domingo, 30 de setembro de 2012
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA
O Levante Popular da Juventude é indicado para receber o Prêmio Nacional de Direitos Humanos pela iniciativa de escrachar os torturadores da ditadura militar.

As ações da juventude organizada, mais do que um prêmio, merece ser replicada em cada canto onde a opressão ainda se impõe.

PÁTRIA LIVRE
VENCEREMOS!
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terça-feira, 25 de setembro de 2012
MOBILIZAÇÃO BARRA PROJETO DOS AGROTÓXICOS
A pressão desencadeada pelo Comitê Gaúcho da Campanha Permanente Contra o Uso de Agrotóxicos surtiu efeito.
O Deputado estadual Ronaldo Santini anunciou retirada do PL 78/2012, que flexibiliza a Lei dos Agrotóxicos. Apesar dessa vitória parcial, a mobilização na Assembléia Legislativa permanece para mostrar aos deputados que a sociedade está vigilante. Ainda tramita um outro Projeto de Lei (PL 20 /2012) de autoria do Deputado Gilmar Sossella que “dispõe sobre a comercialização e o armazenamento de agroquímicos, seus componentes e afins e dá outras providências”, que representa igual retrocesso.
Clique aqui e veja matéria de Zero Hora
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
20 DE SETEMBRO: O PRECURSOR DA LIBERDADE?
Ontem foi um dia singular para quem nasceu ou vive no Rio Grande do Sul. Se celebra a data mítica da cultura gaúcha, “20 de setembro”, dia em que se iniciou o conflito que ficou conhecido como Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos. Mas com que sangue se escreveu essa história? Que liberdade é essa que estes estancieiros queriam?
Temos o feriado, temos desfiles tradicionalistas, temos as vestimentas típicas, mas não refletimos sobre os interesses por trás deste conflito e se essa imagem de gaúcho realmente representa os trabalhadores e trabalhadoras rio-grandenses.
Pra começo de conversa, esta guerra foi protagonizada pela elite rural sulina, estancieiros interessados em manter e até aumentar seus privilégios econômicos e de dominação do sul. Esta elite é ancestral dos grandes donos das terras do Rio Grande do Sul de hoje, que se forjaram em cima da escravização de trabalhadores e trabalhadoras negras. Representavam uma minoria da população local, grande parte do povo defendia o Brasil e não o separatismo do Rio Grande do Sul.
Se hoje são nomes de praças e ruas, herois locais, nomes como Bento Gonçalves, David Canabarro, entre outras tantos, também foram responsáveis por uma guerra de 10 anos que matou um sem número de negros e negras postos na linha de frente das batalhas, com a promessa que não se cumpriu de liberdade. Além da devastação dos povos indígenas, verdadeiros donos da terra e a violação das mulheres por onde as caravanas passavam.
Essas batalhas tiveram fim, os estancieiros voltaram pras suas vastas terras, continuaram sua produção de gado, escravizando gentes, patrolando culturas. Os negros que acreditaram na promessa de liberdade, aqueles que não foram massacrados, voltaram para as estâncias a trabalhar forçadamente.
E o que sobrou para nós?
Sobrou uma imagem de gaúcho, constituído das etnias europeias, da imigração de italianos, alemães, portugueses, espanhóis, macho, estancieiro, consumidor de pilchas, separatista.
Onde entram as mulheres, os negros e negras, indígenas, sem-terra, homossexuais, pequenos agricultores? O que tem de povo nesse tradicionalismo?
Esta história que conhecemos, foi escrita e contada pra nós por esta mesma elite, enaltecendo o ser gaúcho em detrimento do ser brasileiro, nos desunindo do resto do povo. Contar a história do povo também é uma luta que precisa ser travada!
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
VICTOR JARA: 39 ANOS DO ASSASSINATO DE UM CANTOR DO POVO
“Nós
somos feitos de amor e nós queremos ser melhores porque existe o amor. O mundo
cria, gira, se multiplica porque existe o amor. Nós, que somos chamados de “cantores
de protesto”, acreditamos que o amor é fundamental, que o amor e a relação de
amor de um homem com uma mulher ou de uma mulher com um homem, ou de um homem
com seu semelhante, com seus filhos, com seu lugar, com a pátria, com o
instrumento que trabalha é vital, é a essência da razão de ser do homem. Por
isso que o amor não pode estar ausente da temática de um cantor popular”.
