terça-feira, 30 de novembro de 2010
Comitê Popular da Copa
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Não haverá vencedores
"Pode parecer repetitivo, mas é isso: uma solução para a segurança pública do Rio terá de passar pela garantia dos direitos dos cidadãos da favela", escreve Marcelo Freixo.
Eles estão com armas nas mãos e as cabeças vazias. Não defendem ideologia. Não disputam o Estado. Não há sequer expectativa de vida. Só conhecem a barbárie. A maioria não concluiu o ensino fundamental e sabe que vai morrer ou ser presa. As imagens aéreas na TV, em tempo real, são terríveis: exibem pessoas que tanto podem matar como se tornar cadáveres a qualquer hora. A cena ocorre após a chegada das forças policiais do Estado à Vila Cruzeiro e ao Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro.
O ideal seria uma rendição, mas isso é difícil de acontecer. O risco de um banho de sangue, sim, é real, porque prevalece na segurança pública a lógica da guerra. O Estado cumpre, assim, o seu papel tradicional. Mas, ao final, não costuma haver vencedores.

Tem sido assim no Brasil há tempos. Essa lógica da guerra prevalece no Brasil desde Canudos. E nunca proporcionou segurança de fato. Novas crises virão. E novas mortes. Até quando? Não vai ser um Dia D como esse agora anunciado que vai garantir a paz. Essa analogia à data histórica da 2ª Guerra Mundial não passa de fraude midiática.
Essa crise se explica, em parte, por uma concepção do papel da polícia que envolve o confronto armado com os bandos do varejo das drogas. Isso nunca vai acabar com o tráfico. Este existe em todo lugar, no mundo inteiro. E quem leva drogas e armas às favelas?
É preciso patrulhar a baía de Guanabara, portos, fronteiras, aeroportos clandestinos. O lucrativo negócio das armas e drogas é máfia internacional. Ingenuidade acreditar que confrontos armados nas favelas podem acabar com o crime organizado. Ter a polícia que mais mata e que mais morre no mundo não resolve.
Falta vontade política para valorizar e preparar os policiais para enfrentar o crime onde o crime se organiza - onde há poder e dinheiro. E, na origem da crise, há ainda a desigualdade. É a miséria que se apresenta como pano de fundo no zoom das câmeras de TV. Mas são os homens armados em fuga e o aparato bélico do Estado os protagonistas do impressionante espetáculo, em narrativa estruturada pelo viés maniqueísta da eterna "guerra" entre o bem e o mal.
Como o "inimigo" mora na favela, são seus moradores que sofrem os efeitos colaterais da "guerra", enquanto a crise parece não afetar tanto assim a vida na zona sul, onde a ação da polícia se traduziu no aumento do policiamento preventivo. A violência é desigual.
É preciso construir mais do que só a solução tópica de uma crise episódica. Nem nas UPPs se providenciou ainda algo além da ação policial. Falta saúde, creche, escola, assistência social, lazer.
O poder público não recolhe o lixo nas áreas em que a polícia é instrumento de apartheid. Pode parecer repetitivo, mas é isso: uma solução para a segurança pública terá de passar pela garantia dos direitos básicos dos cidadãos da favela.
Da população das favelas, 99% são pessoas honestas que saem todo dia para trabalhar na fábrica, na rua, na nossa casa, para produzir trabalho, arte e vida. E essa gente - com as suas comunidades tornadas em praças de "guerra" - não consegue exercer sequer o direito de dormir em paz.
As charges são do Carlos Latuff.
O Cristal é do Povo
Durante todo o dia foram produzidas mais de 80 estampas de camisetas para os frequentadores da praça, a partir da técnica de stencil. A oficina de Grafitti revitalizou a casinha que ocupa o centro da praça. E o medonhedo que participou do muralismo, pintou um questionamneto à política de combate à violência. O evento se insere dentro de um contexto de disputa sobre o caráter do bairro que abriga ao mesmo tempo um conjunto de vilas e as pretensões higienizantes das grandes empreiteiras.
sábado, 27 de novembro de 2010
TODOS CONTRA A VIOLÊNCIA MACHISTA!
Chega de violência...Basta de impunidade!Vamos juntos acabar com essa vergonhaTransformando a sociedade.Se não existe a igualdade,Permanece a opressão.Construiremos a liberdadeCom as nossas próprias mãos!!
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Segurança Pública reforça Criminalização da Pobreza
- A favela é a mão de obra barata. É a barbárie - diz o deputado, elencando a Baía da Guanabara e o Porto como locais onde há o tráfico de armas e onde lucra o crime organizado.

