Somos um grupo de jovens que não baixam a cabeça para as injustiças e desigualdades. Entendemos que só com o povo unido, metendo a mão junto, é possível construir o novo mundo com que sonhamos.
O Levante atua junto aos movimentos da Via Campesina e movimentos urbanos como o Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), com a intenção de construir a organização popular em comunidades, vilas, escolas, assentamentos e acampamentos do Rio Grande do Sul.
A POESIA QUE ALIMENTA NOSSA LUTA
Cristina Nascimento
Vivemos numa mentira contada e repassada por nós mesmos Pelos nossos pais, avós, de geração em geração, até chegar aos nossos filhos. O que seria a verdadeira história do nosso querido Brasil. Quem descobriu o Brasil? O branco, o negro ou o índio. Até quando vamos aceitar os fatos históricos que nos contam O que seria a verdade para um Brasil tão rico e tão pobre ao mesmo tempo Deixamos que eles se apropriem de nossas almas e nossa indignação Do que valeu a morte de tantos negros e índios se já não lutamos mais... Sendo assim questionaremos a história contada e iremos atrás da verdadeira Não vamos mais deixar eles se apropriarem de nossas vidas. Estudaremos! Pensaremos com calma e a nossa maior motivação será mudar este futuro Onde crianças passam fome, onde não se tem uma visão de uma vida melhor. Até quando iremos aguentar viver só para comprar comida e se acomodar desta maneira Somos nós que sofremos na pele o racismo, a exclusão, a exploração. Então a história tem que ser contada de forma correta, pois cansamos do sistema falar por nós Por que estamos lutando e o nosso povo irá se libertar.
Nascida em Poços de Caldas em 12 de outubro de 1904, desde a infância Laudelina de Campos Melo teve de lidar com o preconceito por ser mulher, negra, pobre e descendente de escravos. Sua mãe foi “doada” para uma família rica da cidade, e assim Laudelina cresceu também sendo considerada “posse”, tendo que lidar com a opressão e a exploração. Assim foi um caso emblemático que viveu: ao ver sua mãe ser agredida publicamente com um rabo de tatu por um capanga da família coronelista para quem trabalhava, Laudelina não segurou a indignação. Aos 10 anos de idade, pulou no pescoço do capanga, xingou policiais e apedrejou a casa do juiz da cidade por prender sua mãe, considerada culpada pela situação, causando a ira da elite racista local.
Aos 20 anos, Laudelina mudou-se para Santos, onde começou a militância no movimento negro num grupo chamado Frente Negra. Sentindo a necessidade de organização e luta de sua categoria - a das trabalhadoras domésticas - que até hoje não possuem todos os direitos garantidos aos demais trabalhadores, em 1936 Laudelina e outras companheiras fundaram a primeira associação da categoria no país, na cidade de Santos. Sua atuação também foi determinante na organização da categoria em Campinas, até hoje um dos sindicatos mais atuantes do Brasil.
No período da ditadura, Laudelina sofreu com a repressão, tendo sido presa. Mas seguiu lutando e organizando as trabalhadoras até o fim de sua vida. Faleceu em 22 de maio de 1991.
Cerimônia de posse da Associação das Empregadas Domésticas de Campinas, em 1962
Laudelina ousou desafiar a ordem. Mulher, negra, empregada doméstica e sindicalista!Sua memória está viva em cada um@ de nós, que ousamos lutar e construir uma nova sociedade: sem machismo, racismo ou exploração de classe.
Mesmo depois da Assembléia Popular Indígena e do Dia da visibilidade indígena organizados em Santa Maria, a situação dos povos indígenas pouco melhorou e seus direitos básicos continuam sendo negados pelas autoridades que deveriam protegê-los.
As condições do povo Kaingang acampado na cidade são muito precárias.O acampamento está há meses sem recolhimento de lixo, como estratégia para que sejam mal vistos pela pela vizinhança e pela população da cidade, adoeçam sob condições desumanas e se retirem do local.
Mas quem não tem tempo de se esperar, se organiza: na tarde quente do último domingo, dia 23, ocorreu um mutirão de limpeza na área próxima à rodoviária de Santa Maria, onde as famílias vivem acampadas. A galera que se somou ao mutirão de limpeza também pintou uma faixa, denunciando a situação.
