS
Estão abertas as inscrições do III EIV-RS! É muito emocionante, revigorante e transformador... Vale muito a pena!
clique na imagem para ampliá-la.
Para quem ainda não sabe, o EIV é um estágio interdisciplinar de vivência feito em parceria com os movimentos da Via Campesina, que proporciona aos estudantes uma experiência única de imersão na realidade do nosso povo. Mais do que um choque de realidade, o EIV é um momento de para e se perguntar o que estamos fazendo com aquilo que aprendemos e para quem estamos fazendo. É um momento de aprender o que nossa formação não nos ensina!
Os EIVs já acontecem há muitos anos e são uma oportunidade para os estudantes universitários conhecerem como vivem as famílias camponesas, como se relacionam com o meio onde estão inseridas, por que se organizam, seus desafios e perspectivas. Além disso, o EIV também é uma oportunidade de entender um pouco melhor a dinâmica da nossa sociedade, os caminhos e descaminhos da universidade, os movimentos sociais, a nossa formação profissional e até de perceber por que vemos o mundo do jeito que vemos.
O III EIV-RS será de 06 a 30 de janeiro de 2012.
Acesse ao blog do EIV-RS.
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Filtro: EIV, ESTÁGIO DE VIVÊNCIA, III EIV-RS, MOVIMENTOS SOCIAIS, UNIVERSIDADE
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Educadores lançam manifesto contra o fechamento de escolas no meio rural
Um grupo de professores, intelectuais e entidades da área da educação assinaram manifesto lançado pelo MST que denuncia o fechamento de 24 mil escolas na área rural e cobra a implementação de políticas que fortalecimento da educação no meio rural.
“Fechar uma escola do campo significa privar milhares de jovens de seu direito à escolarização, à formação como cidadãos e ao ensino que contemple e se dê em sua realidade e como parte de sua cultura. Num país de milhares de analfabetos, impedir por motivos econômicos ou administrativos o acesso dos jovens à escola é, sim, um crime!”, denuncia o documento.
Entre 2002 e 2009, mais de 24 mil escolas do campo foram fechadas. Os dados do Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação, apontam que, no meio rural, existiam 107.432 escolas em 2002. Já em 2009, o número de estabelecimentos de ensino reduziu para 83.036.
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011
PAÍS QUE CONSTRÓI MAIS PRESÍDIOS QUE ESCOLAS ESTÁ DOENTE
Compare o crescimento de unidades prisionais em relação ao número de escolas no Brasil.
Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Luiz Flávio Gomes verificou (a partir dos dados do IPEA — Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que no período compreendido entre 1994 e 2009, obtivemos uma queda de 19,3% no número de escolas públicas do país, já que em 1994 havia 200.549 escolas públicas contra 161.783 em 2009.
Em contrapartida, no mesmo período, o número de presídios aumentou 253%. Isto porque, se em 1994 eram 511 estabelecimentos, este número mais que triplicou em 2009, com um total de 1.806 estabelecimentos prisionais (veja a ilustração seguir).
Ora, quando nos deparamos com um país que nos últimos 15 anos últimos investiu mais em punição e prisão do que em educação (+ presídios – escolas), estamos diante de um país doente!
Uma inversão absoluta dos valores: exclusão social em detrimento da “construção cultural” do cidadão. Menos Estado social e mais Estado policial. Uma aberração.
Luiz Flávio Gomes
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42 ANOS DA MORTE DE CARLOS MARIGHELLA
Há 42 anos era brutalmente assassinado Carlos Marighella, um dos maiores e mais importantes lutadores do povo brasileiro.
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O jovem revolucionário Carlos Marighella |
Nascido em 5 de dezembro em Salvador-BA, filho de uma negra e de um imigrante italiano, Marighella entrou para a vida política aos dezoito anos de idade. Aos 21 anos foi preso pela primeira vez - primeira de muitas que enfrentaria em toda sua vida - por escrever um poema com críticas ao interventor Juracy Magalhães.
Incansável, Marighella nunca se calou perante as injustiças da sociedade brasileira. Sua militância foi marcada pela flexibilidade de se adaptar às mais diversas formas de luta, do parlamento à clandestinidade, da poesia à luta armada.
Já na clandestinidade após o golpe civil-militar de 1964, Marighella é identificado por policiais do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) num cinema no Rio de Janeiro. Após travar uma luta contra os policiais, Marighella é ferido e mais uma vez preso, episódio que descreveria mais tarde em seu livro "Por que resisti à prisão". Marighella consegue transformar sua defesa em um ataque contra os abusos da ditadura recém instalada no país. Tranfere-se para São Paulo.
Contrário às posições adotadas pelo PCB, partido no qual compunha a Comissão Executiva Nacional, Marighella é expulso em 1967. A partir da leitura de que a luta armada é a única alternativa que resta no combate à ditadura, Marighella funda em fevereiro de 1968 a Ação Libertadora Nacional (ALN). Em setembro de 1969, a ALN participa do sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em conjunto com o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). A ação visava a libertação de militantes políticos presos pelo regime militar. A esta altura, Marighella já era o inimigo número 1 da ditadura.
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Propaganda da Ação Libertadora Nacional, fundada por Marighella |
Em 4 de novembro de 1969, Marighella é alvo de uma emboscada comandada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury. Às 20 horas, na Alameda Casa Branca, tombava um dos maiores personagens da luta política no Brasil. A ALN ainda resistirá mais 5 anos até seu desmantelamento em 1974.