Como o senhor avalia a implementação das UPPs?
As UPPs representam um projeto de cidade e não de segurança pública. O mapa das UPPs é muito revelador: é o corredor da Zona Sul, os arredores do Maracanã, a zona portuária e Jacarepaguá, região de grande investimento imobiliário. Então, são áreas de muito interesses para o investidor privado. O Estado, portanto, retoma - militarmente - este território. A retomada é militar para permitir um projeto de cidade, que é a cidade Olímpica de 2016. Para toda cidade Olímpica tem cidades não-Olímpicas ao redor.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Metendo a colher!
NÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER!
Física, psicológica, sexual, patrimonial (destruição dos pertences da mulher) ou moral (calúnia, injúria ou difamação), todos os dias, dentro de suas casas, milhares de mulheres enfrentam uma violência que está baseada na ideia de que o homem é a autoridade dentro de casa, ou seja, tem o domínio sobre a família.
E se ele tem domínio sobre a família, tem domínio sobre a mulher e ela lhe pertence. E quando uma coisa nos pertence a gente acha que pode fazer com ela o que quiser...
De 2006 a 2008, 92 mulheres, no RS, morreram vítimas de violência doméstica e outras 296 sofreram tentativa de homicídio (Dados do Estudo Técnico nº 50), quanto já aumentou esse número de 2008 a 2010?
EM VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, A SOCIEDADE DEVE METER A COLHER!!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
POR TODAS AS MULHERES
Hora: 11 horas
Dia: 25 de novembro, quinta-feira
terça-feira, 23 de novembro de 2010
ENCONTRO GAÚCHO DE ESTUDANTES DE HISTÓRIA
Nos últimos dias 13, 14 e 15 de novembro, aconteceu em Pelotas o XII EGEH (Encontro Gaúcho de Estudantes de História). O encontro contou com a participação de cerca de 150 estudantes universitários de diferentes cursos, das cidades de Santa Maria, Jaguarão, Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas, que além de participarem do evento, ajudaram em sua construção através do modelo de autogestão.
Sob o tema JUVENTUDE E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL, os estudantes puderam debater os principais problemas que afligem a juventude atualmente, bem como seu papel na superação destes problemas. Trabalho e Juventude, Gênero, Sexualidade e Juventude, Opressões e Movimento Estudantil, foram alguns dos Grupos de Discussão realizados no encontro.
O evento contou ainda com oficinas de estêncil, malabarismo, batucada feminista e muito mais.
- ||| LEIA TUDO AQUI! ||| -segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Entrevista com Tom Morello do Rage Against the Machine

Na trajetória da banda, pedradas ao capitalismo, ao belicismo estadunidense, ao racismo, ao etnocídio dos nativos da América, à violência machista. Homenagens aos zapatistas, à Liga Anti-Fascista da Europa, à organização Women Alive, aos presos políticos Leonard Peltier e Múmia Abu-Jamal.
Para todos estes, a banda realizou shows, revertendo todo o dinheiro para a defesa das causas. O RATM também tocou em protestos contra o Nafta (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio) e a Alca (Área de Livre Comércio das Américas), fez dois shows contra à guerra (2000 e 2008) às portas da Convenção Nacional do Partido Democrata, provocou o fechamento da Bolsa de Valores de Nova York por algumas horas ao tentarem gravar um clipe, dirigido por Michael Moore, em frente à instituição, e, também, foi censurado pela emissora NBC por exibirem a bandeira dos EUA de cabeça para baixo em uma apresentação.
Depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, a emissora Clear Channel criou a lista de “músicas com letras questionáveis”, na qual o RATM foi a única banda a ter todas as suas músicas incluídas.
De 2000 a 2007, a banda esteve separada, mas, em outubro deste ano, aterrissou e “aterrorizou” pela primeira vez em solo sul-americano, passando por Brasil, Argentina e Chile, homenageando o MST, as Mães da Praça de Maio, Víctor Jara e Salvador Allende. Passada a turnê, o guitarrista do RATM, Tom Morello, concedeu uma entrevista exclusiva ao Brasil de Fato.
É a juventude que muda o mundo e eu acredito ser de crucial importância que eles ganhem perspectiva numa larga variedade de ideias e movimentos políticos que estão abertos para a participação deles em seus próprios países. Nos Estados Unidos, a juventude foi muito energizada pela campanha presidencial do Obama e muitos se desiludiram com suas ações desde que ele foi eleito. Existe muito descontentamento nos Estados Unidos com a economia e com o prosseguimento das guerras no Oriente Médio e, infelizmente, os semideuses da direita têm manipulado esse descontentamento para os seus próprios propósitos.Leia a entrevista completa feita por Ana Maria Straube, Rodrigo Salgado e Vinicius Mansur no sítio do Brasil de Fato.