Com o trabalho coletivo, compartilhamos também seu sentimento de pureza e vontade de viver. Sob lonas pretas e o vento que anunciava chuva, o domingo foi de muito esforço para quem colaborou nesta tarefa. A quantidade de lixo do local representa as condições degradantes em que a prefeitura pretende deixar o acampamento Kaingang, sem dar qualquer resposta para suas reivindicações.
Mas não nos calaremos. A luta dos povos indígenas contra a política de extermínio continua. E essa luta também é nossa! Seguiremos nor organizando, cobrando do poder público e denunciando o descaso histórico com as famílias indígenas acampadas.
Todo o dia é dia de índio! Todo dia é dia de luta!
Todos os dias, milhares de pessoas precisam enfrentar ônibus e metrôs lotados para chegarem ao local de trabalho. E só quem não precisa andar em latas de sardinha para ganhar seu sustento pode achar graça das dificuldades que os trabalhadores enfrentam dia a dia. Do mesmo jeito, só quem não respeita a vida e a dignidade do próximo pode fazer piada com abuso sexual de mulheres enquanto elas vão para o trabalho ou voltam para casa.
Apesar disso, o programa Zorra Total exibe, todos os sábados, um quadro em que uma mulher é abusada dentro de um metrô e reclama para a amiga, que a manda aproveitar o “favor” que o homem está fazendo. No Brasil, este mesmo país onde a rede Globo faz brincadeira com a violência sexual, uma mulher é violentada a cada 12 segundos. O programa diz que faz humor. Mas qual é graça?
Desde o início das exibições do quadro, o metrô de São Paulo já registrou diversos casos de abuso sexual durante os trajetos. São homens que se sentem no direito de fazer o que a televisão legitima: a violentar a vida, a dignidade e os direitos das mulheres trabalhadoras.
Ninguém tem direito de violar o corpo e a integridade de outra pessoa, muito menos de brincar com isso: violência sexual é crime!
Até quando eles vão fazer piada da nossa dignidade?
Na noite de ontem foi lançada a Campanha Contra o uso de Agrotóxicos no auditório da EMATER com a presença de mais de 100 pessoas.
Apesar da chuva, o povo não se mixou e compareceu no evento que marca o início oficial das atividades da Campanha no estado. Além da exibição do documentário “O Veneno está na mesa”, o debate foi estimulado pela mesa composta por Jaime (EMATER e RAPAL); Magda Zanoni e Dario (MST/Via Campesina). Os palestrantes reforçaram a importância da campanha e das iniciativas de combate a este modelo de produção. O lançamento foi organizado pelo comitê da Campanha de Porto Alegre que é composto por mais de 30 entidades, dentre elas o Levante Popular da Juventude.
Hoje, em Cachoeira do Sul, o Projeto de Lei que autoriza a Prefeitura a assinar um convênio com a CORSAN será votado pela Câmara de Vereadores, às 19h. O povo de lá tá se mobilizando para lembrar os vereadores que a água não é negócio de alguns, mas um direito de todos e por isso deve ser pública.
A animação abaixo, Abuela Grillo, baseada em uma fábula do folcore indígena, mostra como, em qualquer parte do mundo, as grandes empresas não desistem de ganhar dinheiro com o sofrimento do povo, cobrando por direitos que são nossos e nunca poderiam ser negociados. É o caso da água, que é um bem universal. A história da Abuela Grillo nos ajuda a entender um pouco disso:
A ÁGUA É DE DIREITO DE TODOS, NÃO É NEGÓCIO DE ALGUNS!
Há mais de vinte anos, as mulheres camponesas lutam pela igualdade de direitos e pelo fim de toda forma de violência, opressão e exploração praticadas contra as mulheres e a classe trabalhadora. Uma trajetória de lutas que une a causa da libertação feminina e da construção de um novo projeto de agricultura para o país.
Esse processo de mobilizações, lutas, formação e articulação dessas mulheres trabalhadoras, já organizadas pela causa feminista e de classe, fez nascer o Movimento de Mulheres Camponesas, unificando suas lutas pela transformação da sociedade.