Hoje, 42 anos depois, o exemplo da coragem deste lutador está presente entre nós. Marighella nunca se curvou diante às dificuldades. Resistiu à várias torturas, calou-se, quando necessário. Gritou e lutou numa época em que o terror pairava no ar. Que a luta deste grande herói brasileiro esteja presente em nossos corações e mentes, e nos dê mais força para continuarmos nossa caminhada rumo a uma sociedade mais justa e livre de explorações.
CARLOS MARIGHELLA
PRESENTE, PRESENTE, PRESENTE!
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quinta-feira, 3 de novembro de 2011
MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA EM SANTA MARIA
Começa hoje a programação do Mês da Consciência Negra em Santa Maria. As atividades são realizadas pelo Coletivo Afronta (Coletivo de Estudantes Afro da UFSM) em parceria com o DCE e os Diretórios Acadêmicos dos cursos de História e de Letras da UFSM. Clique na imagem para conferir a programação:

quarta-feira, 2 de novembro de 2011
SANTO DIAS: UM OPERÁRIO NA LUTA DO POVO
Santo Dias da Silva foi um operário do setor metalúrgico que ajudou a liderar diversas lutas dos trabalhadores no Estado de São Paulo. Durante a ditadura, participou de movimentos que exigiam melhores custos e condições de vida para o povo, com salários mais altos para os pobres. Ainda em 1978, foi eleito vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos pela oposição, mas teve as eleições fraudadas.
Apesar disso, em 1979, junto com sua mulher, Ana Maria do Carmo Silva, Santo ajudou a liderar uma greve dos metalúrgicos que paralisou milhares de trabalhadores no estado de São Paulo, levando centenas à prisão. Durante a greve, em 30 de outubro daquele ano, enquanto distribuía panfletos em frente à fábrica Sylvania, chamando os colegas operários para a luta de sua classe, Santo foi morto por um policial militar com um tiro nas costas.
Há 32 anos, caía ao chão, com um tiro covarde, um homem que não teve medo das ameaças dos poderosos e que não se resignou em lutar pelos direitos do povo. Os poderosos quiseram calar o operário, mas a morte de Santo Dias continua alimentando voz e coragem naqueles que mantêm acesa sua história: a luta pela emancipação dos trabalhadores continua viva na memória dos lutadores de nosso povo.
Apesar disso, em 1979, junto com sua mulher, Ana Maria do Carmo Silva, Santo ajudou a liderar uma greve dos metalúrgicos que paralisou milhares de trabalhadores no estado de São Paulo, levando centenas à prisão. Durante a greve, em 30 de outubro daquele ano, enquanto distribuía panfletos em frente à fábrica Sylvania, chamando os colegas operários para a luta de sua classe, Santo foi morto por um policial militar com um tiro nas costas.
Há 32 anos, caía ao chão, com um tiro covarde, um homem que não teve medo das ameaças dos poderosos e que não se resignou em lutar pelos direitos do povo. Os poderosos quiseram calar o operário, mas a morte de Santo Dias continua alimentando voz e coragem naqueles que mantêm acesa sua história: a luta pela emancipação dos trabalhadores continua viva na memória dos lutadores de nosso povo.
Santo Dias vive!
terça-feira, 1 de novembro de 2011
FLORESTA FAZ DIFERENÇA
Participe da Campanha contra as mudanças no código florestal, faça circular o abaixo-assinado.
Depois de ser aprovado na Câmara dos Deputados, o Projeto de alteração do Código Florestal está para ser apreciado no Senado. O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, que abarca mais de 150 organizações, está propondo como forma de pressão aos senadores coletar 1 milhão de assinaturas contra o projeto do Agronegócio.
Depoimento de Gisele Bundchen em favor da Campanha
Depoimento de Marcos Palmeira em favor da Campanha
Clique aqui para baixar o abaixo-assinado - ||| LEIA TUDO AQUI! ||| -
REFORMA AGRÁRIA: POR JUSTIÇA SOCIAL E SOBERANIA POPULAR!
Desde o dia 24 de outubro famílias do MST ocupam uma área da FEPAGRO arrendada ilegalmente em Eldorado do Sul.
Confira a entrevista do integrante do MST à TV Sul 21
Os 480 hectares da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (FEPAGRO) deveriam servir para pesquisas de aprimoramento da produção agropecuária no RS, porém, há 17 anos essa área é arrendada ilegalmente para um produtor de arroz que contamina o solo, a água e também as comunidades do entorno da área com pulverizações de agrotóxicos feitas por avião. Nas comunidades da volta da fazenda são muitos os casos de infecções respiratórias e perdas de lavouras menores por causa do uso ostensivo de veneno.
Diante desse caso cabem duas perguntas:
Para quem é pago o "aluguel" da área, já que o próprio secretário do Desenvolvimento Rural e Cooperatismo classificou o arrendamento como imoral?
É justo que centenas de famílias continuem embaixo de lonas pretas enquanto uma área pública é utilizada para obtenção de lucros privados?
O governo, no início do ano, prometeu assentar todas as mil famílias que continuam acampadas no estado, mas até hoje só foi sinalizada uma área para assentamento e nenhuma família foi para a terra.
O MST ocupa a área da FEPAGRO justamente para fazer o que a própria fundação não faz: pesquisas que beneficiem a população com alimentos saudáveis.
O MST é modelo na produção de arroz ecológico. A prova disso são as famílias que já foram assentadas pelo Movimento, que produzem atualmente 3.800 hectares de arroz ecológico em diversos assentamentos, sem a utilização de agrotóxicos. A safra prevista para 2011 e 2012 é de 350 mil sacas.
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Filtro: ELDORADO DO SUL, FEPAGRO, LUTA PELA TERRA, MST, OCUPAÇÃO, REFORMA AGRÁRIA, VÍDEOS
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