(Victor
Jara)
Victor Jara compôs e cantou o amor por seu povo. Em seus
41 anos de vida, o cantor e militante, pertencente ao movimento da Nova Canção
Chilena ao lado de Violeta Parra, transformou a arte em instrumento de luta. Cantou suas raízes, seu povo, denunciou
opressões e tornou-se um ícone na resistência à ditadura chilena.
No dia 16 de setembro de 1973, Victor Jara foi assassinado
no Estádio do Chile pelo tenente Edwin Bianchi. Sua morte tornou-se uma triste
e dolorosa lembrança da crueldade da ditadura de Pinochet. O relato do
jornalista Cannabrava Filho, publicado no Sul21, nos faz testemunhas do que
aconteceu há 39 anos:
“Em um dado momento, Víctor desceu para a plateia e
se aproximou de uma das portas por onde entravam os detidos. Ali topou – cara a
cara – com o comandante do campo de prisioneiros que o olhou fixamente e fez o
gesto mímico de quem toca um violão. Víctor assentiu com a cabeça, sorrindo com
tristeza e ingenuidade. O militar sorriu, contente com sua descoberta. Levaram
Víctor até à mesa e ordenaram que pusesse suas mãos em cima dela. Rapidamente
surgiu um facão. Com um só golpe, cortaram seus dedos da mão esquerda e, com
outro, os da mão direita. Os dedos cairam no chão de madeira, enquanto o corpo
de Víctor se movia pesadamente. Depois choveram sobre ele golpes, pontapés e os
gritos: ‘canta agora… canta…’ (…) De improviso, Víctor se levantou
trabalhosamente e, com o olhar perdido, dirigiu-se às galerias do estádio…
fez-se um silêncio profundo. E então gritou:
–
Vamos lá, companheiros, vamos fazer a vontade do senhor comandante.
Firmou-se
por alguns instantes e depois, levantando suas mãos ensanguentadas, começou a
cantar o hino da Unidade Popular (Coligação de partidos de esquerda que
apoiavam o governo de Allende), a que todos fizeram coro. Aquele espetáculo era
demasiado para os militares. Soou uma rajada e o corpo de Víctor começou a se
dobrar para a frente, como se fizesse uma longa e lenta reverência a seus
companheiros. Depois caiu de lado e ficou ali estendido”.
Em 2007, foi organizado no Chile um esculacho
(chamado de “funa” pelos chilenos) no local de trabalho de Edwin Bianchi, que atuava impunemente no Ministério do Trabalho do Chile. Bianchi foi demitido
e hoje responde a processo.
Na canção “Manifesto”, Victor Jara disse: ‘“Eu
não canto por cantar/ nem por ter boa
voz. / Canto porque a guitarra/ tem sentido e razão [...]/ Que não é guitarra
dos ricos/ Ou qualquer coisa parecida/ Meu canto é dos andaimes/ Para alcançar
as estrelas/ A música faz sentido/ Quando pulsa nas veias/ Daquele que morrerá
cantando/ Verdades verdadeiras [...]". Que o amor que Victor Jara por seu povo, que a verdade de sua música, que seu exemplo sejam resgatados a cada momento de luta. Assim, seu canto alcançará muito mais do que as estrelas.
VICTOR JARA:
PRESENTE, PRESENTE PRESENTE
AGORA E SEMPRE!
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quinta-feira, 13 de setembro de 2012
OFICINA DE STENCIL NA UFRGS
Numa quarta-feira rotineira do campus do Vale da UFRGS o Levante Popular da Juventude provocou uma mudança no espaço em frente ao IFCH, próximo ao CECS: uma troca de ideias, músicas e oficina de estencil marcou o final de tarde de quem por lá passou!


A exposição das lutas já tocadas pelo Levante e pela Via Campesina causou estranhamento, por se pretender aproximar as demandas das organizações populares do ambiente universitário.
Debatemos o papel da universidade, seu funcionamento, e como ela reproduz majoritariamente a lógica do capital, mas provoca também debates que podem ter o potencial de ser transformadores da própria dinâmica da universidade.
Enquanto isso, foram feitas e trocadas técnicas de estencil, pintura em camisas e em discos de vinil, que envolviam o assunto. Foi bonito de ver o Levante dando as caras na UFRGS!