Hoje, o movimento está organizado em dezoito estados brasileiros e é construído por milhares de camponesas, integrando a Via Campesina. Elas são agricultoras, ribeirinhas, bóias-frias, diaristas, extrativistas, pescadoras, sem terra, assentadas, indígenas, negras, descendentes de europeus... São todas mulheres da classe trabalhadora, unidas e em luta contra toda a forma de exploração econômica, política, social e cultural do projeto patriarcal do capitalismo, que nos violenta e discrimina.
Todo dia é dia de lembrar a garra e a força das mulheres trabalhadoras que alimentam nosso país e que não cansam de lutar por uma nova sociedade, pelo presente e pelo futuro dos filhos e filhas do mundo.
Confira o depoimento de Wagner Moura sobre as alterações no Código Florestal Brasileiro.
O debate sobre as alterações do Código Florestal Brasileiro continua, dessa vez no Senado Federal. Pesquisa divulgada pelo Datafolha revela que 79% da população brasileira é contra as alterações no Código Florestal que, na prática, anistia os latifundiários que desmataram ilegalmente áreas de floresta para a expansão do agronegócio.
Começou hoje a campanha para as eleições do DCE da UFRGS.
E o Levante apoia aChapa 5 - Para Além dos Muros, pois entendemos que a Universidade deve estar a serviço do povo brasileiro, que o estudante deve estar além dos muros que separam o conhecimento da prática.
A diferença da chapa 5 para as demais começa no método de produção de seus materiais de campanha. É através do trabalho coletivo que os estudantes dão o exemplo pedagógico de que se pode construir uma Universidade realmente popular.
Confira o vídeo do XI Acampamento Latinoamericano de Jovens.
Juventudes de diversas organizações sociais participaram do 11º Acampamento latinoamericano de jovens na Argentina. O acampamento ocorreu na provincia de Santiago del Estero, em Ojos de Agua, no territorio do MNCI (Movimento Nacional Campesino Indigena). Nesse mesmo local está sendo construida coletivamente uma universidade para os camponeses poderem se apropriarem do estudo, uma ferramenta importante para a classe trabalhadora.
A juventude dos movimentos sociais da Via Campesina participaram do 8º acampamento. Nesse teve uma delegação de 2 ônibus, sendo composta por 12 estados e 15 movimentos do campo e cidade.
O 11º Acampamento de Jovens ocorreu dos dias 8 a 13 de Outubro de 2011, contando com a participação de 1500 jovens latinos.
Participe do lançamento da Campanha Permanente Contra o uso de Agortóxicos em Porto Alegre
O Brasil é o primeiro colocado no ranking mundial do consumo de agrotóxicos. Mais de um milhão de toneladas de venenos foram jogados nas lavouras em 2010, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola. Com a aplicação exagerada de produtos químicos nas lavouras do país, o uso de agrotóxicos está deixando de ser uma questão relacionada especificamente à produção agrícola e se transforma em um problema de saúde pública e preservação da natureza.
O consumo de agrotóxicos cresce de forma correspondente ao avanço do agronegócio, modelo de produção que concentra a terra e utiliza quantidades crescentes de venenos para garantir a produção em escala industrial. Desta forma, o uso excessivo dos agrotóxicos está diretamente relacionado à atual política agrícola do país, que foi adotada a partir da década de 1960. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), na última safra foram vendidos mais de 7 bilhões de dólares em agrotóxicos.
Nesse quadro, os agrotóxicos já ocupam o quarto lugar no ranking de intoxicações. Essas fórmulas podem causar esterilidade masculina, formação de cataratas, evidências de mutagenicidade, reações alérgicas, distúrbios neurológicos, respiratórios, cardíacos, pulmonares, no sistema imunológico e no sistema endócrino, ou seja, na produção de hormônios, desenvolvimento de câncer, dentre outros agravos à saúde
O que: lançamento do Comitê Estadual da Campanha
Permanente contra o uso de Agrotóxicos e pela Vida
Quando: dia 24/10; segunda-feira; 18h30min
Onde: Emater/RS-Ascar, rua Botafogo, 1051, bairro Menino Deus,
esquina com a rua Érico Veríssimo
Contato: campanha-contra-agrotoxicos-rs@grupos.com.br
Assista vídeo sobre as manifestações que ocorrema em 950 cidades do mundo no último Sábado, exigindo mudanças estruturais no sistema político e econômico.