Nascido em 1964 no Harlem, em Nova York, formado em ciências políticas na Universidade de Harvard, Tom Morello foi incluído pela revista Rolling Stone como um dos 100 maiores guitarristas de todos os tempos.
MOSTRA DE CINEMA
23/11 - TERÇA-FEIRA
KAMCHATKA - Marcelo Piñeyro (Argentina/ Espanha/ Itália, 103 min, 2002, fic)
Classificação indicativa: livre
15h
A BATALHA DO CHILE II – O GOLPE DE ESTADO - Patricio Guzmán (Chile/ Cuba/ Venezuela/ França, 90 min, 1975, doc)
Classificação indicativa: 12 anos
17h
A VERDADE SOTERRADA - Miguel Vassy (Uruguai/ Brasil, 56 min, 2009, doc)
ROSITA NÃO SE DESLOCA - Alessandro Acito, Leonardo Valderrama (Colômbia/ Itália, 52 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 12 anos
19h – Sessão de Abertura
ABUTRES - Pablo Trapero (Argentina/ Chile/ França/ Coréia do Sul, 107 min, 2010, fic)
Classificação indicativa: 16 anos
24/11 - QUARTA-FEIRA
HÉRCULES 56 - Silvio Da-Rin (Brasil, 94 min, 2006, doc)
Classificação indicativa: 12 anos
13h – Audiodescrição
AVÓS - Michael Wahrmann (Brasil, 12 min, 2009, fic)
ALOHA - Paula Luana Maia, Nildo Ferreira (Brasil, 15 min, 2010, doc)
CARRETO - Marília Hughes, Claudio Marques (Brasil, 12 min, 2009, fic)
EU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO - Daniel Ribeiro (Brasil, 17 min, 2010, fic)
* Sessão com audiodescrição para público com deficiência visual.
Classificação indicativa: 12 anos
15h
DIAS DE GREVE – Adirley Queirós (Brasil, 24 min, 2009, doc)
PARAÍSO - Héctor Gálvez (Peru/ Alemanha/ Espanha, 91 min, 2009, fic)
Classificação indicativa: 12 anos
17h
CARNAVAL DOS DEUSES - Tata Amaral (Brasil, 9 min, 2010, fic)
MEU COMPANHEIRO - Juan Darío Almagro (Argentina, 25 min, 2010, doc)
LEITE E FERRO - Claudia Priscilla (Brasil, 72 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 16 anos
19h
VIDAS DESLOCADAS - João Marcelo Gomes (Brasil, 13 min, 2009, doc)
PERDÃO, MISTER FIEL - Jorge Oliveira (Brasil, 95 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 14 anos
25/11 – QUINTA-FEIRA
PRA FRENTE BRASIL - Roberto Farias (Brasil, 105 min, 1982, fic)
* Sessão com audiodescrição para público com deficiência visual.
Classificação indicativa: 14 anos
15h
ALOHA - Paula Luana Maia / Nildo Ferreira (Brasil, 15 min, 2010, doc)
AVÓS - Michael Wahrmann (Brasil, 12 min, 2009, fic)
CINEMA DE GUERRILHA - Evaldo Mocarzel (Brasil, 72 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 12 anos
17h
A CASA DOS MORTOS - Debora Diniz (Brasil, 24 min, 2009, doc)
CLAUDIA - Marcel Gonnet Wainmayer (Argentina, 76 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 14 anos
19h
GROELÂNDIA - Rafael Figueiredo (Brasil, 17 min, 2009, fic)
MUNDO ALAS - León Gieco, Fernando Molnar, Sebastián Schindel (Argentina, 89 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 12 anos
26/11 – SEXTA-FEIRA
MÃOS DE OUTUBRO - Vitor Souza Lima (Brasil, 20 min, 2009, doc)
JURUNA, O ESPÍRITO DA FLORESTA - Armando Lacerda (Brasil, 86 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 12 anos
15h
HALO - Martín Klein (Uruguai, 4 min, 2009, fic)
ANDRÉS NÃO QUER DORMIR A SESTA - Daniel Bustamante (Argentina, 108 min, 2009, fic)
Classificação indicativa: 12 anos
17h
MARIBEL - Yerko Ravlic (Chile, 18 min, 2009, fic)
O QUARTO DE LEO - Enrique Buchichio (Uruguai/ Argentina, 95 min, 2009, fic)
Classificação indicativa: 14 anos
19h
O FILHO DA NOIVA - Juan José Campanella (Argentina/ Espanha, 124 min, 2001, fic)
Classificação indicativa: livre
27/11 – SÁBADO
DOIS MUNDOS – Thereza Jessouroun (Brasil, 15 min, 2009, doc)
AMÉRICA TEM ALMA - Carlos Azpurua (Bolívia/ Venezuela, 70 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 12 anos