É a força e a beleza do projeto popular!
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terça-feira, 11 de setembro de 2012
CHILE: 39 ANOS DO GOLPE
Hoje, 11 de setembro, enquanto muitos lembram o ano de 2001, do ataque ao “coração” ianque, outros também lembram algumas décadas antes, mais precisamente 1973: um 11 de setembro que não apenas os chilenos, mas a América Latina e o mundo nunca esquecerão.
Golpe militar no Chile: o general Pinochet derruba o governo socialista e instala uma ditadura militar. O presidente Salvador Allende morre no decorrer da resistência. O estádio de futebol de Santiago converte-se em prisão. Vários brasileiros exilados no Chile serão presos e assassinados.
Hoje, 39 anos depois do Golpe militar que tirou a vida não só do “Compañero presidente”, como também de milhares de trabalhadores chilenos, podemos observar que Allende estava certo ao dizer que “os processos sociais não se detêm nem pelo crime nem pela violência”, quando olhamos para experiência democrática, popular e revolucionária do Projeto Bolivariano, que em grande medida, representa a continuidade dos sonhos que alimentaram toda uma geração de lutadores latino-americanos. Neste sentido, há menos de um mês das eleições presidenciais na Venezuela, acreditamos que a melhor forma de mantermos vivos os ideias pelos quais tantos chilenos morreram é a reeleição do presidente Hugo Chavéz NO DIA 07 DE OUTUBRO!
Nas primeiras horas da madrugada do dia 11 de setembro a marinha se sublevou em Valparaíso, depois de participar de uma manobra conjunta com a marinha norte-americana. As primeiras notícias eram confusas. Pouco a pouco foi ficando claro que se tratava de um golpe militar dirigido pela cúpula das Forças Armadas. A frente de todas as operações golpistas estava o novo comandante-em-chefe do Exército, um dos homens de confiança de Prats e do próprio presidente. Ele se chamava Augusto Pinochet.

─ General, só resta distribuir armas ao povo. O senhor pode fazê-lo?
─ Distribuir armas, eu? Como quer que eu distribua armas?
Naquele momento as últimas tropas leais dos carabineiros se retiravam. O comando já não estava mais nas mãos do estupefato general.
Depois de mais de dois anos de governo não havia sido construída nenhuma estratégia para responder a um possível golpe militar, apesar das inúmeras ameaças e do crescimento da violência fascista.Confiou-se integralmente nos dispositivos militares legalistas de Allende. Quando este falhou, o governo e o povo ficaram sem uma alternativa viável. Os poucos agrupamentos armados de estudantes e de operários foram prontamente massacrados numa luta desigual. Milhares morreram esperando os regimentos leais ao governo. Uma página heróica e trágica da história dos trabalhadores latino-americanos.
Uma proposta de constituição de uma comissão militar integrada por oficiais leais e dirigentes ligados a Unidade Popular foi rejeitada. Apenas no final de agosto de 1973 começou a ser aventada a possibilidade de aplicação da lei de Defesa Civil que permitiria articular os carabineiros, ainda leais ao governo, e as organizações populares e sindicais. Esta era uma lei de 1945 e visava defender o país quando ele estivesse em perigo iminente. O plano não conseguiu sair do papel diante da oposição.
Na verdade, como afirmou Altamirano, "faltou à Unidade Popular a capacidade de prever a alterar as formas de luta quando isto se tornou necessário". Agarrou-se às instituições do Estado burguês quando a burguesia já as havia abandonado e caminhava abertamente no sentido da insurreição armada. Continuou: "Mas não era viável nem possível a manutenção de uma linha política institucional até iniciar a 'construção do socialismo', sem provocar rupturas. Por exclusiva vontade das classes dominantes, a confrontação devia produzir-se nalgum momento desse itinerário. E, por isto, o processo devia obrigatoriamente, contar com uma estrutura defensiva militar." Recuar, fazendo novas concessões à Democracia Cristã, ou avançar, rompendo a legalidade burguesa. Uma decisão nem sempre fácil de ser tomada.