Amanhã participe do Levantinho no Santa Teresa e a noite tem PagoFunk do Levante na Cruzeiro
Às 10h da manhã no campinho da Vila União começa o 1o. Levantinho, atividade organizada em conjunto com o Grupo de Mulheres da União, para as crianças do Morro. E à noite na sede do Barracão, o batidão rola solto no ...
Veja as fotos da manifestação que colocou em choque dois projetos de cidade: o projeto da elite e o projeto popular.
De um lado a engenharia futurista dos arranha-céus da opulência, de outro a arquitetura do sofrimento de um povo que luta por dignidade.
Moradores das Comunidades atingidas pelas obras da Av. Tronco e Projeto Integrado Socioambiental fizeram uma marcha no sábado (01/10) em defesa da moradia. A caminhada saiu do Posto Falcão junto à Vila Cristal e se dirigiu para a área do Jockey Club do Rio Grande do Sul, na Av. Diário de Notícias. Isto porque aproximadamente 1.800 famílias serão removidas para as obras de duplicação da Av. Tronco e outras 1.600 atingidas pelo PISA.
A Prefeitura de Porto Alegre argumenta que o principal obstáculo para reassentar os moradores na região reside na dificuldade para comprar áreas próximas. Porém, não quer colocar em pauta a discussão sobre uma área disponível com potencial para construção de moradias para todas as famílias que serão removidas. Que área é essa?
O Município tem à disposição uma área de 17 hectares que pode ser convertida em Área de Interesse Social. É a área das “cocheiras do Jóquei”. Cabe lembrar que os instrumentos citados são todos requisitos fundamentais para acessar recursos para as obras que estão provocando as remoções. É o aparato legal que protege o direito à moradia adequada e deve inibir os impactos negativos dos reassentamentos.
Justin Bieber tem fortuna maior que o investimento anual em educação no Rio Grande do Sul.
O "cantor" que se apresenta hoje no estádio Beira-Rio, acumulou com apenas 17 anos de idade um patrimônio de mais de $100 milhões de dólares (aproximadamente R$ 170 milhões de reais). Para se ter uma idéia do absurdo, este valor é maior do que o investimento previsto para todas as escolas estaduais do Rio Grande do Sul, estimado em R$ 143,4 milhões. É justo?
PS: Se você não está interessado nesta notícia mas gostou do corte de cabelo do astro, você só precisa pagar 2.400 dólares para cortar com o cabelereiro de Bieber.
Ernesto Guevara de la Serna nasceu na Argentina em 14 de maio de 1928, em Rosário, Na Argentina. Primeiro de cinco filhos, ainda jovem começou a estudar Medicina.
Em 1952, com 23 anos e a dois anos de sua formatura, movido pela vontade de conhecer a vida e os problemas de seu continente, Che partiu em uma viagem que durou oito meses e percorreu cinco países pela América Latina. Na volta, após ter conhecido a miséria que enfrentava a maior parte do povo latino-americano, o jovem argentino registrava em seu Diário de Viagem: “já não sou mais o mesmo”. Era preciso lutar para mudar essa realidade.
Em 1954, Che conheceu Fidel e Raul Castro, jovens cubanos que se organizavam um grupo para combater a sangrenta ditadura de Fulgencio Batista. Ele tornou-se o médico da tropa e, ao longo dos anos seguintes, foi deixando a medicina para tornar-se combatente e líder militar. Em 1959, junto com mais 12 homens, os combatentes penetraram em Sierra Maestra, na ilha de Cuba, e tomaram a cidade de Havana para acabar com o imperialismo norte-americano que dominava o país. Era a vitória da Revolução Cubana.
Mas Che sabia que muitos países ainda sofriam com o imperialismo e acreditava que sua missão era levar a revolução a outros países. Por isso, saiu de Cuba para percorrer outros lugares. Partiu para o Congo, na África, onde combateu em 1965. Em seguida, rumou até a Bolívia, onde pretendia lutar pela unificação dos países da América Latina. Mas, com as dificuldades da guerrilha, acabou capturado e morto por agentes do governo norte-americano e da ditadura boliviana
Há 44 anos, 9 em outubro de 1967, onze tiros interromperam o sonho Che de levar a toda a América Latina a Revolução iniciada em Cuba.