14h
CARRETO - Marília Hughes, Claudio Marques (Brasil, 12 min, 2009, fic)
BAILÃO - Marcelo Caetano (Brasil, 17 min, 2009, doc)
DEFENSA 1464 - David Rubio (Equador/ Argentina, 68 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 12 anos
16h
O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS - Cao Hamburger (Brasil, 110 min, 2006, fic)
Classificação indicativa: 10 anos
18h
EU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO - Daniel Ribeiro (Brasil, 17 min, 2010, fic)
IMAGEM FINAL - Andrés Habegger (Argentina, 94 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: 12 anos
28/11 – DOMINGO
ENSAIO DE CINEMA - Allan Ribeiro (Brasil, 15 min, 2009, fic)
108 - Renate Costa (Paraguai/ Espanha, 91 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 12 anos
14h
VLADO, 30 ANOS DEPOIS - João Batista de Andrade (Brasil, 85 min, 2005, doc)
Classificação indicativa: 14 anos
16h
A HISTÓRIA OFICIAL - Luis Puenzo (Argentina, 114 min, 1985, fic)
Classificação indicativa: 12 anos
18h
XXY - Lúcia Puenzo (Argentina/ França/ Espanha, 86 min, 2006, fic)
Classificação indicativa: 16 anos
A ARTE NÃO VAI PARAR!
Vídeo do ato Diálogos na Esquina realizado em repúdio a repressão à livre manifestação da cultura popular.
domingo, 21 de novembro de 2010
Somos Todos Filhos Da Terra
sábado, 20 de novembro de 2010
SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
A UFRGS pode, enfim, comemorar a semana da consciência negra!
A partir de 2006 a UFRGS foi obrigada, pela pressão dos movimentos sociais, a abrir seus olhos para um grande contingente da sociedade que estava do lado de fora dos seus muros: negros e pobres.
Em 2008, enfim, a UFRGS, passou a respirar novos ares, sentir outros cheios, conviver com uma nova cultura e enxergar outras cores. As cotas na Universidade permitiram que aqueles que sempre foram excluídos do ensino superior, passassem a ter acesso à produção do conhecimento na academia.
A trajetória de quem acompanhou esse processo começa a ser marcada por fatos inéditos. É nesse contexto que o fato de estudantes negros e cotistas pintarem uma faixa que faz referência a luta e ao dia da consciência negra, ganha novos contornos. Os estudantes que anteriormente não sabiam dessa data, hoje são, obrigatoriamente, lembrados, assim como são levados a refletir sobre as mudanças no perfil e nas cores da Universidade!
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
RELATO DE UM COMPANHEIRO NO HAITI
Haiti 1 de novembro de 2010
Saudações a todos e todas as camaradas.Por aqui, neste pequeno país, mas de uma cultura e de uma diversidade gigante, estamos começando a desenvolver alguns trabalhos. Depois de um longo período de articulações, agora que alguns projetos começaram a andar: estamos trabalhando com as cisternas, onde temos 30 para instalar, tambem há outros projetos para criação de banco de sementes.
E nas regiões temos autonomia para trabalhar sobre temas que os movimentos queiram, aqui ja fizemos formações técnicas e políticas. Começaremos duas experiências com hortas e uma de reflorestamento, coisa pequena, mas ajuda muito.
E agora, para dificultar um pouco a vida dos haitianos, surgiu há duas semanas um foco de Cólera no centro do país, no estado de Lart Bonit. Os últimos dados que tive era de mais de 400 mortos e quatro mil infectados, mas o fato mais absurdo foi a forma como começou: os militares da ONU do Nepal tinham sua base infectada, então fizeram uma linpeza para desinfectar a base, e, após terminar, jogaram toda a água utililizada para um canal, canal este que os camponesses usam para irrigação e para o consumo.