Este, talvez, tenha sido o grande dilema e uma das limitações da experiência da "via chilena para o socialismo". Mas, os possíveis erros não devem encobrir o heroísmo da esquerda chilena e de seu valente presidente. As últimas palavras de Allende ainda repercutem na alma do seu povo: "Diante desses fatos, só me cabe dizer aos trabalhadores: não vou renunciar (...) pagarei com minha vida a lealdade do povo (...). Outros chilenos superarão esse momento amargo em que a traição pretende se impor; continuem sabendo que muito mais cedo que tarde novamente se abrirão as grandes avenidas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor. Viva o Chile! Viva o povo! Vivam os trabalhadores!". Em poucos minutos cairia morto o companheiro presidente e o povo nas barricadas e nas ruas responderia:
"Allende,
presente! Agora e sempre!"
Adaptado do artigo de Augusto Buonicore, publicado na Revista Acadêmica Espaço da Sophia, edição 31 – outubro de 2009.
CURSO DE FORMAÇÃO DAS MULHERES DO PROJETO POPULAR
Durante os dias 29, 30 e 31 de Agosto, aconteceu em Santa Cruz do Sul o curso de formação das mulheres da Via Campesina, MTD e Levante Popular da Juventude.
A formação, que foi assessorada pelo companheiro Dinarte Belato, professor de história da Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ), tratou do percurso de lutas das mulheres fazendo um apanhado dos lugares históricos que elas ocuparam no decorrer dos séculos e pontuando de forma crítica as variáveis que interferiram e ainda interferem na condição de mulher dentro da sociedade.
Estiveram presentes as representações do Movimento das Mulheres Camponesas (MMC), Movimentos dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), Movimentos dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB), Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal (ABEEF) e Levante Popular da Juventude.
SEM FEMINISMO, NÃO HÁ SOCIALISMO!
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segunda-feira, 10 de setembro de 2012
LEVANTE NO GRITO DOS EXCLUÍDOS
Na manhã do dia 7 de Setembro, mais uma vez o bloco do Levante Popular da Juventude saiu em marcha em defesa de um Projeto Popular para o Brasil
A manifestação começou na Praça Pão dos Pobres com uma mística organizada pelo Levante. Após o fim do desfile militar os movimentos sociais ocuparam a avenida Loureiro da Silva, puxados pela Banda Loka.
O Ato foi finalizado em frente ao monumento do Expedicionário no Parque da Redenção para homenagear os Pracinhas do Exército Brasileiro, ou seja, os jovens que lutaram contra o nazi-fascismo durante a 2a. Guerra Mundial.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
VAMOS FALAR SOBRE COTAS?
No final da tarde de ontem, 5/9, aconteceu em Santa Maria a Aula Pública "Vamos Falar Sobre Cotas". Essa atividade, proposta por diversos coletivos e movimentos- entre eles o Levante- foi construída em razão da necessidade de discutir o assunto, uma vez que temos a UFSM- Universidade Federal de Santa Maria- , que tem em seu sistema de ingresso as ações afirmativas, e em função do “exército anti-cotas”, que promoveu manifestações contrárias às cotas, onde se percebeu muita falta de informação e esclarecimento acerca da realidade dos cotistas, por parte dos que integraram o exército. Leia mais sobre o exército anti-cotas aqui
A aula pública reuniu cerca de 300 pessoas que pararam para ouvir negros/negras e indígenas que compuseram a mesa de debate. Entre as falas, relatos que retomaram a importância de se fazer um recorte histórico e social quando o assunto é ação afirmativa, uma vez que as condições não são as mesmas para estudantes não negros e indígenas. Principalmente para estudantes de classe média ou das grandes elites, cuja realidade é totalmente diferente dos que necessitam do amparo de políticas públicas.
Ações Afirmativas?
As ações afirmativas são um conjunto de ações privadas e/ou políticas públicas que tem como objetivo reparar os aspectos discriminatórios que impedem o acesso de pessoas pertencentes a diversos grupos sociais às mais diferentes oportunidades. Por exemplo, a participação de mulheres em sindicatos, a gratuidade dos idosos no transporte coletivo, a garantia de vagas para portadores de deficiência em empresas, etc.
Cotas, por que sim?
Mesmo com o fim da escravidão, a segregação racial continuou existindo de forma camuflada no Brasil. Essa é uma das razões que fazem com que a adoção de políticas públicas específicas para afro-brasileiros sejam necessárias.