Por seu heroísmo, por sua garra e pelo amor com que se engajou na luta contra as opressões do mundo capitalista, Ernesto Guevara ainda vive como símbolo de ação revolucionária para a nossa juventude. Inspirados em sua história, alimentamos os mesmos sonhos, esperanças e paixões que aquele jovem latino-americano levou consigo em suas lutas. Porque o próprio Che nos lembraria: “Se tremes de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros.”
Trabalhadores demonstram mais uma vez que a Reforma Agrária só se faz com o povo organizado em luta.
As famílias Sem Terra que ocupam uma área nas proximidades do pedágio da ERS – 040 em Viamão, região metropolitana de Porto Alegre, começaram a deixar a área por volta das 11h de hoje. Depois de quase duas semanas de ocupação, os trabalhadores e trabalhadoras do MST conquistaram uma área de 350 hectares em Charqueadas. Além disso, o governo do estado ficou de apresentar, em 10 dias, uma área para assentamento do restante dos agricultores.
Mesmo com a indicação do governo, as famílias continuarão mobilizadas. Caso o estado não apresente a área em 10 dias, os trabalhadores Sem Terra irão retomar as lutas no RS.
A mobilização ganhou apoio de movimentos em diversas outras cidades dos EUA e até do Canadá.
assista ao vídeo da caminhada sobre a Ponte do Brooklyn, um dos símbolos de Nova York
Centenas de manifestantes que protestam
contra os bancos e a crise econômica continuam pela terceira semana em
Wall Street, apesar dos episódios de repressão protagonizados da polícia
de Nova York no final de semana.
No domingo (02), mais de
700 pessoas que participavam de uma marcha foram presas. Os
manifestantes cruzavam a Ponte do Brooklyn quando foram detidos pela
polícia, que alegou que a manifestação não tinha autorização para
ocorrer.
John Hildebrand, um jovem de 24 anos de Norman, Oklahoma, disse que
chegou a Nova York no sábado, vindo de avião, e afirmou que é professor
desempregado. "Minha revolta é com a influência corporativa sobre a
política", ele disse.
"Eu gostaria de eliminar o financiamento
corporativo das campanhas políticas". Ele disse voltará para Oklahoma,
onde pretende começar um protesto parecido. Um manifestante, William
Stack, disse que enviou um e-mail à Prefeitura de Nova York pedindo que
todas as acusações contra os detidos sejam retiradas.
"Não é um crime pedir que nosso dinheiro seja gasto para atender às
necessidades do povo e não em empréstimos enormes para as grandes
empresas", ele escreveu. "Os verdadeiros criminosos são os executivos de
Wall Street, não as pessoas que marcham por empregos, saúde e uma
suspensão na execução das hipotecas".
Movimento se espalha
A mobilização "Ocuppy Wall
Street" (Ocupe Wall Street), iniciada em 17 de setembro, ganhou ao longo
dessas semanas o apoio de movimentos em diversas outras cidades dos
Estados Unidos e até do Canadá, como Toronto.
Em Los Angeles,
centenas de pessoas fazem marchas diárias e chegaram a montar um
acampamento em frente à Prefeitura da cidade para mostrar seu apoio aos
manifestantes de Nova York. Segundo Julie Leving, que está acampado, seu
objetivo é protestar contra a corrupção e a concentração de renda
existentes nos Estados Unidos.
"Nossa situação econômica é
horrível. A única coisa que esse país está produzindo é mais guerra. Os
trabalhos só estão no exército. É muito, muito ruim. Por isso estamos
dizendo 'tirar o dinheiro da guerra, das corporações que se beneficiam
da guerra e colocar o dinheiro em empregos aqui'", disse.
Os
manifestantes de Wall Street também ganharam o apoio de figuras famosas,
como do ator Alec Baldwin, que circula pelos protestos. Baldwin
criticou a repressão da polícia nova-iorquina e postou vídeos na
internet que mostram policiais jogando gás de pimenta num grupo de
mulheres manifestantes. "Isso é inquietante. Eu acho que a Polícia de
Nova York está com um problema de imagem", disse.