Agora temos tambem as eleições, temos um bando de burguês disputando a presidência, e os movimentos estão tentando botar 16 deputados em um parlamento de 96, estão investindo todas as fichas aí. O estado haitiano é muito corrupto e covarde, é da mesma corja dos EUA. O coordenador do Plano de Reconstrução do Haiti, coordenado pelo Bill Clinton, vai receber por mês 200 mil dólares! Imaginem qual será a reconstrução…
O povo haitiano vive à espera de algo que os impulsione para a trasnformação, são muito dispostos a mudar, têm uma disposição, uma fé que os encoraja mas não que os una neste momento. Este é um reflexo de todo o proceso que a esquerda de toda a América Latina, e talvez do mundo vive neste período.
Aqui no sul do país, em Grand Ansse (grande lugar) estou bem, subindo muita montanha, comendo muito na casa dos camponeses e cavando muito buraco para as cisternas, agora somos em dois brigadistas: eu e o Roberto , argentino que chegou em setembro ao Haiti. Já construímos 12 cisternas e temos mais 29, já consigo me comunicar bem com os e as haitianas. Temos uma relação muito boa com os camponeses, quando voltamos para casa sempre estamos com a mochila cheia de banana, laranja, coco, a maioria entende que estamos aqui para construirmos juntos, e não somos simples brancos que vêm dar algumas esmolas.
Nos momentos livres saímos para as praias que tem na volta, jogamos futebol com a gurizada que tem por aqui, e fizemos algumas articulações já: conhecemos os médicos cubanos, e irmãs de Santa Mar
ia. Temos uma moto, o movimento liberou para nós, o único detalhe é que a cada vez que saímos temos pelo menos um problema, pneu que fura, gasolina que entope, acelerador que estoura, coisas assim. Dias atrás tivemos um pequeno incidente, roubaram nossa mochila, com todos os documentos, nosso dinheiro e nosso telefone, mas não foi nada que nos impeça de continuar na batalha.
Buenas, aqui estamos na batalha!
Como diz uma canção que os camponeses cantam:“Não podemos nos entregar na batalha
Não podemos nos entregar para os assassinos
A vitória final pertence ao povo”
Um forte abraço a todos!Ezequiel C.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Teatro de rua protesta contra repressão policial
Encontro do Castelinho
Ato Diálogo na Esquina
12:00:Abertura com batucadas, Leitura do Artigo V, distribuição de panfletos.
13h: Apresentação Grupo TIA
14h: Apresentação Artistas da Fome.
15h: Apresentação Caio.
16h: Roda de Capoeira.
17h: Apresentação Cia UmPédeDois
18e30h: Apresentação da Oficina de Teatro em Ação Direta Levanta FavelA... - ||| LEIA TUDO AQUI! ||| -
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
O CENTRO É DO POVO!
Com apresentações e performances teatrais, musicais e poéticas!!!
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
Choque de ordem contra a cultura popular
Para fazer um espetáculo teatral gratuito em praça pública, no Rio de Janeiro (RJ), o artista precisa dar entrada num pedido de “nada a opor”, na Secretaria Municipal de Ordem Pública, com 30 dias de antecedência. Já os blocos de carnaval de rua tiveram até o dia 24 de setembro deste ano para pedir a “autorização” da Prefeitura para desfilar no feriado de 2011. É o choque de ordem na cultura popular carioca.
Atores e coordenadores de blocos afirmam que as normas da Prefeitura são inconstitucionais. “Não é concebível que o prefeito [Eduardo Paes (PMDB)] diga quem pode e quem não pode fazer cultura de graça, na rua, para o povo!”, protesta Luis Otávio Almeida, coordenador do Cordão do Boi Tolo e membro da Desliga de Blocos. No dia 19 de setembro, a Desliga promoveu sua segunda Bloqueata, um carnaval-protesto contra o decreto municipal.
Leia a reportagem completa de Ana Lúcia Vaz no sítio do Brasil de Fato
Não é só no Rio de Janeiro que a censura toma conta das ruas. No dia 16 de outubro a Brigada Militar atrapalhou e tentou interromper a apresentação teatral "Árvore em Fogo" da Camabada de Teatro em Ação Direta Levanta FavelA... na esquina democrática em Porto Alegre, tradicional palco de manifestações artísticas e políticas da capital Gaúcha. Confira o vídeo aqui.
Na última sexta-feira (12/11), a atriz e escritora Telma Scherer também foi vítima de uma ação truculenta da Brigada Militar enquanto fazia uma performance artística durante a Feira do Livro de Porto Alegre. O relato desse lamentável episódio pode ser lido em seu blog.
A atriz Telma Scherer é impedida de se manifestar na Feira do Livro em Porto Alegre
A criação de uma Secretaria de Ordem Pública no Rio de Janeiro e as ações repressivas e truculentas da Brigada Militar no Rio Grande do Sul que impedem o livre direito de manifestação de artistas populares demonstram que a ditadura e a censura ainda não acabaram. O DOPS renasce com o nome novo de Secretaria de Ordem Pública. Os milicos trocaram a farda verde-oliva pelas fardas das polícais militares. Só as vítimas continuam as mesmas.