A discriminação racial no Brasil é bastante particular e precisa ser vista com atenção. Não tivemos apartheid, mas o racismo à brasileira persiste na nossa cultura e na nossa sociedade. Bem como, a descriminação e falta de atenção para com os indígenas, os donos da terra.
As cotas têm um papel além da promoção do ingresso de uma população específica na universidade. As cotas estimulam o debate sobre a questão racial, questionam a diversidade dentro de instituições de ensino e nos fazem refletir nas consequências do nosso passado escravo. Além disso, a adoção de cotas raciais nos convida a repensar antigos preconceitos e estereótipos.
LEVANTE PELAS COTAS!
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7 DE SETEMBRO: GRITO DOS EXCLUÍDOS
Participe do Grito dos Excluídos, a concentração em Porto Alegre será em frente ao Pão dos Pobres
Programação
- 9 h: Concentração na Praça Pão dos Pobres e organização de equipes para divulgar a mensagem do Grito junto à população presente ao desfile militar.
- 10 h: Ato e mística na Praça Pão dos Pobres.
- Logo após o desfile militar: A Marcha do 18º Grito, que se encerra no monumento do Expedicionário, onde também fará memória dos que tombaram na luta pela democracia.
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
TRANSFORMAÇÃO AGROECOLÓGICA COLABORATIVA: AJUDE A CAMPANHA!
A Campanha Permanente Contra Agrotóxicos e Pela Vida lançou um projeto para o seu financiamento coletivo no catarse.me. Lá, é possível cadastrar um projeto propondo um valor a ser arrecadado em troca de benefícios do próprio projeto e uma prazo para alcançá-lo através de colaborações. Nessa campanha, ainda falta arrecada 20% do dinheiro e o prazo acaba em 15 dias: se o total do valor pedido não for alcançado até essa data, o projeto perde tudo o que já arrecadou até agora e o dinheiro volta para os colaboradores.
Mas por que colaborar? Tocar uma campanha desse porte sempre gera muitos gastos: é preciso produzir cartilhas, vídeos, materiais explicativos, debates que esclareçam, sensibilizem e envolvam o público nesse tema tão importante que é a nossa própria saúde. Além de contar com o apoio das pessoas, é preciso mostrar força e conseguir apoio para derrubar no Congresso projetos como o que garante isenção fiscal para o uso dos agrotóxicos e permite que empresas multinacionais lucrem bilhões sobre a saúde do povo brasileiro. Enquanto eles não pagam impostos, nós somos obrigados a consumir 5 litros de agrotóxicos por ano. É muito veneno!
Por isso, toda ajuda é importante na luta contra as grandes empresas e em defesa dos alimentos orgânicos, da agroecologia e da nossa saúde.
Clica aqui para acessar o site do projeto ou vai em http://catr.se/NE3NxO. Assiste ao vídeo, divulga a campanha e te soma nessa luta colaborativa por uma transformação ecológica!
Juntos, podemos desenvenenar a nossa mesa!
Participe!
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LEVANTE PELA JUSTIÇA EM TRÊS PASSOS
Simultaneamente ao ato realizado em Porto Alegre no dia 28/08 o Comitê Popular Memória, Verdade, e Justiça, promoveu uma manifestação na cidade de Três Passos.
Representado por Calino Pacheco, Romario Rosseto e Anderson Barreto, o Comitê realizou duas manifestações em Três Passos, com a participação de ex-presos políticos e familiares, moradores da região e dezenas de militantes do Levante Popular da Juventude, MPA/Via Campesina, MST, Sindicato dos Metalúrgicos de Horizontina e Sindicato dos Comerciários.
Liderados por Anderson Barreto, também do Levante Popular da Juventude, militantes do movimento realizaram um escracho silencioso em frente ao Hospital de Caridade para denunciar que em maio de 1970 centenas de pessoas foram presas e torturadas no local. Anderson ressaltou que a manifestação pacifica que estava ocorrendo tinha o objetivo de inserir na história da ditadura do Brasil os tristes acontecimentos que ocorreram na cidade, e que envolveram, ainda, moradores de outros municípios.