Em seu blog, o
cineasta e ativista Michael Moore publicou uma nota chamando pessoas de
todo o país para se reunirem aos manifestantes. Ele considera o fato
histórico: “É a primeira vez que uma multidão de milhares toma as ruas
de Wall Street”. A manifestação segue sendo ignorada pela "grande
imprensa".
Os porto-riquenhos do Calle 13 cantam Latinoamerica com Totó La Momposina, Maria Rita e Susana Bacca.
Soy... soy lo que dejaron/Soy toda la sobra de lo que se robaron/Un pueblo escondido en la cima/Mi piel es de cuero, por eso aguanta cualquier clima/Soy una fábrica de humo/Mano de obra campesina para tu consumo/frente de frío en el medio del verano/El amor en los tiempos del cólera, mi hermano!/Si el sol que nace y el día que muere/Con los mejores atardeceres/Soy el desarrollo en carne viva/
Un discurso político sin saliva/Las caras más bonitas que he conocido/Soy la fotografía de un desaparecido/La sangre dentro de tus venas/Soy un pedazo de tierra que vale la pena/Una canasta con frijoles, /soy Maradona contra Inglaterra
Anotándote dos goles/Soy lo que sostiene mi bandera/La espina dorsal del planeta, es mi cordillera/Soy lo que me enseñó mi padre/El que no quiere a su patría, no quiere a su madre/Soy américa Latina, un pueblo sin piernas, pero que camina
Oye!
Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor
Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores
Tengo los lagos, tengo los ríos/Tengo mis dientes pa' cuando me sonrio/La nieve que maquilla mis montañas/Tengo el sol que me saca y la lluvia que me baña/Un desierto embriagado con peyote/Un trago de pulque para cantar con los coyotes/Todo lo que necesito, tengo a mis pulmunos respirando azul clarito
la altura que sofoca,/Soy las muelas de mi boca, mascando coca/El otoño con sus hojas desmayadas/Los versos escritos bajo la noches estrellada/Una viña repleta de uvas/Un cañaveral bajo el sol en Cuba/Soy el mar Caribe que vigila las casitas/Haciendo rituales de agua bendita/El viento que peina mi cabellos/Soy, todos los santos que cuelgan de mi cuello/El jugo de mi lucha no es artificial/Porque el abono de mi tierra es natural
Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor
Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores
Não se pode comprar o vento
Não se pode comprar o sol
Não se pode comprar a chuva
Não se pode comprar o calor
Não se pode comprar as nuvens
Não se pode comprar as cores
Não se pode compar minha alegria
Não se pode comprar as minha dores
No puedes comprar el sol...
No puedes comprar la lluvia
vamos caminando, vamos dibujando el camino
Trabajo bruto, pero con orgullo/Aquí se comparte, lo mío es tuyo/Este pueblo no se ahoga con marullo/Y se derrumba yo lo reconstruyo/Tampoco pestañeo cuando te miro para que te recuerde de mi apellido/La operación Condor invadiendo mi nido/Perdono pero nunca olvido Oye!
A galera de Santa Maria andou fazendo oficinas na Nova Santa Marta, na zona oeste da cidade. Entre as atividades, rolaram pintura de faixas, batucada e até um futebol com a gurizada.
A Nova Santa Marta é uma área recente na cidade. O bairro surgiu de um processo de mobilizações com a ocupação da Fazenda Santa Marta, em 1991. Mas foi só a partir de 2002 que os moradores tiveram acesso a água, luz e condições mínimas de moradia.
As atividades do Levante na Nova Santa Marta fazem parte de uma parceria com o Projeto Projovem, chamando a galera da comunidade para vários programas educativos nos finais de semana. A função ainda tá no início, mas por aqui já dá para ver como foi o último sábado por lá:
Acontece hoje, no Assentamento Urbano Utopia e Luta um sarau em apoio à luta pela reforma agrária. O sarau terá a apresentação do filme O Grande Tambor e muita música e batucada. O Utopia e Luta fica na escadaria da Av. Borges, 719. A atividade é a partir das 20h.