- ||| LEIA TUDO AQUI! ||| -Filtro: CENSURA, CHOQUE DE ORDEM, CULTURA POPULAR, REPRESSÃO, VÍDEOS, VIOLÊNCIA POLICIAL
"Nós nunca tivemos democracia até hoje, porque democracia significa soberania popular"
- ||| LEIA TUDO AQUI! ||| -Se há uma constante na História do Brasil, é o regime oligárquico. É sempre uma minoria de ricos e poderosos que comanda, mas com uma diferença grande em relação a outros países. Nós, aqui, sempre nos apresentamos como não oligarcas. A nossa política é sempre de duas faces: uma face externa, civilizada, respeitadora dos direitos, e uma face interna, cruel, sem eira nem beira. A meu ver, isto é uma consequência do regime escravista que marcou profundamente a nossa mentalidade coletiva. O senhor de engenho, o senhor de escravos, por exemplo, quando vinha à cidade, estava sempre elegantemente trajado, era afável, sorridente e polido com todo mundo. Bastava, no entanto, voltar ao seu domicílio rural, para que ele logo revelasse a sua natureza grosseira e egoísta. Nós mantivemos essa duplicidade de caráter em toda a nossa vida política. Quando foi feita a Independência, estava em pleno vigor, no Ocidente, a ideologia liberal, e, devido ao nosso complexo colonial, nós não podíamos deixar de ser liberais. Então, iniciou-se o trabalho de elaboração da Constituição, logo em 1823. E os constituintes resolveram instituir no Brasil um regime liberal, com a instituição de freios contra o abuso de poder. Evidentemente, isso foi contado ao Imperador, que imediatamente mandou fechar a Assembléia Constituinte. Mas, qual foi a declaração dele? “Darei ao povo brasileiro uma Constituição duplicadamente mais liberal.” Eles não perceberam a aberrante contradição: uma Constituição outorgada pelo poder que era duplicadamente mais liberal do que aquela que estava sendo feita pelos representantes do povo. Bom, essa Constituição não continha a menor alusão à escravidão e dispunha: “São abolidas as penas cruéis, a tortura, o ferro quente.” Porque todo escravo tinha o corpo marcado por ferro em brasa. Essa marca era dada desde o porto de embarque na África. Pois bem, apesar dessa proibição da Constituição de 1824, durante todo o Império nós continuamos a marcar com ferro em brasa os escravos. A Constituição proibia os açoites, mas seis anos depois foi promulgado o Código Criminal do Império que estabeleceu a pena de açoites no máximo de 50 por dia. E é sabido que essa pena só se aplicava aos escravos e, geralmente, eles recebiam 200 açoites por dia. Houve vários casos de escravos que morreram em razão das chibatadas recebidas. E, aliás, a pena de açoite só foi eliminada no Brasil em 1886, ou seja, às vésperas da abolição da escravatura. [...]
sábado, 13 de novembro de 2010
"Seremos milhões"
Durante um gigantesco ato que marcou o fim da campanha para sua reeleição, no dia 3 de dezembro de 2009, na cidade de El Alto, Evo Morales afirmou: “Os milhões dos quais falou Katari estão aqui”. O presidente fez alusão à frase do legendário lutador indígena boliviano, Tupac Katari, que, antes de ser esquartejado pelos colonizadores espanhóis em 15 de novembro de 1781, afirmou: “Voltarei e serei milhões”.
O legado de lutas sociais na Bolívia é secular, mas, para muitos historiadores, o processo político que conduziu o atual presidente da Bolívia ao governo tem como pedra fundamental a Guerra da Água, na cidade de Cochabamba, em 2000. Na ocasião, foi expulsa, após intensa mobilização popular, a transnacional que controlava o serviço de água, impondo a primeira grande derrota ao modelo neoliberal boliviano.
A partir daí, as mobilizações populares ascendem com um poderoso questionamento à ordem social, política e econômica do país e, capitalizadas pelo partido Movimento ao Socialismo – Instrumento pela Soberania dos Povos (MAS-IPSP), levam Evo Morales à presidência. A efervescência política desse período foi registrada e vivida pelo fotógrafo brasileiro Dado Galdieri, de 2003 até 2010. (Do BF)



A esperança no olho dos apoiadores do MAS-IPSP em campanha para a eleger Evo Morales presidente, no dia 12 outubro de 2005. As eleições aconteceram em dezembro do mesmo ano.