A manifestação foi seguida de uma passeata até a Praça Reneu Geraldino Mertz, vereador da oposição e preso político e posteriormente prefeito da Cidade. Na abertura foi lido o Manifesto de Três Passos que propõe, entre outros compromissos, o empenho pela reinterpretação da Lei da Anistia e a punição dos torturadores que cometerem crimes de lesa-humanidade, como o tenente –coronel Paulo Malhães, do DOI – CODI, do Rio de Janeiro, que junto com o DOPS gaúcho comandou as perseguições, prisões e torturas de moradores da região.
O italiano Roberto de Fortini, comandante local do Var – Palmares, veio da Argentina especialmente para o ato, e destacou que Três Passos é uma terra de progresso, uma terra de sangue revolucionário, lembrando que perto dali também passou a Coluna Prestes, “a coluna que mais caminhou e marchou na história da humanidade”.
Com a descoberta do grupo, moradores não só de Três Passos, mas de toda a Região, foram presos e torturados selvagemente. Muitos apenas por serem amigos ou por cumprimentarem os revolucionários. Roberto de Fortini lamentou que ao contrário de outros países como Argentina e Uruguai, no Brasil os torturadores ainda estão soltos e impunes.
Ao encerrar as atividades Anderson Barreto enfatizou que o pedido de punição aos agentes da ditadura não visa o revanche, pois não há intenção de matar, torturar e retirar os direitos civis, a exemplo do que fizeram. ”O que queremos é a justiça para que os crimes de lesa-humanidade não fiquem impunes e para que os brasileiros reconheçam os seus heróis”.
Adaptado Carta Maior
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sábado, 1 de setembro de 2012
ESCAMBARGANHA
Todo o primeiro domingo do mês, em Ipanema - Porto Alegre, acontece o Escambarganha, uma feira de trocas de objetos e ideias.
Por que trocamos?
Trocamos por causa da nossa vontade de movimentar as coisas no nosso bairro, de ver as pessoas conversando umas com as outras, usando os espaços da rua para conviver e não apenas para passar uma pelas outras.
A gente percebeu que o mundo está indo num sentido estranho, todo mundo cada vez mais individualista, e pra compensar isto a galera consome, compra coisas novas e gasta dinheiro. Por causa disto criamos um espaço autônomo de trocas, pro pessoal trocar objetos, roupas, ideias e experiências. Na prática é uma feira de trocas que chamamos de Escambarganha, isto significa escambo, por causa das trocas, e barganha, por causa da troca de ideias.
Nosso ideal é não usar dinheiro para conseguir coisas novas, porque ele está causando um grande mal para o planeta, faz com que as empresas queiram sempre mais dinheiro, e sempre produzam muito mais do que o necessário, daí aumenta o consumo, aumenta o descarte o que gera o lixo e a poluição. Nas trocas podemos aproveitar os materiais que já existem sem gastar, sem produzir em excesso e conhecendo nossa vizinhança.
O ESCAMBARGANHA, acontece todo primeiro domingo do mês em Ipanema, no calçadão, num lugar que a galera chama de Trapiche.
Todos aqueles que quiserem nos ajudar podem participar roda de avaliação que acontece no final, fazemos ela pra que a gente possa sempre agregar mais pessoas interessadas e manter nossa atividade sempre renovada.
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A gente percebeu que o mundo está indo num sentido estranho, todo mundo cada vez mais individualista, e pra compensar isto a galera consome, compra coisas novas e gasta dinheiro. Por causa disto criamos um espaço autônomo de trocas, pro pessoal trocar objetos, roupas, ideias e experiências. Na prática é uma feira de trocas que chamamos de Escambarganha, isto significa escambo, por causa das trocas, e barganha, por causa da troca de ideias.
Nosso ideal é não usar dinheiro para conseguir coisas novas, porque ele está causando um grande mal para o planeta, faz com que as empresas queiram sempre mais dinheiro, e sempre produzam muito mais do que o necessário, daí aumenta o consumo, aumenta o descarte o que gera o lixo e a poluição. Nas trocas podemos aproveitar os materiais que já existem sem gastar, sem produzir em excesso e conhecendo nossa vizinhança.
O ESCAMBARGANHA, acontece todo primeiro domingo do mês em Ipanema, no calçadão, num lugar que a galera chama de Trapiche.
Todos aqueles que quiserem nos ajudar podem participar roda de avaliação que acontece no final, fazemos ela pra que a gente possa sempre agregar mais pessoas interessadas e manter nossa atividade sempre renovada.
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