Indígenas partidários de Morales comemoram, no dia 21 de janeiro de 2010, com música e dança, a reeleição do presidente nas ruínas de Tiwanaku, templo sagrado da cultura andina a cerca de 60 km a oeste de La Paz. Morales venceu as eleições em dezembro de 2009, com 64% dos votos

Dois residentes de El Alto em frente a uma indústria de gás no dia 2 de maio de 2006, um dia após o presidente anunciar a nacionalização das reservas de hidrocarbonetos do país
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
ABAIXO O PRECONCEITO
Mais um ato de violência e preconceito dentro da universidade. Desta vez o palco foi o INTERUNESP, encontro esportivo anual realizado por estudantes da Universidade Estadual Paulista (UNESP). Neste ano, o encontro foi realizado na cidade de Assis.
O ato consistia em “montar” sobre meninas gordas simulando um rodeio, ato este desprezível e que merece que juntemos todas nossas forças pra combatê-lo. O padrão estético imposto pela sociedade de consumo nos coloca situações tão contraditórias como esta em que, estudantes universitários (que deveriam justamente combater práticas de abuso e preconceito) colocam na programação de seus encontros o “RODEIO DE GORDAS”. A inscrição custava R$ 20,00 e dava direito à camiseta do evento.
Comunidade do "Rodeio de Gordas" no Orkut.
Práticas machistas e preconceituosas como esta devem ser combatidas em todas as suas faces, nos colégios (onde tudo só parece brincadeira), na TV, na universidade, nas rua etc. Muitos casos como este são tratados como normais, apenas um erro de cálculo por parte de seus praticantes, mas na verdade refletem valores de uma sociedade em que as pessoas só forjam sua identidade na negação do outro como ser humano. A moral vigente é a do mais forte, do esbelto, do que a novela nos diz ser bonito ou correto.
A moral vigente será derrotada!
- ||| LEIA TUDO AQUI! ||| -quarta-feira, 10 de novembro de 2010
A educação não muda o mundo...


Filtro: LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE, MURALISMO, OFICINAS, PAULO FREIRE, UFRGS
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Ativistas contra Bayer e Monsanto
Dentro do estande da Monsanto os ativistas encenaram o extermínio da biodiversidade gerado pelas transnacionais, "desmascarando a estratégia de financiamento de pesquisa para lucros próprios".
Contraponto para levar economia solidária à universidade
Um Espaço de Comercialização Solidária localizado dentro do Campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ao lado da Faculdade de Educação (FACED). Propõe uma nova forma de pensar o consumo, valorizando processos saudáveis e justos com o trabalhador, sociedade e meio ambiente, além de comunicar às pessoas que circulam pela universidade conceitos e práticas como agroecologia, bioarquitetura e autonomia.

8h30: Montagem de Geodésica
10h45: Inicio Feira de Trocas (utilização de moeda social)
13h00: Bate-papo sobre função da Feira de Trocas
14h30: Intervenção musical com Levante Popular da Juventude
16h30: finalização da Feira de Trocas
17h00: Atividade Solene na sala 101 da FACED - Faculdade de Educação da UFRGS.
19h00: Musicas autorais com Seu Pedro – Victoryes.
20h00: Musica com Palco Aberto - ||| LEIA TUDO AQUI! ||| -
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Ocupação da Fazenda Anonni completa 25 anos

A área de mais de 9 mil hectares é um marco para a luta pela terra e também ficou nacionalmente conhecida pelo filme “Terra para Rose”, que além de contar a história da ocupação, mostrou o espírito de luta da sem terra Roseli Salete Nunes da Silva, assassinada durante a ocupação.

Isaias Vedovatto, que hoje faz parte da direção estadual do MST, participou da ocupação e trabalha ativamente para a recuperação da memória. De acordo com ele, muitas coisas foram escritas sobre a Fazenda Anonni, mas a história nunca foi contata pelos participantes reais do processo. “Nesses 25 anos é possível olhar para traz e recuperar a história por meio do olhar dos próprios trabalhadores. Um esforço de lembrança coletiva”, afirma.
Vedovatto conta que os trabalhadores pretendem recuperar fotos, materiais e instrumentos da época da ocupação para realizar uma espécie de memorial no Instituto Educar, uma escola que fica dentro do assentamento da Fazenda Anonni.

Atualmente o assentamento conta com três escolas, diversas cooperativas que produzem leite, um frigorífico que vende em grande escala, ginásios para a prática de esportes e espaço para o lazer e cultura. Assentadas e assentados ainda produzem para seu autosustento.
Informações da Página do MST
domingo, 7 de novembro de 2010
QUEM SÃO VOCES? SEM-TERRINHAS OUTRA VEZ!
A atividade também aconteceu em apoio à luta das famílias contra o projeto de lei do governo estadual que permuta o terreno da FASE (Fundação de Assistência Socioeducativa) e parte do morro, entregando o local para a especulação imobiliária.
Um grupo de batucada, palhaços e atuadores teatrais do Levanta Favela conduziram a caminhada dos Sem Terrinha, juntamente com as crianças e lideranças do morro, pelas ruas das comunidades. Muitos moradores foram até a porta e janela de casa para ver toda a movimentação.
A caminhada encerrou na Vila União Santa Teresa, no topo do morro, onde as crianças realizaram uma oficina de fotografia. Uma caixa de lona preta simulava a máquina escura, em que as crianças entravam e viam a imagem da Orla do rio Guaíba e do Morro Santa Teresa projetada em uma lona branca.
A área é bastante visada por empreiteiras para a construção de moradias de luxo, motivadas por obras para a Copa de 2014. O fotógrafo e integrante do ponto de cultura Quilombo do Sopapo, Eduardo Seidl, coordenou a atividade.
Veja as fotos da visita dos Sem-Terrinhas ao morro Santa Teresa aqui e aqui.
sábado, 6 de novembro de 2010
É preciso ter a coragem de dizer
Rondó da Liberdade
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
Há os que têm vocação para escravo,
mas há os escravos que se revoltam contra a escravidão.
Não ficar de joelhos,
que não é racional renunciar a ser livre.
Mesmo os escravos por vocação
devem ser obrigados a ser livres,
quando as algemas forem quebradas.
Rondó da Liberdade
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
O homem deve ser livre...
O amor é que não se detém ante nenhum obstáculo,
e pode mesmo existir até quando não se é livre.
E no entanto ele é em si mesmo
a expressão mais elevada do que houver de mais livre
em todas as gamas do humano sentimento.
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
(Carlos Marighella)

(...)
Discordando das teses ortodoxas do PCB, que apontavam a burguesia como aliada dos operários e camponeses no processo revolucionário brasileiro, a organização de Marighella propôs o desencadeamento imediato de operações armadas nas grandes cidades brasileiras, visando com estas a recolher recursos para o lançamento da guerrilha rural. Da luta armada no campo deveria nascer, segundo ele, um Exército de Libertação Nacional, apto a derrotar o Regime Militar e aplicar um programa de transformações cujo eixo mais central era o “antiimperialismo”.
A ALN ganhou projeção dentro e fora do país, em setembro de 1969, ao seqüestrar, juntamente com o MR-8, o embaixador norte-americano no Brasil, por cujo resgate foram libertados 15 prisioneiros políticos e divulgado um manifesto [clique aqui para ler].
A escalada repressiva que se segue termina por atingir o próprio Marighella, morto em novembro do mesmo ano, em São Paulo, numa emboscada comandada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, notório torturador, num rumoroso episódio que envolvia versões sobre a vinculação de sacerdotes dominicanos com a ALN. Em outubro do ano seguinte, o sucessor de Marighella, Joaquim Câmara Ferreira, é preso em São Paulo, sendo seqüestrado e morto sob torturas pelo mesmo delegado Fleury, num sítio clandestino da repressão. Entre 1969 e 1971, a ALN foi atingida pela repressão em vários outros Estados, sendo detidas várias centenas de seus membros."
Fonte: livro Brasil Nunca Mais
Para ler textos de Marighella, clique aqui.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
QUEM PRECISA DE POLÍCIA?
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
1ª FEIRA DO LIVRO ANARQUISTA DE PORTO ALEGRE
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
QUILOMBO DOS SILVA
Agora, quando chegamos em novembro, tempo de nunca esquecer de lembrar de Zumbi e de João Cândido, de Maria Firmina dos Reis, e de cada mulher e homem negro que nos educa enquanto resiste, o Desinformémonos traduz para espanhol e veicula a reportagem que fizemos sobre o primeiro quilombo urbano reconhecido e titulado no Brasil: o Quilombo da Família Silva. Pela sensibilidade e determinação de Joana Moncau (gracias!), brasileira que subverte cores, calendários, geografias e notícias nas selvas mexicanas, o vídeo foi traduzido para espanhol e integra a edição número 13, deste projeto de contra-informação (outra informação) que nos inspira.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
HENFIL
Parte 2
Parte 3